25 anos de experiência no mercado de energia

Conexões de GD Já São Mais de 7 mil no País

Com ações de estímulo à geração de energia pelos próprios consumidores, a Agência Nacional de Energia Elétrica já registra 7.610 conexões de geração distribuída até janeiro de 2017, totalizando potência instalada de 73.569 kW. Entre as energias renováveis mais utilizadas, a fonte solar fotovoltaica é a que mais se destaca, com 7.528 conexões. Em termos de potência instalada, a energia gerada pelo sol também saí na frente com 57.606KW. Na comparação por estados, Minas Gerais mantém o primeiro lugar, com 1.644 conexões com geração distribuída, seguido de São Paulo, com 1.369 e Rio Grande do Sul, com 769. A grande maioria das conexões de geração distribuída permanece nas residências. Segundo a Aneel, 5.997 das conexões de geração distribuída atendem essa classe de consumo. Já o comercio é responsável por 1.186 adesões. Em dezembro de 2015 foi lançado o Programa de Desenvolvimento da Geração Distribuída de Energia Elétrica. Com R$ 100 bilhões em investimentos do ProGD, a previsão é que até 2030, 2,7 milhões de unidades consumidoras poderão ter energia gerada por elas mesmas, entre residência, comércios, indústrias e no setor agrícola, o que pode resultar em 23.500 MW de energia limpa e renovável, o equivalente à metade da geração da Hidrelétrica de Itaipu. Com isso, o Brasil pode evitar que sejam emitidos 29 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera. Da Agência Canal Energia, Consumidor 24/01/2017

Banco Mundial Estima 1 Bilhão de Pessoas Sem Energia

O atual ritmo de avanços em três metas globais de energia – acesso à eletricidade, energia renovável e eficiência energética – não tem a rapidez necessária para que elas sejam atingidas em 2030, de acordo com o último relatório do Global Tracking Framework (GTF) divulgado hoje em Nova York pelo Banco Mundial e pela Agência Internacional de Energia. O relatório traz dados impressionantes.  Por exemplo, o número de pessoas que usavam combustíveis sólidos tradicionais (como carvão) para cozinhar em 2014  era de 3,04 bilhões – algo em torno de 40% da população do planeta. No Afeganistão e na Nigéria, por exemplo, o acesso a uma cozinha sem fumaça tem caído cerca de um ponto percentual por ano. Em comparação, a Indonésia fez o maior progresso, aumentando o acesso a uma cozinha limpa em mais de oito pontos percentuais por ano. Vietnã e Sudão também conseguiram avançar. Mais de um bilhão de pessoas não tinham acesso à eletricidade em 2014.  A preocupação é maior com os países populosos e de baixo acesso à eletricidade, como Angola e República Democrática do Congo, onde as taxas de eletrificação estão caindo. Alguns países de baixo acesso fizeram progressos rápidos, aumentando a eletrificação de dois a três pontos percentuais anualmente, incluindo Quênia, Malawi, Sudão, Uganda, Zâmbia e especialmente Ruanda. Outros, como o Afeganistão e o Camboja, estão progredindo rapidamente graças ao maior uso da energia solar fora da rede, destacando como as novas tecnologias podem impulsionar o progresso. Os países que estão reduzindo rapidamente a exclusão serão beneficiados por melhorias na educação, na saúde, no emprego e no crescimento econômico. Em matéria de energias renováveis, o progresso global é modesto. Embora as novas tecnologias de geração de energia, como a eólica e solar, estejam crescendo rapidamente – representando um terço da expansão do consumo de energia renovável em 2013-2014 – este crescimento está se dando a partir de uma base muito pequena, apenas 4% do consumo de energia renovável em 2012. O desafio é aumentar a dependência das energias renováveis ​​nos setores de aquecimento e de transportes, que representam a maior parte do consumo global de energia. O relatório mostra que o aumento de pessoas com acesso à eletricidade está mais lento.  