Transmissão pode atrasar operação PCH Macacos, no PR

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Transmissão pode atrasar operação PCH Macacos, no PR



Usina contratada no leilão A-6 de 2019 quer adiantar operação o mercado livre, mas a licença ambiental para torres e cabos de linha de 17 km não saiu


Com investimentos de aproximadamente R$ 80 milhões em curso, a PCH Macacos, no rio Jaguariaíva, Paraná, está correndo o risco de ficar pronta em dezembro deste ano, conforme programação original, mas impedida de vender energia por falta de linha de transmissão. Segundo Rosmir de Oliveira, diretor-executivo da Pesqueiro Energia, empresa proprietária da usina de 9,9 MW, a linha de aproximadamente 17 km, ligando a unidade à rede de distribuição, está com as obras atrasadas por falta de licença ambiental para instalação das torres e cabos.


Oliveira disse que a linha vai custar R$ 15 milhões, ou cerca de 18% do investimento total na PCH Macacos, e que os contratos com os fornecedores já estão assinados, mas o processo de licenciamento parou após oito meses de estudos. Segundo ele, essas análises vinham sendo realizadas na regional de Ponta Grossa do Instituto de Águas e Terras do Paraná (IAT), a mais próxima da cidade de Castro, onde fica a sede da Pesqueiro, mas o processo foi devolvido recentemente para a matriz do órgão, em Curitiba por, segundo Oliveira, “falta de condições técnicas” para fazer a análise na regional.


O IAT é subordinado à Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e do Turismo (Sedest) do Paraná, estado que possui um dos maiores potenciais de PCHs do Brasil e que vem manifestando forte interesse em agilizar o aproveitamento desse potencial. De acordo com Oliveira, a boa vontade não é correspondida pelo aparelhamento material. “Politicamente há vontade, mas os recursos são os mesmos, os funcionários são os mesmos de há 30 anos”, ponderou.


A assessoria de imprensa da Sedest-PR informou que o licenciamento da linha de transmissão segue em andamento, mas que não é possível dar uma previsão de tempo para a conclusão. Segundo a Sedest, o processo se encontra atualmente na diretoria de Patrimônio Natural para “analisar a interferência do empreendimento na área caracterizada como Zona de Amortecimento do Parque Estadual do Cerrado”, uma análise considerada como bastante delicada.


A PCH Macacos vendeu em outubro do ano passado 50% da sua garantia firme de 6 MWmed no leilão A-6 promovido pela Aneel e pretende, segundo Oliveira, vender toda a sua produção no mercado livre desde a inauguração até o início do contrato no mercado regulado, previsto para 2025.


O dirigente da empresa lamentou o risco de atraso, avaliando que a perda atingiria não apenas os acionistas da empresa, mas também o próprio SIN, em uma perspectiva de retomada do crescimento do consumo de energia após a crise provocada pela pandemia de Covid-19. Atualmente cerca de 180 pessoas trabalham diretamente na obra de Macacos além dos empregos indiretos gerados nos fornecedores, entre os quais importantes indústrias de equipamentos para o setor elétrico, como Weg, Comtrafo e Enebras. As obras civis estão a cargo da Construtora Fraga.


No mesmo rio Jaguariaíva, em uma região a cerca de 240 km de Curitiba, a Pesqueiro Energia opera desde 2003 a PCH Pesqueiro, com 12,44 MW de potência, e pretende inaugurar em 2022, na sequência do mesmo rio, a PCH Beira Rio, com 18 MW e investimento calculado em R$ 110 milhões. A obra desta terceira usina está atualmente em fase de licenciamento ambiental. A Pesqueiro tem como acionistas a Eletrogeração, de Castro (30%), a cooperativa de distribuição de energia Ceral, de Arapoti (PR), também com 30% e a cooperativa de eletrificação rural Ceripe, de Itaí (SP), com 40%. De acordo com Oliveira, as três têm na retaguarda mais de seis mil associados na área do agronegócio.


Fonte : Energia Hoje

Escrito por :Chico Santos

Link da Notícia :https://energiahoje.editorabrasilenergia.com.br/transmissao-pode-atrasar-operacao-pch-macacos-no-pr/

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