Além de sustentáveis, energia eólica e pequenas centrais hidrelétricas são ótimos investimentos

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Além de sustentáveis, energia eólica e pequenas centrais hidrelétricas são ótimos investimentos

No cenário internacional, o país é destaque no segmento e pioneiro nas instalações de empreendimentos eólicos na América Latina. No continente, foi o primeiro a pôr em prática políticas de incentivo a essa tecnologia. O mercado eólico brasileiro apresenta posição de destaque no cenário mundial. Conquistou desde 2015 as posições de 9ª maior capacidade instalada, 5° maior gerador de empregos e 4° maior volume de investimentos.


A geografia brasileira é claramente um ponto forte, que se apoia na capacidade complementar do sistema energético já existente no país. O movimento que incrementou o crescimento do parque eólico no Brasil data de 2008. A isso soma-se a queda nos custos de produção e uma oferta relevante de fornecedores. A inconstância dos ventos em determinadas regiões têm sido equacionadas com sistemas complementares nas plantas energéticas, o que em um futuro breve tende a ser estabilizado com uso constante de fontes despacháveis para compensar as oscilações dos ventos (o que em certos lugares ainda é um desafio para operação do sistema). Regiões como o Ceará, com grande potencial eólico, por exemplo, tem aumentando cada vez mais o percentual do setor em sua matriz energética.


No clima do Acordo de Paris


Muito além de produzir resultados financeiros para os investidores, a energia eólica segue a tendência mundial de reduzir a emissão de gases de efeito estufa, o que contribui para a sustentabilidade e para proteger o futuro do planeta. O ganho para o segmento foi enorme com os acordos internacionais firmados em atenção às mudanças climáticas. É fato que a redução das emissões de gases de efeito estufa passa a ter maior protagonismo nas agendas nacionais. A adoção do Acordo de Paris na 21ª Conferência das Partes (COP 21) da UNFCCC, em 2015, sabe-se, representou um marco.


O Acordo de Paris fortaleceu a resposta global aos desafios impostos pela ameaça do aquecimento global. E estabelece a audaciosa meta de limitar o aumento da temperatura média do planeta a um patamar inferior a 2 graus Celsius em relação aos níveis pré-industriais, com esforços para que o limite de 1,5 grau Celsius não seja ultrapassado. O acordo estabelece as bases para a cooperação internacional, a partir de 2020, por meio da adoção de compromissos nacionais – as Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs &ndndash; Nationally Determined Contributions) – e pela adoção de um processo sistemático para o cumprimento desses compromissos.


A contribuição brasileira inclui a redução de 37% das emissões de gases de efeito estufa (GEE) nacionais até 2025 (1.346 milhões de toneladas equivalentes de carbono – tCO2e), além de uma indicação de redução de 43% das emissões nacionais até 2030 (1.208 milhões tCO2e) com base nos níveis registrados em 2005.


Além do vento, pequenas hidrelétricas: menos é mais

Assim como o parque eólico, as pequenas centrais hidrelétricas (“PCHs”) são uma tendência em um tempo em que menos é mais. Exatamente para garantir o mínimo de impacto ambiental, cresce o investimento em PCHs, usinas de pequeno porte com capacidade instalada entre 3 MW e 30 MW e área de reservatório de até 3 quilômetros quadrados, segundo definição da ANEEL. Por conta de suas características e possibilidade de implantação perto de grandes centros, esse tipo de empreendimento representa uma opção promissora para complementar a matriz elétrica brasileira.


Desde que publicou em 2015 a resolução que autoriza a implantação e exploração de aproveitamento de potencial hidráulico com características de Pequena Central Hidrelétrica, 51 outorgas foram publicadas e 505 atos foram emitidos pela ANEEL. Somando-se todas as PCHs, a potência total é de 7.660,40 MW – o equivalente a duas usinas hidrelétricas de grande porte como Santo Antônio e Jirau, em Rondônia. Os investimentos são da ordem de R$ 58,6 bilhões, o que fortalece a economia dos Estados. Há estados brasileiros campeões de PCHs com plantas aprovadas: Paraná, com 84, Goiás, com 82, Minas Gerais, com 69, e Mato Grosso, com 64 unidades.


Tendo como foco oportunidades de investimento em ativos reais no Brasil, a Vision Brazil Investments investe desde 2008 no setor de energia renovável do país. Atualmente a gestora investe em três projetos de PCH em processo de emissão de outorga perante a ANEEL (todos com projeto básico já aprovado pelo órgão regulador), representando mais de 50 MW de potência instalada.


A Vision Brazil Investments acredita no setor e na importância das PCHs para a base energética do Brasil, principalmente com a perspectiva de o país retomar o crescimento nos próximos anos. O que se espera é que a economia e o governo brasileiros voltem a oferecer condições compatíveis que permitam aos empreendedores continuar investindo e desenvolvendo projetos de geração de energia.


No longo prazo, como todos os países do mundo preocupados com as mudanças climáticas, o Brasil tende a aliar ainda mais a ampliação de seu parque eólico com investimentos nas PCHs. É uma tendência que certamente se expandirá. O investimento, não há dúvida, será uma grande contribuição para a sustentabilidade energética do mundo.


É o que se vislumbra, nos próximos anos, nas diretrizes do planejamento energético brasileiro: investimentos sustentáveis e eficientes. Sejam pequenas centrais hidrelétricas, que não apenas impactam menos o meio ambiente mas reduzem as perdas energéticas nas linhas de transmissão, seja a energia solar – outra alternativa com forte potencial de investimentos. E, claro, os sopros eólicos, tão ecológicos e potencialmente sustentável quanto poéticos. Afinal, das nuvens de areia às folhas no quintal, do vento vem tudo.


"O Complexo Eólico Palmas II no Paraná, fica situado ao lado do primeiro parque eólico do sul do Brasil, o Usina Eólico de Palmas. Sua potência total instalada de 200 MW o situa como o maior empreendimento do setor eólico daquela região.


Fonte : Terra

Link da Notícia : https://abrapch.org.br/2018/08/30/alem-de-sustentaveis-energia-eolica-e-pequenas-centrais-hidreletricas-sao-otimos-investimentos/

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