Estudo sugere mudanças para garantir maior uso de renováveis no Brasil

PCH de 13 MW obtém Licença de Operação no RS
27 de novembro de 2020
Mercado livre encerra o mês de outubro com 8.378 consumidores habilitados
27 de novembro de 2020
Mostrar tudo

Estudo sugere mudanças para garantir maior uso de renováveis no Brasil

Análise com participação do Ministério de Minas e Energia sugere de melhorias em regras a questões de tecnologia para garantir o fornecimento

O governo apresentou o estudo “Sistemas Energéticos do Futuro: Integrando Fontes Variáveis de Energia Renovável na Matriz Energética do Brasil”, que analisa o que a integração de grandes quantidades de fontes renováveis variáveis no Sistema Interligado Nacional (SIN) exige. O texto sugere melhorias em regras para as energias renováveis e indica algumas questões tecnológicas para que as fontes solar e eólica possam ser mais usadas no Brasil sem risco ao fornecimento.

De acordo com o documento, para que haja sucesso na integração das fontes renováveis variáveis no Brasil, é necessário que a regulação dê apoio ao desenvolvimento e à implementação dessas fontes ao grid do país. A análise das regras brasileiras mostrou que estas cobrem “todas as dimensões relevantes”, conforme o texto.

No entanto, é possível melhorar no que diz respeito à compensação em momentos nos quais a produção é zero; na definição de exigências mínimas dos parques de energia; nas exigências de conexão e desempenho de sistemas de armazenamento de energia em bateria, entre outros.

Importância dos smart grids

O estudo destaca o tamanho do mercado de energia eólica do país como um dos maiores do mundo e o maior na região da América Central e do Sul. A capacidade instalada quadruplicou em 7 anos e deve alcançar 19 gigawatts no fim de 2021. Além disso, espera-se que os parques eólicos cresçam também em eficiência.

Já para parques eólicos, espera-se que o Capex (capital expenditure, expressão em inglês que define o recurso financeiro necessário para comprar ou investir em algo) para painéis fotovoltaicos “continue caindo até 2025 em 20%”. Essa queda deve se manter até 2035. O recuo nos custos deve ser impulsionado por fatores como economia de escala (com fazendas maiores) e melhoras na tecnologia.

O uso massivo de energias renováveis exige uma reserva operacional das fontes tradicionais (hidrelétricas e térmicas). Isto é necessário porque estas suprem a rede quando a produção das fontes variáveis cai. Neste ponto o Brasil está bem porque as hidrelétricas representam 65% da capacidade instalada do país.

Fonte: Além da Energia

Link da Notícia: https://www.alemdaenergia.com.br/estudo-sugere-mudancas-para-garantir-maior-uso-de-renovaveis-no-brasil/

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *