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Projeto do Complexo Eólico Palmas 2 teve licença renovada e autorização para conexão mais próxima do empreendimento

A implantação do projeto do Complexo Eólico Palmas 2, de 200 MW, no município de Palmas, no Paraná, na divisa com Santa Catarina, está mais próxima de se viabilizar, avalia a responsável pelo empreendimento, empresa Enerbios, de Curitiba.

O principal motivo para a confiança, disse ao EnergiaHoje o presidente da companhia, Ivo Pugnaloni, é autorização da Copel, divulgada ontem (10/9), para a conexão do projeto a uma subestação no próprio município, a cerca de 32 km, o que tornará o custo de implantação da linha de transmissão muito inferior ao anteriormente previsto, quando estava previsto escoamento por Bituruna, cidade a 90 km do complexo.

A autorização da Copel foi possível, na verdade, por conta da decisão da distribuidora catarinense, a Celesc, de construir uma subestação no município limítrofe ao Paraná, Abelardo Luz, que passará a receber a conexão de projetos de PCHs situadas no oeste catarinense e que antes da decisão seriam conectadas em Palmas. “Esses projetos já estavam comprometidos pela Copel para conexão em Palmas, e portanto não havia espaço ali para o complexo”, disse.

Além da autorização de conexão, no mesmo dia 10/09 o projeto teve sua licença ambiental prévia renovada pelo Instituto Água e Terra, órgão ambiental paranaense. A revalidação da licença obtida em dezembro de 2018 é válida até dezembro de 2022.

Mas o plano, segundo Pugnaloni, é iniciar a implantação do projeto até o fim de 2021. Para tanto, é necessário consolidar a sociedade para o investimento, que conta no momento com mais duas empresas, a alemã Innovent e a nacional CIA Ambiental, e mais um investidor individual. De acordo com o executivo, há negociações em andamento com três grandes empreendedores eólicos, para definição do investidor principal que fará a implantação dos oito parques que formam o complexo.

A previsão é que os parques sejam viabilizados com contratos corporativos no mercado livre de energia.

A região de Palmas, que fica a 1.250 metros de altitude, apresenta ventos médios de 7 m/s, a 120 metros de altura. Mas, segundo Pugnaloni, pode chegar a 9 m/s a 140 metros. “A intenção é usar torres mais altas, possivelmente nos 140 metros, que seriam as mais altas do país”, disse.

Para o licenciamento, estavam previstos aerogeradores de 2 MW, por onde foi calculada a potência instalada de 200 MW. “Mas com a ampliação de potência dos atuais equipamentos disponíveis no Brasil, que estão na faixa de 4 a 6 MW, haverá a possibilidade de programar ampliações na capacidade do complexo”, afirmou Pugnaloni, ex-presidente da Copel Distribuição.

O município de Palmas tem um dos primeiros parques eólicos instalados no país, de pequeno porte, com cinco aerogeradores de 0,5 MW cada, totalizando potência de 2,5 MW, o Palmas 1, da Copel Geração. Já na cidade catarinense de Água Doce, na divisa com Palmas, e implantado na frente das áreas arrendadas do projeto Palmas 2, há o complexo de 142,8 MW, com oito parques, que foi implantado pela argentina Impsa e hoje é da Energimp.

Fonte : Energia Hoje

Link da Noticia :https://energiahoje.editorabrasilenergia.com.br/complexo-eolico-paranaense-mais-proximo-de-sair-do-papel/

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