Se essa tendência não for revertida, as projeções são de que em 2030 8% da população não terão energia elétrica.  Ou seja, o mundo não alcançará a meta de acesso universal à eletricidade.  Entre os eixos analisados, apenas a eficiência energética progrediu: a quantidade de energia economizada durante os anos de 2012 e 2014, período abordado no relatório, equivale ao necessário para abastecer o Brasil e o Paquistão combinados. Para atingir os objetivos de Energia Sustentável para Todos, estima-se que o investimento em energia renovável deveria aumentar de duas a três vezes, enquanto o investimento em eficiência energética teria de aumentar em de 3 a 6 vezes.  Estimativas sugerem que um aumento geral de cinco vezes seria necessário para alcançar o acesso universal até 2030. Embora a pesquisa tenha descoberto que a maioria dos países não está fazendo o suficiente, há exceções, com progressos encorajadores: Afeganistão, Camboja, Quênia, Malawi, Sudão, Uganda, Zâmbia e Ruanda. Estes países provam que é possível acelerar o progresso rumo ao acesso universal com políticas adequadas, investimentos robustos (públicos e privados) e tecnologias inovadoras. “Se quisermos tornar em realidade o acesso a energia limpa, acessível e confiável, a ação deve ser conduzida por meio da liderança política. Esses novos dados são um alerta para que os líderes mundiais tomem medidas mais urgentes e focadas no acesso à energia, melhorando a eficiência e o uso das energias renováveis ​​para atingir nossos objetivos”, alerta Rachel Kyte, CEO e Representante Especial do Secretário-Geral da ONU para a Energia Sustentável para Todos. “Embora estejamos fazendo alguns progressos – com a disponibilidade de muitas das tecnologias que precisamos e roteiros de políticas públicas cada vez mais claros – isso não é suficiente. Todos nós assumimos o compromisso de agir e cada dia de atraso torna mais doloroso e caro”, completa. Em sua terceira edição, o relatório mede o progresso de 2012 a 2014 em três metas globais de sustentabilidade: acesso universal à eletricidade e cozimento limpo, dobrando a taxa global de melhoria na eficiência energética e dobrando a participação das energias renováveis ​​no mix energético global até 2030. O relatório baseia-se em dados oficiais em nível nacional e fornece uma análise harmonizada em nível regional e mundial. A edição de 2013 mediu o progresso entre 1990 e 2010, enquanto o relatório de 2015 focalizou o progresso de 2010-2012. O Quadro Global de Monitoramento de Energia Sustentável para Todos é produzido conjuntamente pela Prática Global de Energia e Extrativos do Banco Mundial, (ESMAP) e a Agência Internacional de Energia, e conta com o apoio de outras 20 organizações e agências parceiras. O relatório da RISE (Indicadores Regulatórios para a Energia Sustentável), recentemente lançado, complementa as conclusões deste relatório, colocando a tónica na adoção de políticas e regulamentos que ajudam a estimular progressos mais rápidos e em maior quantidade Fonte: Ambiente Energia

