Ações de eficiência energética em 2016 evitaram uma Jirau, diz Procel

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Ações de eficiência energética em 2016 evitaram uma Jirau, diz Procel

As ações do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel) proporcionaram economia de 15,1 bilhões de kWh em 2016, o que equivale a 3,3% do consumo total de eletricidade do Brasil no período.

As ações do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel) proporcionaram economia de 15,1 bilhões de kWh em 2016, o que equivale a 3,3% do consumo total de eletricidade do Brasil no período, segundo relatório divulgado pela Eletrobras na semana passada. Essa economia evitou a emissão de 1,238 milhão de toneladas de CO2 equivalentes, o que correspondente à quantidade liberada por 425 mil veículos durante um ano. As ações também contribuíram para redução de demanda de ponta de 8,4 milhões de kW.

 

A energia elétrica economizada no ano passado com as ações do Procel equivale a produção anual de uma hidrelétrica de 3.634 MW de capacidade instalada, potência semelhante a da usina de Jirau (RO-3.750 MW). A usina equivalente foi obtida a partir da energia economizada, considerando um fator de capacidade médio típico de 56% para hidrelétricas e incluindo 15% de perdas médias na transmissão e na distribuição.

 

O custo anual evitado, por conta dos resultados energéticos proporcionados pelas ações do Procel no ano, foi estimado em R$ 2,92 bilhões, considerando como base para o cálculo o Custo Marginal de Expansão de R$ 193/MWh, fixado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

 

Por sua vez, os recursos financeiros aplicados no programa em 2016 totalizaram R$ 14,9 milhões, contra R$ 18,1 milhões em 2015, uma redução de 17,68%. Contudo, a economia de energia em 2016 foi 29,74% superior ao resultado do ano anterior. “Isso pode ser explicado pela melhoria na eficiência energética de equipamentos com Selo Procel, bem como pela aquisição e uso de equipamentos eficientes pela sociedade, além da continuidade do banimento das lâmpadas incandescentes do mercado nacional”, escreveu a Eletrobras. Em 2014, os investimentos somaram R$ 21,18 milhões.

 

Investimentos voltarão a crescer em 2017

Desde 2012, com o fim da Reserva Global de Reversão (RGR) e a crise na Eletrobras, os recursos para o Procel secaram. Porém, com a publicação da lei 13.280/2016, o programa passou a contar com uma fonte de financiamento: uma parcela dos recursos arrecadados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) com os programas de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) das distribuidoras será destinada ao Procel.

 

Com isso, está previsto a aplicação de R$ 107 milhões em 2017 em ações para os segmentos educacional, industrial, de edificações e de iluminação pública, na gestão energética municipal e no saneamento ambiental, além de prever a realização de ações de marketing, divulgação de informações, desenvolvimento do Selo Procel de Economia de Energia e ações de caráter estruturante.

 

“O ano de 2016 representa um marco histórico para o programa, com a publicação da Lei nº 13.280/2016, por meio da qual uma parcela significativa de recursos foi destinada ao Procel. Esses recursos permitem que seja implementada uma gama de projetos de eficiência energética, alavancando este mercado, e ao mesmo tempo promovem a política de baixo carbono”, escreveu a Eletrobras.

 

PAR

A lei prevê a criação do Plano de Aplicação de Recursos (PAR). Esse plano é sempre elaborado e aprovado, após processo de consulta pública, por representantes do governo e agentes do setor energético nacional, o que dá transparência e credibilidade aos investimentos que serão realizados.

 

No setor educacional, o PAR 2017 prevê um conjunto de medidas para que a informação e o conhecimento sobre energia e eficiência energética sejam acessíveis à população brasileira. Para o setor industrial, as ações previstas se estenderão desde as indústrias que usam intensamente insumos energéticos até as pequenas e microempresas, buscando o desenvolvimento da eficiência energética de instalações industriais e a estruturação do setor por meio de indicadores, redes laboratoriais, estudos e normas técnicas.

 

No âmbito público, está prevista a implantação de metodologias de gestão da iluminação nas prefeituras e o incentivo para adoção de práticas de consumo mais eficientes, por meio da atuação em rede e implementação de projetos de eficiência energética e hidráulica, além de melhorias nas metodologias de gestão energética nos três níveis do poder executivo.

 

O plano prevê, ainda, estimular a geração distribuída no setor comercial e acelerar a transformação do mercado de construção civil no país, assim como incrementar os aspectos de gestão e concessão do Selo Procel para equipamentos e edificações, contribuindo para o desenvolvimento tecnológico brasileiro.

 

Fonte: Canal Energia

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