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Em 2020, consumo elétrico já caiu 5,8%

CCEE identifica desaceleração nas quedas de consumo, após uma quarentena mais rígida em abril e maio e flexibilizações em junho


O consumo de energia elétrica já caiu 5,8% em 2020, de acordo com dados da CCEE apresentados na segunda-feira (29/06), o equivalente a uma redução de 7.500 MW médios. Em junho, segundo informações preliminares da câmara referente a 01/06 a 19/06, o consumo caiu 6%, em relação a igual período de 2019. Durante os meses abril e maio, quado o isolamento foi mais rígido, a queda de consumo chegou a 16% em alguns dias, ficando em 12% e 11%. Com o início da flexibilização, isso diminuiu. “Esse acompanhamento do consumo de energia tem se mostrado um importante e rápido indicador de recuperação econômica”, disse o presidente do Conselho de Administração da CCEE, Rui Altieri.


O mercado regulado deve ficar 15% sobrecontratado em 2020, chegando a 25% de sobrecontratação em junho, segundo a CCEE. No mercado regulado, diz Altieri, o consumo de energia tem ficado bastante próximo do total contratado nas liquidações. “Teve consumidor que chegou a reduzir a 95% do consumo e não ficou sobre contratado. Vimos uma maturidade muito grande dos agentes nessas negociações. Se o contrato foi postergado, se o prazo foi estendido, se o preço baixo, não sabemos”, disse.


Sobre a capacidade de agentes comercializadores e geradores passarem por esse período, Altieri diz que a segurança do mercado é uma preocupação grande da CCEE e que a câmara continua realizando acompanhamento do mercado e não há sinalização no momento de que agentes não conseguirão seguir com suas operações e cumprir com compromissos.


Desde o início da quarentena, considerado 21/3, a região Norte foi a única a apresentar um crescimento, ainda que tímido, de 1%, muito relacionado à retomada das operações da Albras, produtora de alumínio com significativo consumo no Amazonas, que ficou com a produção parada ao longo de 2019. As demais regiões tiveram quedas de 11% no período.



Oportunidade de substituição


Rui reforça a oportunidade de substituir as térmicas a combustíveis com energia acima de R$ 300/MWh com contratos vencendo entre 2023 e 2025. Para ele, deveria ser assegurado que essas usinas não deverão ser recontratadas, algo que não foi feito para os leilões A-4 e A-5 de energia existente, que aconteceriam em abril deste ano mas foram adiados indefinidamente. “Fizemos o cálculo aqui na CCEE para estimar o impacto desses contratos em diferentes períodos. Em fevereiro do ano passado (quando o PLD chegou ao patamar de R$ 400/MWh), se tivessem sido excluídas essas térmicas, o impacto no mercado de curto prazo teria sido de R$ 735 milhões, para as distribuidoras pagarem. Em janeiro e fevereiro deste ano, o PLD teria sido 20% e 10% mais baixo, respectivamente”, diz Altieri. Ele lembra que as distribuidoras são os agentes mais expostos ao mercado de curto prazo no setor. Sobre o possível impacto tarifário da descontinuidade dessas usinas mais caras, ele diz que essa é uma estimativa que a câmara pode desenvolver junto com a Aneel.


Fonte : Energia Hoje

Escrito por : Lívia Neves

Link da Notícia : https://energiahoje.editorabrasilenergia.com.br/em-2020-consumo-eletrico-ja-caiu-58/


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