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ONS projeta crescimento de 2% na carga em 2017

O Operador Nacional do Sistema Elétrico atualizou as projeções de carga do país para este ano. Com o encerramento do primeiro semestre, o cenário que se mostra para o fechamento de 2017 é de um crescimento da carga de 2% ante o ano passado.

O Operador Nacional do Sistema Elétrico atualizou as projeções de carga do país para este ano. Com o encerramento do primeiro semestre, o cenário que se mostra para o fechamento de 2017 é de um crescimento da carga de 2% ante o ano passado. Os meses de julho e agosto deverão apresentar uma taxa de crescimento mais expressiva com 2,5% e 1,9% , respectivamente ante uma expansão de 1,2% em junho ante o mesmo período de 2016. Os números estão em linha com a 1ª revisão  quadrimestral da carga.

 

O maior submercado do país, o Sudeste/Centro-Oeste deverá apresentar um índice de crescimento de 1,6% em 2017 ante 2016. Essa previsão toma como base o já verificado de janeiro  a maio deste ano, os dados quase fechados de junho e as previsões de carga para o próximo bimestre. De janeiro a agosto a expansão da carga deverá fechar em 1% na comparação com o mesmo período de 2016.

 

Em termos porcentuais, o maior crescimento anual por submercado está previsto para o Norte com 2,8%. Contudo, as demais regiões do país deverão ficar em patamares de elevação de consumo bem próximos à projeção apresentada nesta quinta-feira, 29 de junho, primeiro dia da reunião do Programa Mensal de Operação de julho, realizada na sede do Operador, no Rio de Janeiro, que aponta para um crescimento anual de 2,5% no Sul e de 2,4% no Nordeste.

 

Já em termos de vazões, a projeção inicial do ONS para o mês que se inicia no próximo sábado, 1º de julho, aponta Energia Natural Afluente abaixo da média em todos os submercados. São esperadas ENA de 86% no SE/CO, de 80% no Sul, 34% no NE e de 64% no Norte do país, segundo dados preliminares publicados pelo órgão.

 

O Sudeste viveu duas realidades distintas em termos de afluências em junho com as bacias do rio Paranapanema e do Tietê próximas dos 90% de capacidade de armazenamento utilizadas e o Paraná com 80% ante o Paranaíba e Grande com menos da metade de uso. Inclusive, apontou Ney Fukui, gerente executivo do ONS, o vertedouro da UHE Três Irmãos (SP, 802,5 MW) precisou ser aberto por ter alcançado a cota máxima. Mas, lembrou que o submercado no ano passado apresentava um nível de armazenamento  de 56,7% nesse mesmo dia ante os atuais 42,5%.

 

Em termos de meteorologia, o próximo trimestre será típico, com baixo nível de chuvas no país. O acompanhamento do nível de temperatura das águas do Pacífico apontou com mais certeza de que esse ano será de neutralidade em relação à ocorrência de anomalias climáticas. Houve uma redução da temperatura para menos de 0,5 grau positivo ante um nível de 0,7 grau o que poderia indicar um El Niño de intensidade moderada.

 

Quanto à operação do sistema foi destacado que a política operativa de Junho possibilitou  verificar-se até mesmo um leve replecionamento dos reservatórios do SE/CO em função da maximização da geração na região sul e a exportação do excedente para o maior mercado de consumo do país. Esse fato deve-se às chuvas intensas ocorridas naquela região, mesmo com a maximização os reservatórios estavam com 95% de capacidade ante uma média Brasil de 43%.

 

De agora em diante a usina de Tucuruí terá a geração reduzida para poupar seu reservatório. Já no Nordeste continua a preocupação quanto ao nível dos reservatórios da cascata do rio São Francisco. A UHE Três Marias poderá encerrar o período seco deste ano com um nível de armazenamento na faixa entre 7% a 7,5%. Contudo, dependendo do cenário real que se mostrar em termos de afluências esse nível poderá ser menor ainda. Até porque o cenário atual de hidrologia é pior do que o pior já verificado por lá. Em Sobradinho, o volume esperado é negativo em 2%, ou seja, seu volume útil poderá ser exaurido no início de novembro. Nesse sentido, novas medidas para mitigar os efeitos dessa crise hidrológica poderão ser adotadas, como reduzir ainda mais a defluência do rio a partir da UHE Xingó.

 

Fonte: Canal Energia

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