PLD Tem Alta de 49% no SE/CO e no Norte, Passando para R$ 140,18/MWh

Após cair na última semana, o Preço de Liquidação das Diferença voltou a apresentar alta, de 49%, e foi fixado em R$ 140,18/MWh para o período entre 17 e 23 de junho nos submercados Sudeste/Centro-Oeste e Norte, segundo informou a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica nesta sexta-feira (16). No submercado Nordeste o preço do MWh também ficou em R$ 140,18, o que significa uma alta de 14% em relação ao valor vigente até então. No Sul, o PLD saiu do valor mínimo de R$ 33,68/MWh e foi fixado em R$ 87/MWh – alta de 158%. De acordo com a CCEE, entre os fatores que contribuíram para ao aumento do PLD está a redução de 5.800 MWmédios na previsão de afluências no Sistema, mesmo estando 132% acima da média histórica para o per&iaciacute;odo. As ENAs são esperadas em 106% da média no Sudeste, 297% no Sul, 34% no Nordeste e em 61% da média no Norte. A expectativa de carga para a próxima semana deve ficar 100 MWmédios mais alta do que a anterior, com elevação no Sudeste (+200 MWmédios), queda no Sul (-100 MWMédios) e sem alterações no Nordeste e Norte. A Câmara informa ainda que os níveis dos reservatórios do Sistema Interligado Nacional ficaram em torno de 880 MWmédios acima da previsão com elevações de 205 MWmédios no submercado Sudeste e de 680 MWmédios no Sul. No Nordeste os níveis não se alteraram e no Norte estão 15 MWmédios inferiores à expectativa da semana anterior. O fator de ajuste do MRE previsto para junho é de 79,5%. Os Encargos de Serviços do Sistema são esperados em R$ 107 milhões para o período, sendo R$ 52 milhões referentes à segurança energética. Fonte: Canal Energia
CCEE Estuda Aprimorar Formação de Preço em Energia
A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) está conduzindo análises para aprimorar a formação do preço de liquidação das diferenças (PLD, referência das operações do mercado de energia à vista), especialmente depois da queda brusca registrada no começo do mês, quando o preço saiu da faixa de R$ 407,02 por megawatt-hora (MWh) em maio para R$ 118,77/MWh na primeira semana de junho. O modelo vigente no setor elétrico, que calcula mensalmente o custo marginal da operação (CMO), baseado no planejamento das hidrelétricas e em quais termelétricas serão despachadas, é muito sensível à hidrologia passada. Como as chuvas ficaram muito acima da média nas regiões Sul e Sudeste nas últimas semanas de maio, a resposta no começo de junho foi a forte queda no preço, que surpreendeu todo o setor, que contava com um PLD acima de R$ 400/MWh até o fim do período seco, em novembro. “O que é importante para o modelo é a chuva passada. A partir do momento em que ele olhar para trás e não ver mais o pico de chuva que houve no fim de maio, o preço voltará a subir”, explicou Gustavo Arfux, diretor de pesquisa da Compass Energia. Segundo ele, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) não tem alternativa no caso de chuvas como as do fim de maio, pois a afluência se concentrara nas hidrelétricas sem reservatórios. “Quando vem uma chuva grande assim, você tem que gerar. Se não, vai jogar água fora. Então, faz sentido desligar as termelétricas”, disse. “O modelo vigente leva a isso. Se chove muito, ele entende que vai chover muito sempre. Se chove pouco, entende que será pouco sempre. Só haverá uma mudança quando mudar a forma de precificar a energia”, afirmou Fabio Cuberos, gerente de regulação da comercializadora Safira Energia. As chuvas têm superado a média histórica no período seco do ano já há alguns anos, de acordo com Cristopher Vlavianos, presidente da Comerc. “Temos visto chover acima da média no período seco, e isso impacta o preço”, disse. Apesar dos aprimoramentos em estudo, uma mudança que altere realmente a forma de calcular o preço só deve entrar em vigor em 2019, quando se espera a operação de um novo mecanismo de aversão ao risco no cálculo dos preços. Desde maio, a CCEE começou a usar parâmetros mais elevados de risco no cálculo semanal do PLD. Essa não foi, porém, a razão da queda