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Primavera impulsiona fontes limpas

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) elevou sua projeção pluviométrica em hidrelétricas do Sudeste agora em novembro para 129% da média histórica, ante os 120% estimados anteriormente.

A primavera veio com as esperadas chuvas. E mais fortes do que o previsto. Tudo indica que se manterão nesse ritmo. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) elevou sua projeção pluviométrica em hidrelétricas do Sudeste agora em novembro para 129% da média histórica, ante os 120% estimados anteriormente.

O período chuvoso, que começou em meados de setembro, contemplou as principais bacias responsáveis pela geração de energia elétrica no Brasil e provocou um reflexo imediato nos preços, que seguem em queda forte, já caíram mais de 25% nos contratos futuros para o ano de 2019.

As precipitações fazem a alegria dos reservatórios das usinas e, além de preços mais módicos, sinalizam com a abundância de oferta de energia elétrica. Num setor que estava amarrado pela falta de disponibilidade de megawatts (MW), as estimativas do ONS são um bálsamo para o mercado. Especialmente o Ambiente de Contratação Livre (ACL).

Basta ver que a edição de novembro do estudo do Grupo FDR – o Índice Nacional de Atratividade do Mercado Livre para Fontes Limpas de Energia – acaba de bater o recorde do ano. Neste penúltimo mês do exercício, atingiu-se o melhor ponto para a migração de empresas do ambiente cativo.

A edição anterior do índice já havia mostrado o aumento da competitividade das fontes incentivadas por conta das chuvas. Agora, os resultados de novembro mostram que 15 estados apresentam boa viabilidade de mudança de empresas para o ACL e 11 têm classificação moderada. Vale ressaltar mais uma vez que Roraima não participa do estudo, pois está fora do Sistema Interligado de Energia.

No penúltimo mês do ano, a média anual atingiu “0,602”, um aumento de 4% em relação a outubro, que teve média “0,578” e agora ocupa o terceiro melhor desempenho do ano.

O Estado de Tocantins manteve a liderança anual do ranking como o mais atrativo para a migração, com média de “0,702”. Na sequência, ficou o estado do Pará, com “0,691”, seguido por Espírito Santo, com nota “0,677”, Goiás, com “0,675” e Rio de Janeiro, com média “0,674”. O Amapá se manteve na lanterna, com nota “0,420”.

No Índice FDR Energia, os valores abaixo de 0,4 são tidos como inviáveis financeiramente à migração para o ACL. Entre 0,4 e 0,6, como viabilidade moderada, entre 0,6 e 0,8, de boa viabilidade e acima de 0,8, com alta viabilidade.

Com a chegada do “El Niño”, prevista ainda para ocorrer em 2018, a expectativa para 2019 é que o cenário fique ainda mais atrativo para as fontes limpas, tendo em vista que um verão chuvoso deverá encher os reservatórios e com isso, derrubar os preços no mercado livre e dar um empurrãozinho extra para as empresas que não migraram para o mercado livre de energia neste ano.

Fonte: O setor elétrico – 11/2018

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