Indenização a Transmissoras Pode Causar Alta Média de 9% nas Contas de Luz

A indenização bilionária devida pelo governo às concessionárias de transmissão de energia, e que será paga pelos consumidores e empresas, deve gerar em 2017 um aumento de 8% a 9%, em média, nas contas de luz. Essa previsão é da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e é compartilhada pela Abradee, a associação que reúne as distribuidoras de energia. No final do ano passado, a Aneel previa que essa conta geraria uma alta menor, de 5%, na média. O índice, porém, ainda pode mudar, já que o assunto passa por audiência pública e não está fechado. A estimativa foi feita com base nas informações disponíveis neste momento. A indenização, de cerca de R$ 65 bilhões, será paga pelos próximos oito anos. Vai contribuir, portanto, para deixar as contas de luz mais caras até 2024, mas o impacto a cada ano varia. A partir de 2019, principalmente, tende a ser menor. O diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, apontou que, mesmo que o impacto médio de 9% se confirme, essa alta vai ser inferior à redução dos custos com transmissão de energia nas contas de luz nos últimos anos. “Lá trás, o impacto da redução da RAP [valor da remuneração paga às empresas de transmissão] foi muito maior”, explicou. A previsão é que o repasse das indenizações às contas de luz comece em julho. Isso será feito adicionando o custo extra nos reajustes das tarifas das distribuidoras. Para as distribuidoras que passarem antes pelo processo de reajuste, a Aneel deve incluir um custo estimado. Quem paga mais O impacto da indenização às transmissoras nas contas de luz vai ser maior para alguns consumidores e menor para outros, dependendo da região onde vivem. Consumidores do Norte, por exemplo, que vivem próximos a centros geradores de energia e onde o consumo é menor, devem ser menos impactados. Já consumidores que estão em regiões mais distantes das usinas e onde há mais consumo de energia, como algumas áreas do Sudeste, devem sentir impacto maior. A tarifa de transmissão deve ficar quase três vezes maior, mas o impacto não será tão grande porque, em média, ela responde por cerca de 3% do total da conta de luz. Reajuste negativo Apesar disso, a consultoria Thymos Energia prevê que outros fatores, como a redução do valor da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo usado pelo governo para financiar ações no setor, compensarão esse custo extra e as tarifas que serão revisadas no primeiro semestre de 2017 devem ter redução média de 2,5%. Segundo estudo da consultoria, essa redução será ainda maior para as distribuidoras do Sudeste: 8,75%. Para o Centro-Oeste a queda estimada é de 5% e, para o Nordeste, de 0,5%. No total, 29 concessionárias de todo o país passarão por processos de reajuste de suas tarifas no primeiro semestre de 2017, incluindo a Ampla (RJ), Cemig (MG), Energisa Mato Grosso (MT), Energisa Mato Grosso do Sul (MS), Coelba (BA) e a CELPE (PE). Ricardo Savoia, diretor da Thymos Energia, destaca que os consumidores atendidos por essas empresas deverão ser compensados na tarifa, principalmente por causa da variação do dólar, que se desvalorizou ao longo de 2016, e do custo da energia, que ficou abaixo do previsto pela Aneel quando calculou os reajustes dessas distribuidoras no ano passado. Savoia aponta, porém, que as tarifas devem ficar mais caras para os consumidores das distribuidoras que passarão por revisão ou reajuste tarifário no segundo semestre. “A partir do segundo semestre deve haver aumento tarifário, porque no segundo semestre do ano passado essas distribuidoras já haviam compensado a disparidade que se criou entre o que foi estimado na última revisão e o que realmente ocorreu”, explicou. Abradee vê alta Já a Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) acredita que a indenização levará a reajustes positivos em 2017, ou seja, alta nas contas de luz em todo o país. “Se não tivesse o custo dessa indenização, teríamos reajustes negativos. Com o impacto da indenização, com certeza os reajustes serão positivos”, afirmou o presidente da associação, Nelson Leite. A entidade prevê que o impacto das indenizações será um pouco maior que o estimado pela Aneel para as contas de luz em 2017: 9,2%, em média. Segundo Leite, consumidores industriais vão sentir ainda mais, pois a tarifa de uso do sistema de transmissão é maior para esses consumidores. Nelson Leite acredita, no entanto, que o valor da indenização pode mudar após o período da audiência pública. “A própria Aneel sinalizou que tem uma depreciação desses ativos dos últimos cinco anos que não foi descontada ainda. Cerca de R$ 5 bilhões. Eu acho que aquele valor é passível de ser alterado em função do que a própria Aneel sinalizou”, afirmou. A Abrace, associação que representa os grandes consumidores de energia elétrica, tem se posicionado contra o pagamento da indenização. O presidente da associação, Edvaldo Santana, que já foi diretor da Aneel, acredita que não há necessidade de indenização e questiona ainda a compensação financeira que será paga – que supera o valor da própria indenização. Segundo ele, a Abrace avalia entrar na Justiça caso a agência, após a audiência pública, mantenha os atuais termos da indenização. Compensação Esses R$ 65 bilhões vão compensar as concessionárias por investimentos feitos nas linhas de transmissão antes de 2000, mas que ainda não tinham sido totalmente pagos via tarifa. Essa dívida deveria ter começado a ser paga em 2013, mas houve demora do governo. Dos R$ 65 bilhões, R$ 35 bilhões referem-se à atualização do valor, ou seja, é uma remuneração às empresas pelo atraso no pagamento. Têm direito a receber a indenização as concessionárias que aceitaram, em 2012, a renovações de suas concessões dentro do plano lançado pela então presidente Dilma Rousseff e que, na época, levou ao barateamento das contas de luz. Fonte: O globo

