Período seco de 2020 tem maior participação de renováveis

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Período seco de 2020 tem maior participação de renováveis

Em números absolutos, geração caiu acompanhando queda de consumo, mas, proporcionalmente fontes renováveis foram mais significativas no atendimento à carga

Os quatro primeiros meses do atual período seco mostraram que, paralelamente à queda geral em números absolutos provocada pela pandemia do novo coronavírus, a participação das energias renováveis no total da oferta de energia elétrica foi maior do que no mesmo período do ano passado, em prejuízo das fontes termelétrica e, circunstancialmente, da termonuclear.

De maio a agosto deste ano as renováveis responderam por 86,7% da oferta doméstica de energia, sendo 73,4% de hidrelétrica. No mesmo período de 2019 elas representaram 82,7%, sendo 70,6% da fonte hídrica. No mesmo período avaliado, a geração térmica convencional caiu de 14,4% em 2019 para 11,2% em 2020 e a termonuclear, de 2,9% para 2,2%.

No caso da nuclear, o resultado foi fortemente impactado pela parada de quase dois meses – de 22/06 a 17/08 – da usina Angra 2 para manutenção e troca de um terço das varetas de combustível.

A melhoria dos níveis dos reservatórios em três das quatro regiões em que se divide o organograma da geração hidrelétrica brasileira e o aumento crescente da capacidade de geração eólica, principalmente, e solar, secundariamente, estão na origem dessa reversão, que favorece o consumidor por serem as fontes renováveis mais baratas do que a energia térmica convencional.

GERAÇÃO RENOVÁVEL CRESCE EM TODAS AS FONTES, MESMO COM CARGA MENOR

Geração por fonte nos quatro primeiros meses do período seco (mai-ago) de 2019 e 2020 (em MWmed/dia)

Fonte: ONS
(*) Angra 2 ficou parada para manutenção e troca de parte do combustível de 22 de junho a 17 de agosto

Bandeira verde até o final do ano

O quadro facilitou a decisão tomada em maio pela Aneel de manter a bandeira verde, em vigor desde fevereiro, até pelo menos 31/12 deste ano como forma de não onerar o consumidor durante a pandemia. A decisão foi anunciada no dia 26/05, mas a bandeira verde, por razões hidrológicas favoráveis, já estava assegurada pelo menos até junho.

No dia 30/04 de 2019, quando terminou o período úmido daquele ano, o quadro dos reservatórios registrado pelo ONS apresentava a região Norte com 70,87% da capacidade, o Nordeste, com 57,88%, o Sudeste/Centro-Oeste com 45,13% e o Sul com 44,01%, ressaltando-se que as maiores capacidades de armazenamento estão no Sudeste/Centro-Oeste e no Nordeste. Na mesma data de 2020 o quadro registrava 79,01% no Norte, 89,51% no Nordeste, 54,75% no Sudeste/Centro-Oeste e 14,95% no Sul.

Como o Sul não tem períodos hidrológicos tão demarcados quanto as demais regiões do país, no último dia 31/08, final do período aqui analisado e auge do período considerado seco, os reservatórios da região estava acima do registrado ao final do período úmido (final de abril) deste ano, em 62,86%.

Aliás, as quatro regiões estavam com armazenamento de água mais elevado do que no mesmo dia, 31/08, de 2019: 68,21% no Norte, 75,76% no Nordeste, 42,35|% no Sudeste/Centro-Oeste e 62,86% no Sul, contra 48,91% no primeiro, 48,55% no segundo, 39,36% no terceiro e 53,83% no quarto.

A hidrologia chegou ao final de agosto mais favorável este ano mesmo. No mês passado a geração elétrica do país, pressionada pelo aumento da carga, ultrapassou pela primeira vez a de igual mês de 2019, desde o início da pandemia. O SIN gerou em agosto 60.575 MWmed/dia, sendo 87,4% de renováveis (71,4|% de hidrelétrica), contra 60.256 MWmed/dia em agosto de 2019, sendo 77,3% de renováveis (62,4% de hidrelétrica).

EM AGOSTO, 2020 SUPERA 2019 E RENOVÁVEIS SEGUEM CRESCENDO
Geração por fonte em agosto de 2019 e 2020 (em MWmed/dia)

Fonte: ONS
(*) Angra 2 ficou parada para manutenção e troca de parte do combustível de 22 de junho a 17 de agosto

Fonte : Brasil Energia

Link da Notícia : https://editorabrasilenergia.com.br/periodo-seco-de-2020-tem-maior-participacao-de-renovaveis/

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