Geração hidráulica tem alta de 13% na primeira metade de agosto

COVID-19: mercado livre verifica alta de 4,5% no consumo nas primeiras semanas de agosto
2 de setembro de 2020
Governo publica MP com ações estruturais para o setor elétrico
2 de setembro de 2020
Mostrar tudo

Geração hidráulica tem alta de 13% na primeira metade de agosto

A geração de usinas hidrelétricas cresceu 12,9% na primeira metade de agosto frente ao mesmo período do ano passado, acompanhando a retomada gradual do consumo de energia em função do início do retorno das atividades no país. A fonte apresentou geração de 42.405 MW médios, ante 37.568 MW médios em 2019. Os dados preliminares compõem o boletim InfoMercado Quinzenal, divulgado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE.

Eólicas e fotovoltaicas apresentaram evolução de, respectivamente, 6,5% e 26,9% no período entre 01º e 15 de agosto, enquanto a geração térmica registrou recuo de 37,1%. A queda pôde ser observada, inclusive, na geração de usinas a biomassa. No Sistema Interligado Nacional (SIN), a produção de energia manteve-se praticamente estável (-0,1%) no período. Confira os detalhes nos gráficos abaixo:

Consumo

O consumo de energia no Sistema Interligado Nacional (SIN) caiu 1,2% na primeira metade de agosto, frente a igual período em 2019, passando de 60.010 MW médios para 59.308 MW médios. “Além dos efeitos ainda presentes do isolamento social, temos também o efeito calendário. Agosto deste ano tem um dia útil a menos ante o mesmo mês no ano passado”, explica Carlos Dornellas, gerente da área de Segurança de Mercado & Informações da CCEE.

No Ambiente de Contratação Regulada – ACR, que reúne os consumidores cuja compra de energia é feita pelas distribuidoras, a redução foi de 2,9%, para 39.709 MW médios. Expurgadas as migrações para o mercado livre, o ACR verificaria retração de 0,9%.

Já no Ambiente de Contratação Livre – ACL, em que os consumidores podem escolher o fornecedor da sua energia, o consumo cresceu 2,6%, chegando a 19.599 MW médios. Porém, ao expurgarmos o impacto da migração, o ACL apresentaria queda de 1,7%. Os autoprodutores diminuíram seu consumo em 4,4%, para 2.135 MW médios.

Os consumidores livres apresentaram queda de 0,1% na demanda, enquanto os especiais observaram crescimento de 11,8%. Ao expurgar o efeito da migração, observa-se queda de 0,5% e 2,3%, respectivamente.

Apesar do retorno gradual das atividades econômicas que foram reduzidas por causa da pandemia, os ramos de veículos (-13,1%), transporte (-12,1%) e serviços (-11,2%) ainda lideram o ranking das maiores quedas no consumo de energia. No entanto, as retrações já são muito mais amenas do que nos meses anteriores.

Do outro lado, os segmentos que apresentaram maior elevação de consumo foram os de saneamento (27,3%), comércio (16,7%) e bebidas (12,3%). Parte desse aumento está diretamente vinculado à migração dos consumidores para o mercado livre e, expurgadas as migrações, os setores tiveram percentual de, respectivamente, 4,5%, -5,1% e 9,2%.

Fonte : CCEE

Link da Notícia : https://www.ccee.org.br/portal/faces/pages_publico/noticias-opiniao/noticias/noticialeitura?contentid=CCEE_656638&_adf.ctrl-state=9fivabd2p_1&_afrLoop=786659480797940#!%40%40%3Fcontentid%3DCCEE_656638%26_afrLoop%3D786659480797940%26_adf.ctrl-state%3D9fivabd2p_5

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *