Zarpa última plataforma da primeira eólica flutuante semi-submergível do mundo

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Zarpa última plataforma da primeira eólica flutuante semi-submergível do mundo


Plataforma flutuante, com turbina de 8,4 MW já instalada, viajará até a sua localização definitiva, a 20 km da costa de Portugal, e será fixada com correntes ao leito do mar, a 100 metros


A última das três plataformas, com uma turbina de 8,4 MW já instalada, que compõe o projeto eólico offshore WindFloat partiu na sexta-feira (29/05) do porto de Ferrol até o seu destino definitivo, a 20 km da costa de Viana do Castelo, em Portugal, em uma viagem que deve durar três dias. A plataforma flutuante tem 30 metros de altura e uma distância de 50 metros entre cada uma das suas colunas.


Esta operação será concluída quando a última unidade se acoplar ao sistema de amarração previamente criado e se ligar ao resto do parque eólico marítimo, que totalizará 25 MW, com três aerogeradores de 8,4 MW cada. A terceira plataforma será instalada junto às outras duas unidades que já estão operacionais e fornecem energia à rede elétrica de Portugal. Elas estão ancoradas por correntes ao leito do mar a uma profundidade de 100 metros.


A tecnologia da plataforma, segundo a EDP, uma das investidoras na usina, tem a vantagem de que a montagem do aerogerador é feita em terra, não sendo necessário um navio de transporte específico para o seu reboque e sem depender de operações offshore complexas associadas à instalação das estruturas fixas tradicionais. “Estes fatores contribuem para reduzir as despesas associadas ao ciclo de vida e os riscos”, disse a empresa em comunicado.


O projeto pertence à Windplus, que é propriedade conjunta da EDP Renováveis (54,4%), Engie (25%), Repsol (19,4%) e Principle Power Inc. (1,2%).


As plataformas foram construídas pelos dois países da Península Ibérica: duas delas nos estaleiros de Setúbal (Portugal) e a terceira nos estaleiros de Avilés e Fene (Espanha). O projeto recorre à tecnologia WindFloat que permite a instalação de plataformas eólicas em águas profundas, inacessíveis até à data, onde é possível aproveitar os abundantes recursos eólicos.


O projeto contou com o apoio de instituições públicas e privadas, através de financiamento, do Governo de Portugal, da Comissão Europeia e do Banco Europeu de Investimento.


Fonte: Energia Hoje

Escrito por :Lívia Neves

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