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ENERGIA: Setor deve receber investimentos de até R$1,8 trilhão até 2027

Na questão ambiental, explicou a importância do equilíbrio entre as fontes renováveis e os combustíveis fósseis.

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou que serão necessários investimentos da ordem de R$ 1,8 trilhão na área de energia até 2027, sendo R$ 1,4 trilhão no segmento de petróleo e gás. O pronunciamento foi dado ontem (03/19) durante a cerimônia de posse do novo presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, no Rio de Janeiro, seu primeiro evento após assumir oficialmente o comando do Ministério de Minas e Energia (MME).

“O mercado apresenta boas projeções para o setor de petróleo e gás. Observamos uma intensa movimentação de investidores, ávidos por novas oportunidades, a partir de um novo ambiente de negócios”, afirmou.

 

Bento Albuquerque disse que os resultados dos leilões de petróleo são exemplos de credibilidade que o setor depositou no MME. “Os leilões de blocos exploratórios realizados recentemente demonstraram essa confiança. A divulgação do calendário das próximas rodadas trouxe previsibilidade e esperança para toda indústria de petróleo e gás”.

Sobre a política de preço dos combustíveis, Bento Albuquerque afirmou que não haverá interferência do governo nas empresas, mas que é necessário ter sintonia entre a justa remuneração para as empresas, e os preços razoáveis para a sociedade.

Também citou a importância das novas tecnologias de exploração; a crescente oferta de petróleo a partir do xisto; novas descobertas de jazidas offshore; e a inexorável tendência à eletrificação; além do forte apelo por um planeta sustentável como oportunidades de aproveitamento das reservas brasileiras de petróleo.

 

Na questão ambiental, explicou a importância do equilíbrio entre as fontes renováveis e os combustíveis fósseis. Disse que o avanço das tecnologias nas áreas de exploração e de produção; e as inovações incorporadas no segmento de refino melhoram a qualidade dos combustíveis, incentivam avanços no setor e contribuem com a saúde do planeta.

Ao falar sobre economia de baixo carbono, defendeu a geração de base de usinas a gás natural para segurança energética em conjunto com fontes renováveis intermitentes, como a eólica e solar. “A transição rumo a sistemas energéticos mais limpos deverá fortalecer o papel do gás natural na matriz energética brasileira. Não pode ser desprezado o potencial de gás natural do pré-sal num futuro próximo. Prepararemo-nos para essa combinação favorável: de ampliação da oferta de gás, com a demanda por energia mais limpa”.

À jornalistas ao final da cerimônia voltou a defender o uso da energia nuclear, destacando que o Brasil tem a 6º reserva de urânio do mundo. Questionado sobre a cessão onerosa, informou que espera que em 100 dias a União e a Petrobras concluam a negociação e afirmou que governo já está convencido de que a Petrobras é credora.

 

O ministro elogiou a escolha de Roberto Castello Branco para presidência da estatal. “Temos a certeza de que, com a sua sabedoria e a sua larga experiência na vida pública e privada, respaldadas pelo competente e brioso corpo técnico desta casa, conduzirá nossa Petrobras para um novo tempo de modernidade, inovação, sustentabilidade e, principalmente, de resultados”, finalizou.

 

Roberto Castello Branco

O novo presidente da Petrobras é pós-doutorado pela universidade de Chicago, já ocupou cargos de direção no Banco Central e na Mineradora Vale, onde também fez parte do conselho de administração.

 

Fonte: Ultimo Instante – 04/01/2019

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