Bandeira Tarifária de Maio Será Vermelha Patamar 1.

bandeira para o mês de maio de 2017 será vermelha com o patamar 1, com custo de R$ 3 a cada 100 kWh consumidos. Este é o patamar menor da bandeira vermelha. Como o sinal para o consumo é vermelho, os consumidores devem fazer uso eficiente de energia elétrica e combater os desperdícios. Criado pela Agência Nacional de Energia Elétrica, o sistema de bandeiras tarifárias sinaliza o custo real da energia gerada, possibilitando aos consumidores o uso consciente da energia elétrica. O funcionamento das bandeiras tarifárias funciona com as cores verde, amarela ou vermelha – nos patamares 1 e 2 – indicando se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração de eletricidade. Fonte: Canal Energia.
CCEE: Temperatura e Feriados Levam a Recuo de 7,3% no Consumo de Abril.

Dados preliminares de medição coletados entre os dias 1º e 25 de abril apontam redução de 7,3% no consumo e 6,5% na geração de energia elétrica no país, na comparação com o período de 2 a 26 de abril de 2016. Os índices sofrem impactos diretos da queda das temperaturas e da inclusão de dois feriados na análise. As informações constam na mais recente edição do boletim InfoMercado Semanal Dinâmico, da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, que traz dados prévios de geração e consumo de energia, além da posição contratual líquida atual dos consumidores livres e especiais. O consumo de energia no Sistema Interligado Nacional somou 59.381 MW médios em abril, retração de 7,3% frente ao consumo em 2016. Houve queda de 14,1% no Ambiente de Contratação Regulado, em que os números tem influência direta da migração de consumidores para o mercado livre. A retração que é explicada pela menor temperatura registrada no mesmo período de 2017, seria de 7,8%, caso o efeito dessas migrações fosse desconsiderado. Já no Ambiente de Contratação Livre, o boletim aponta para aumento de 15,5% no consumo, montante que inclui as novas cargas vindas do mercado cativo. Ao desconsiderar esse movimento dos consumidores, haveria queda de 4,3% no consumo. Dentre os ramos da indústria avaliados pela CCEE, incluindo dados de autoprodutores, varejistas, consumidores livres e especiais, os maiores índices de aumento no consumo de energia no período foram nos segmentos de comércio, que creasceu 96,9%; serviços, com alta de 75,1%; e telecomunicações, com aumento de 72,2%, números também impactados pela migração dos consumidores para o mercado livre. A análise indica ainda que a energia produzida em todo o SIN em abril, somou 62.451 MW médios, montante 6,5% menor ao gerado no ano anterior. O desempenho da fonte hidráulica, incluindo as Pequenas Centrais Hidrelétricas, cresceu 8% quando comparado ao mesmo período do ano passado. O InfoMercado Dinâmico aponta ainda incremento de 5,1% na produção das usinas eólicas e queda de 3,4% na geração térmica em abril. O InfoMercado Semanal também apresenta estimativa de que as usinas hidrelétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia gerem, em abril, o equivalente a 97,2% de suas garantias físicas, ou 45.266 MW médios em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, este percentual foi de 84,7%. Fonte: Canal Energia
Reajustes, Tarifas e Descontos

