Parque Tecnológico de Itaipu estima potencial de até 2,6 GW em CGHs no Paraná

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Parque Tecnológico de Itaipu estima potencial de até 2,6 GW em CGHs no Paraná

Em estudo ainda inédito concluído em 2019, o Núcleo de Inteligência Territorial do Parque Tecnológico de Itaipu (NIT/PTI) detectou um potencial de até 2.592 MW de geração hidrelétricas em CGHs, ou seja, em usinas a fio d’água sem necessidade de formação de lagos. O estudo abrangeu 28 municípios vizinhos à hidrelétrica Itaipu Binacional, da chamada Bacia do Paraná 3, dividida em 18 sub-bacias. Vale lembrar que a empresa estuda investir em novas usinas para o cenário pós-2023.

De acordo com o analista ambiental Jefferson Silva, um dos pesquisadores do NIT responsáveis pelo estudo, foram identificados 1.929 pontos com potencial de geração de energia sem armazenamento, com altura incremental entre um e três metros. O potencial de 2.592 MW seria para incremento de altura em até três metros. No caso do incremento limitado a um metro, esse potencial baixaria para 1.851 MW. Para o caso de PCHs, considerando a necessidade de alagamentos e já excluindo áreas de conflitos ambientais, como terras indígenas e áreas de preservação, foram constatados 48 pontos com potencial de até 12 MW cada.

Silva esclareceu, em relação às questões ambientais, que os potenciais pontos para construção de PCHs eram livres de conflitos ambientais quando o estudo foi concluído, mas ressalvou a possibilidade de que alguma modificação nos mapas das áreas de preservação ou dos territórios indígenas, por exemplo, enseje algum tipo de correção. O potencial de PCHs foi avaliado apenas nas sub-bacias dos rios Arroio Guaçu, São Francisco Verdadeiro e São Francisco Falso.

O estudo do NIT/PTI foi feito sob encomenda da Superinrendência de Energias Renováveis de Itaipu. A usina binacional é a principal cliente, além de mantenedora, do PTI (cerca de 70% do orçamento do Parque vem dos serviços prestado ou das subvenções da geradora).

O trabalho pode contribuir para ampliar o que já se conhecia do potencial de PCHs e CGHs no estado do Paraná. Entre os 536 projetos básicos de pequenas centrais já avaliados e inventariados pela Aneel, todos ainda a licenciar, o Paraná aparece em segundo lugar entre os estados, com 87 projetos, atrás apenas de Goiás, com 92. Praticamente todos os projetos ainda dependem de licenciamento ambiental.

O analista ambiental explica que para a realização do levantamento o NIT/PTI utilizou bases de dados de várias origens, como da Agência Nacional de Águas (ANA) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).Com uma equipe de aproximadamente 20 técnicos, além de parceiros, estagiários e bolsistas, o NIT/PTI, além de estudos especiais como este do potencial de PCHs, realiza rotineiramente trabalhos que vão do acompanhamento de águas superficiais para detectar presença de agroquímicos até o sobrevoo com drones para detectar problemas nas áreas de proteção de Itaipu.

Fonte: Energia Hoje

Escrito por : Chico Santos

Link da Notícia: https://energiahoje.editorabrasilenergia.com.br/epti-estima-potencial-de-ate-26-gw-em-cghs-no-parana/

Comentário de Ivo Pugnaloni da  ENERCONS 

Essa realização do Parque Tecnológico de Itaipu Binacional, ao produzir esses Estudos, localizando mais de 2,5 Gigawatts de potenciais hidrelétricos sem reservatórios em 28 municípios do Paraná, merece as congratulações de todos os brasileiros interessados na independência energética de nosso país.

Ainda que realizado apenas nos municípios lindeiros ao reservatório da maior usina hidrelétrica do mundo, esse Estudo deveria ser imitado por outras entidades e órgãos do setor elétrico, em outros municípios e estados, de forma a incentivar investimentos em energia renovável a partir de outros setores que consomem energia tais como Agronegócio, Cooperativas, Florestal, Madeireiro e Industria em geral.E isso não apenas no território paranaense mas no Brasil.


O estado de São Paulo por exemplo, já localizou ainda em 2014, mais de 4 GW de micro e pequenas centrais hidrelétricas passiveis de serem construídas com baixíssimo impacto ambiental.

A ENERCONS e a ENERBIOS em conjunto, enviaram seus cumprimentos à direção do PTI e da Itaipu Binacional pela brilhante iniciativa, digna de registro e elogio.

Os proprietários das áreas onde se localizem esses 2,6 GW, que são equivalentes a mais de 3 turbinas de Itaipu, sabem que poderão contar com o nosso apoio de engenharia para desenvolver todos os estudos e projetos para esse tipo de empreendimento e para suas linhas de transmissão. Bem como para elaborar os estudos ambientais, licenciá-los ambientalmente, buscar investidores, comercializar a energia a ser gerada, supervisionar as obras de construção, assessorar na especificação e na aquisição dos turbogeradores e equipamentos eletromecânicos. Tudo garantido por 19 anos de trabalho ininterrupto no setor, com mais de 30 projetos de PCHs aprovados pela ANEEL.

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