Previsão de Aumento da Carga em Janeiro Sobe para 7,2%

A revisão 3 do Programa Mensal de Operação divulgado nesta sexta-feira, 20 de janeiro, pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico atualizou a previsão de carga. A nova projeção é de crescimento de 7,2% ante o mesmo mês do ano passado. Destaque para o SE/CO é esperado um aumento de 8,4% e o Nordeste com aumento de 9,8% nessa mesma base de comparação. O operador estima que as vazões para o submercado Sudeste/Centro-Oeste deverão encerrar o mês de janeiro com um nível de 73% da média de longo termo, aumento de 2 pontos ante a previsão da semana passada. Já no Sul o movimento deve ser o inverso, a nova projeção é de 162% da média ante um volume de 190% indicado sete dias atrás. No Norte e no Nordeste as previsão se mantiveram, com 42% e 32% da MLT, respectivamente. Com isso, o volume esperado para os reservatórios ao final de janeiro apresentaram leve aumento quando comparados à versão da semana passada do PMO. A exceção ficou com o Sul que deverá encerrar o mês com 61,6%, no SE/CO espera-se 37,9%, no NE o indicador deverá ficar em 18,2% e no Norte 23,9%. O CMO voltou a descolar entre a região Nordeste e o restante do país. A carga pesada e média nessa região ficou em R$ 171,33/MWh contra R$ 111,50/MWh nos demais submercados. A leve está em R$ 107,95/MWh em todo o país. A geração térmica planejada para a semana operativa que se inicia neste sábado, 21 de janeiro está em 5.633 MW médios com 4.432 MW médios por ordem de mérito, 810 MW médios por inflexibilidade, 390 MW médios por restrição elétrica. Não há previsão de geração térmica por garantia energética. Em termos operacionais o ONS indicou que o reservatório da UHE Tucuruí ultrapassou a cota 62 o que indica a retomada da operação da fase 2 da usina no rio Tocantins, que possui 8.340 MW e é até o momento a maior UHE em operação totalmente brasileira. Na semana as bacias do Tietê, Paranaíba, Grande, São Francisco e Tocantins devem apresentar pancadas de chuva.

Brasil Registra Recorde Anual de Nova Capacidade Instalada de Geração em 2016

Até dezembro de 2016, foram adicionados ao sistema elétrico nacional 9.526 MW, maior valor desde o início da série histórica, em 1998. Para 2017, está previsto um incremento de 7.120 MW de capacidade instalada. Em 2016, a fonte que mais cresceu, em números absolutos, foi a de grandes usinas hidrelétricas, com um incremento aproximado de 5.000 MW, representando 53% do total. A segunda fonte com maior capacidade instalada acrescida foi a eólica, com 2.564 MW, 27% do total da capacidade instalada em 2016, até novembro. A fonte eólica, no ano, teve um aumento superior a 20% com relação à capacidade instalada em 2015. Até dezembro de 2016, havia 10.092 MW nas usinas eólicas em operação. O estado do Rio Grande do Norte foi o que mais contribuiu para o incremento da potência eólica instalada no país, com cerca de 920 MW, seguido pelo Ceará, com acréscimo de aproximadamente 600 MW, e o estado da Bahia, com 520 MW incrementados. As usinas termelétricas contribuíram para um acréscimo de 1.758 MW, representada por 18% do total, e as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) somaram 203 MW, 2% do total, em 2016. Os destaques de empreendimentos de geração que entraram em operação comercial em 2016 foram: – UHE Jirau, que concluiu a motorização em novembro de 2016, com acréscimo de 975 MW ao total de 3.750 MW de capacidade instalada– UHE Belo Monte, que iniciou sua motorização e conta com 1.989 MW em operação comercial– UHE Santo Antônio, com 652 MW de novas máquinas em operação comercial– UHE Teles Pires, com 1.092 MW em operação comercial– UTE Maranhão III, com 518,8 MW em operação comercial Previsões Para 2017, a fonte com maior expectativa de crescimento absoluto é a hidrelétrica, a partir de grandes usinas, com aproximadamente 4.000 MW. O crescimento relativo da fonte eólica novamente deverá ser expressivo, com um incremento de cerca de 2.400 MW. Também se destacam a continuidade da motorização da UHE Belo Monte, a entrada em operação comercial de complexos eólicos e da UTE Mauá 3 (590 MW), em construção na cidade Manaus-AM. O acompanhamento da expansão da oferta de geração de energia elétrica abrange todos os empreendimentos em implantação no território nacional, qualquer que seja a fonte de energia, e pode ser consultado aqui. Autor: ASSESSORIA DE IMPRENSA ANEEL

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