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Aneel propõe reajuste médio de 25,87% na tarifa da Cemig

Agência Nacional de Energia Elétrica (Annel) aprovou na terça-feira (6) a proposta de aumento médio de 25,87% na tarifa de luz da Cemig.

Brasília – A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) propôs nesta terça-feira (6) um reajuste médio de 25,87% nas tarifas da Cemig-D. Para consumidores conectados à alta tensão, o aumento seria de 34,41%, e para a baixa tensão, a alta seria de 22,73%.
 

A proposta diz respeito ao quarto ciclo de revisão tarifária da Cemig, processo que é feito de quatro em quatro anos com o objetivo de manter o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos de concessão.

 

Todos os itens que compõem a tarifa aumentaram. Na proposta, relatada pelo diretor Tiago de Barros Correia, os encargos setoriais, que bancam subsídios do setor elétrico, tiveram peso de 4 pontos porcentuais. O custo de compra da energia teve impacto de 2,71 pontos porcentuais.
 

O custo de transmissão teve impacto de 1,38 ponto porcentual. E o custo de distribuição, representado pela parcela B, teve peso de 4,60 pontos porcentuais. Para este caso, a Aneel usou o WACC vigente, de 8,09%. Juntos, esses itens explicam 12,69 pontos porcentuais.
 

A outra metade do reajuste proposto diz respeito a componentes financeiros, que, embora elevados, têm efeito de um ano. O diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, reconheceu que o índice proposto é alto. "Isso reforça a nossa encomenda para melhorar o processo tarifário para evitar, na medida do possível, essa volatilidade no comportamento da tarifa", afirmou.

 

Rufino lembrou que, no ano passado, o reajuste da Cemig resultou numa pequena redução tarif&aacutaacute;ria, justamente em razão de efeitos financeiros. "Então, se conseguirmos colocar algo mais próximo do real na parcela A, conseguiremos mais estabilidade na tarifa, que é o desejado."
 

A proposta ficará aberta em audiência pública entre os dias 7 de março e 21 de abril, com reunião presencial em Belo Horizonte (MG), no dia 28 de março.
 

A Cemig-D atende a 8,2 milhões de unidades consumidoras em 774 municípios de Minas Gerais.

 

Fonte: Estado de Minas

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