Diversos fatores podem influenciar a conta de luz e o consumidor deve estar atento às informações do setor para se programar e tentar economizar quando as condições estiverem menos favoráveis, como na vigência da bandeira vermelha, por exemplo, que encarece o preço da energia. A fatura de eletricidade é composta por diversos itens, como o custo da geração de energia, da transmissão, além de impostos e encargos. Todos os anos, ela passa pelo processo de reajuste, que tem como objetivo corrigir os preços cobrados pelas distribuidoras. A cada quatro anos, em média, ocorre a revisão tarifária, quando são revistas as regras de cálculo das tarifas e a transferência dos ganhos de produtividade das distribuidoras. No ano em que há a revisão tarifária, não é aplicado o reajuste anual. Tanto os reajustes quanto as revisões tarifárias são definidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Recentemente, a agência tem estabelecido alguns percentuais negativos de reajustes, ou seja, o preço da energia para os clientes de algumas distribuidoras têm caído em vez de aumentar. Isso acontece quando a Aneel faz um ajuste dos valores que foram estimados no processo tarifário anterior. Bandeiras Além dos reajustes nas tarifas, desde 2015 a conta de luz sofre o impacto das bandeiras tarifárias, que refletem o custo de geração da energia. Quando chove menos, os reservatórios das hidrelétricas ficam mais vazios e é preciso acionar termelétricas para garantir o suprimento de energia no país. Nesse caso, a bandeira fica amarela ou vermelha, de acordo com o custo de operação das termelétricas acionadas. Em abril, a bandeira tarifária em vigor é a vermelha patamar 1, que significa um adicional de R$ 3 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. O presidente do Instituto Acende Brasil, Claudio Sales, explica que a bandeira tarifária não é um pagamento adicional, porque os consumidores já pagavam pelo uso das termelétricas, mas isso entrava no cálculo dos reajustes anuais. “Não é um pagamento adicional, é apenas mais alinhado no tempo com a realidade. Se você está acionando mais termelétricas hoje, está fazendo o pagamento tempestivamente, com a bandeira amarela ou vermelha.” Indenizações Outro fator que deverá aumentar a conta de energia nos próximos anos é o pagamento de indenizações às transmissoras de energia. O total, de R$ 62,2 bilhões, será pago pelos consumidores em oito anos. Em 2017, o impacto será de 7,17%, segundo a Aneel. Essa indenização será necessária para remunerar os ativos das transmissoras de energia elétrica. A remuneração é uma gratificação paga pelos investimentos feitos pelas empresas que renovaram suas concessões antecipadamente em 2012, mas só recentemente a Aneel definiu como será feito o ressarcimento. “Do ponto de vista do consumidor, isso é um incômodo absolutamente indesejável, mas é vital para a sobrevivência das empresas”, avalia Sales, lembrando que a indenização é uma consequência da Medida Provisória 579, que em 2012 determinou a renovação antecipada das concessões do setor elétrico. Desconto Por outro lado, os consumidores terão um alívio nas contas de luz de abril por causa da devolução de valores cobrados a mais no ano passado. Os percentuais de redução na tarifa que será aplicada em abril variam de 0,95% a 19,47% para 90 distribuidoras. A devolução vai ocorrer porque o custo da energia proveniente da termelétrica de Angra 3 foi incluído nas tarifas do ano passado, mas a energia não chegou a ser usada porque a usina não entrou em operação. O valor total a ser devolvido será de R$ 900 milhões. Fonte: Agência Brasil, Ambiente Energia.
PLD obe 36% no Sudeste, Sul e Nordeste

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE informa que o Preço de Liquidação das Diferenças – PLD para o período entre 29 de abril e 5 de maio subiu 36% nos submercados Sudeste/Centro-Oeste, Sul e Nordeste ao passar de R$ 331,01/MWh para R$ 448,58/MWh. No Norte, o PLD segue no valor mínimo (R$ 33,68/MWh). O cálculo dos preços já considera os novos parâmetros de aversão ao risco (α = 50% e λ = 40%), de acordo com determinação da Portaria MME nº 41/2017. Os limites de intercâmbio referentes ao envio de energia pelo Norte e recebimento pelo Nordeste são atingidos, o que descola os preços destes submercados frente aos demais. As afluências previstas para o Sistema em abril ficaram em 67% da Média de Longo Termo – MLT, abaixo da média em todos os submercados: Sudeste (72%), Sul (79%), Nordeste (24%) e Norte (74%). Em maio, as ENAs são esperadas em 74% da MLT, também abaixo da média em todo o país, principal fator para o aumento dos preços no Sudeste, Sul e Nordeste. A expectativa de carga para a próxima semana está aproximadamente 2.950 MWmédios mais baixa com redução esperada em todos os submercados devido à intensificação da frente fria prevista para os próximos dias: Sudeste (-2.150 MWmédios), Sul (-370 MWmédios), Nordeste (-380 MWmédios) e Norte (-50 MWmédios). Já os níveis dos reservatórios do SIN ficaram aproximadamente 1.250 MWmédios acima da expectativa. A elevação foi observada em todos os submercados: Sudeste (+610 MWmédios), Sul (+195 MWmédios), Nordeste (+105 MWmédios) e Norte (+340 MWmédios). O fator de ajuste do MRE previsto para abril é de 95,4% e de 75,5% para maio. Os Encargos de Serviços do Sistema – ESS são esperados em R$ 19,6 milhões para abril, sendo R$ 9 milhões referentes à segurança energética. Já para maio, a previsão de ESS é nula. Fonte: CCEE