brusca do PLD. Em evento realizado semana passada em São Paulo, o presidente do conselho da CCEE, Rui Altieri, explicou que foram feitas simulações utilizando os padrões anteriores de risco, e o preço teria caído na mesma proporção, mas para um patamar menor. “Há uma sensibilidade muito forte do preço em relação à água que chega, sem levar em conta os níveis dos reservatórios”, disse João Carlos Mello, presidente da consultoria Thymos Energia. Segundo ele, esse é o grande problema – a “hipersensibilidade às chuvas” – do modelo vigente. De acordo com Vlavianos, o modelo hoje faz uma análise mensal das condições de hidrologia e dos reservatórios das hidrelétricas. O ideal, segundo ele, seria ter um modelo que analise como os reservatórios vão chegar ao fim dos períodos seco e chuvoso. “O objetivo deveria ser chegar ao fim do período seco com o nível dos reservatórios suficientemente confortável para iniciar o período chuvoso”, disse ele. O despacho das termelétricas precisaria levar em conta esse objetivo. A média de longo prazo também deve ser alterada, pois os números atuais não refletem a realidade do sistema. “A média que temos hoje não é mais aderente à realidade”, disse Vlavianos. A partir de 2019, além da entrada de um novo mecanismo de aversão ao risco, deve passar a valer também o preço horário, outro fator que deve tornar o preço da energia mais próximo da realidade do sistema. A ideia é que ele seja mais elevado na ponta da carga e mais baixo nos horários de menor consumo. “Vamos ter também informações mais detalhadas que permitam enxergar as condições de operação e ter um sinal mais aderente de preço”, disse Arfux. Fonte: Valor Econômico
Itaipu Binacional É a Primeira Usina a Integrar Rede Mundial de Biosfera

Itaipu Binacional é a primeira usina de energia elétrica a fazer parte da rede mundial de reservas da biosfera. A incorporação das áreas preservadas do lado paraguaio da hidrelétrica à iniciativa foi aprovada na última quarta-feira (14), durante a 29ª sessão do Conselho Internacional de Coordenação do Homem e da Biosfera, do Programa MAB – Man and the Biosphere (MAB – ICC) da Unesco. O evento foi realizado em Paris, na França. A rede mundial de reservas de biosfera congrega áreas voltadas à pesquisa cooperativa, à conservação da biodiversidade e à promoção do desenvolvimento sustentável. Com a inclusão, a usina poderá participar e se beneficiar do compartilhamento de pesquisas das outras reservas espalhadas pelo mundo, além de fortalecer seu papel institucional como organização que participa ativamente na preservação do meio ambiente. Com esse posto, Itaipu que já é reconhecida e premiada pela ONU, em especial pelos cuidados hídricos, soma mais um reconhecimento ao seu portfólio de iniciativas socioambientais bem-sucedidas. Para o diretor-geral paraguaio de Itaipu, James Spalding, esse é um importante prestígio aos esforços de décadas da hidrelétrica, tanto do lado brasileiro quanto ao paraguaio, para recompor a área em entorno. “Como diz o Papa Francisco, nossa casa é única. Por isso, temos que cuidar dela como uma só”, numa referência ao trabalho que é executado em parceria pelos dois países em ambas as margens da hidrelétrica. No lado brasileiro, iniciativas socioambientais adotadas ao longo do reservatório já foram replicadas em diversos países. Visto isso, o diretor-geral brasileiro da usina, Luiz Fernando Vianna, afirma que na próxima Conferência do MAB, em 2018, a Itaipu apresentará uma proposta de extensão da reserva da biosfera abrangendo também áreas protegidas pela binacional no Brasil. As reservas incluem mata nativa e trechos de reflorestamento, num total de 41 mil hectares. Juntamente com a área da faixa de proteção, a quantidade de áreas protegidas pela binacional chega a cerca de 105 mil hectares em ambos os países. “Viemos aqui defender Itaipu como uma empresa única, binacional”, disse Vianna. “Com esse reconhecimento, aumenta nossa responsabilidade e vontade de trabalhar para tornar cada vez mais o nosso entorno um modelo de território sustentável. Fonte: Canal Energia