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Tecnologia no indicador de qualidade foi um dos temas finais do 8° Senop

Os colegas da Operação do Sistema de Itaipu sistematizaram a forma de avaliar o trabalho da área. O Indicador de Qualidade de Atendimento do Sistema Interligado, um software criado pelos próprios operadores de Itaipu...

Os colegas da Operação do Sistema de Itaipu sistematizaram a forma de avaliar o trabalho da área. O Indicador de Qualidade de Atendimento do Sistema Interligado, um software criado pelos próprios operadores de Itaipu, há cerca de quatro meses, foi tema da palestra do engenheiro Rodrigo Pimenta, na sexta-feira (06), último dia do 8º Seminário Nacional de Operadores de Sistemas e de Instalações Elétricas (Senop).

 

O software monitora instantaneamente diversos parâmetros da operação como frequência, tensão, sobrecarga nos equipamentos, limites de geração, nível do reservatório, entre outros. Estes parâmetros são analisados e, de acordo com uma pontuação, são sinalizados em cores verde, amarelo ou vermelho.

 

Estas informações são analisadas pelos supervisores do tempo real e os engenheiros que fazem a análise operativa do mês. “O resultado pode gerar melhoria de procedimentos ou nos nossos aplicativos de tempo real”, resume Pimenta. “Se a frequência está saindo acima do esperado, por exemplo, talvez os ajustes automáticos precisem ser refinados”.

 

De acordo com o engenheiro, o indicador sistemático é um sonho antigo da Operação de Itaipu. “Antes, nós fazíamos análises só quando havia algum evento de alta relevância [no sistema interligado]. Hoje, nós fazemos esta análise de forma sistemática e contínua. Assim, podemos fazer a melhoria antes de acontecer algo ruim”.

 

Produto caseiro

 

O software foi produzido integralmente pela equipe de Tecnologia de Automação do Grupo de Suporte de Sistemas (GSS), um time de cinco operadores ligados diretamente à Superintendência de Operação (OP.DT). Os engenheiros Filipe Ventura e Felipe Trevisan estiveram no estande da Itaipu no Senop explicando o funcionamento do sistema.

 

“Ele faz uma varredura de 15 em 15 minutos de diversos parâmetros. Se uma falha ocorrer várias vezes, o sistema vai acusar”, explica Filipe Ventura. “Depois é verificado e avaliado pela equipe do pós-operação e são programadas as melhorias”.

 

Fonte: Setor Energético

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