A ANEEL esvaziou as prateleiras de projetos, mas o combate às PCHs e CGHs recrudesce mais uma vez.

A Volvo diz que vai abandonar os motores tradicionais até 2019
6 de julho de 2017
PLD é fixado em R$ 253,45/MWh em todos os submercados
10 de julho de 2017
Mostrar tudo

A ANEEL esvaziou as prateleiras de projetos, mas o combate às PCHs e CGHs recrudesce mais uma vez.

O Brasil se encontra na “contra-mão” de tudo que está sendo feito no mundo para impedir o efeito-estufa e o esgotamento das reservas de petróleo.

O fim do desconto na TUSD e a redução de 3 MW para 0,5 MW do mercado para as fontes renováveis e a ILEGAL E DISCRIMINATÓRIA PROIBIÇÃO DE USINAS DE MICROGERAÇÃO EXISTENTES participarem do mercado de Geração Distribuída coloca o Brasil na “contra-mão” de tudo que está sendo feito no mundo para impedir o efeito-estufa e o esgotamento das reservas de petróleo.

 

Fruto da pressão dos lobbies das gigantes do mercado, como distribuidoras, grandes comercializadoras e geradoras fósseis, que agora são titulares da governança direta do setor, sem intermediários, esses retrocessos mostram que falta muito para o setor elétrico brasileiro ser dirigido, mas de verdade, por técnicos e não por políticos a serviço de grandes interesses.

 

Se realmente somos um país sério, as Pequenas Centrais Hidrelétricas  deveriam continuar com desconto na TUSD porque não estão situadas  a mil , dois mil ou 4 mil quilômetros dos centros de carga, mas muito próximas dos centros de carga, como 50 , 100 e no máximo 200 km.

 

Além disso, as PCHs  trabalham na ponta para ajudar as distribuidoras a reduzir suas perdas no horário de pico. E tem impacto ambiental muito favorável ao meio ambiente, com suas áreas de preservação permanente.

 

Se formos realmente o país que defende as renováveis, as PCHs devem continuar com um mercado entre 0,5 e 3 MW um incentivo para dotar o país do maior potencial hidrelétrico remanescente do mundo ( 156 GIGAWATTS) de espaço para o crescimento substantivo das fontes que não se esgotarão nunca, não poluem e não se constituem em mercado de fornecedores externos de combustíveis importados.

 

E principalmente, que geram empregos aqui e não na indústria do petróleo e do gás de outros países, como por exemplo, nos EUA, cujo presidente, esse sim um nacionalista, há poucos dias atrás decretou que fará tudo para ver seu país assumir a DOMINANCIA mundial desse mercado, prometendo publicamente pressionar para abrir o mercado dos demais países para o carvão, os derivados e o gás americano.

 

A ABRAPCH, como David, tem uma História de ter sempre combatido a Gigantes.  E com sucesso. A notícia de que a ANEEL “zerou a fila” de aprovação de projetos de PCH, divulgada hoje é uma prova disso. Bem como o Acordão do TCU que obrigou aquela Agencia a deixar de adotar exigências ilegais que atrapalhavam a aprovação dos projetos de PCHs.

 

A ABRAPCH tem uma História de ser independente de políticos e de governos.

 

Dirijamos então, todos, nossas ações e nossas orações para que frente a mais esse ataque contra nossa fonte, nossa Associação possa atuar de forma independente e forte para impedir a prevalência da lei do mais forte.

 

Se realmente temos uma equipe técnica e não de velhas raposas políticas comandando o MME, como festejam alguns colegas mais otimistas, então que mudanças graves como essas não precisem ser implantadas por uma Medida Provisória.

 

Ainda mais aprovada por políticos reunidos em um Congresso Nacional que, segundo todas as pesquisas de opinião, está longe de representar aquilo que o povo brasileiro espera. E que conseguiu ter a pior imagem publica de toda a História da Nação.

 

Um congresso onde, pelo jeito, quem pode mais, financeiramente,  chora menos.

 

Nesse momento, a indústria da energia renovável do Brasil precisa se unir e enviar suas contribuições, muitas delas, à Audiência Publica que é promovida pelo MME.

 nbsp;

Se vamos ser ouvidos ou se nossas contribuições irão à lata do lixo e será a vontade dos mais fortes que iria prevalecer, só Deus sabe.

 

Importa é deixarmos registradas com farto material técnico e com provas, todas as nossas opiniões. Um dia, todas essas contribuições serão muito importantes para podermos corrigir eventuais erros e atropelos, sempre cometidos quando se tem o afã de atender os mais fortes. Como aliás, infelizmente, sempre fizeram com o setor elétrico brasileiro, todos os ocupantes dos GOVERNOS FEDERAIS.

 

Sem uma única e honrosa exceção.

 

Por: Eng. Ivo Augusto de Abreu Pugnaloni – Diretor-Presidente da empresa ENERCONS

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *