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As hídricas no planejamento do setor elétrico

EPE sugere reavaliação de estudos de inventário antigos e a revisão do manual de inventário para identificar e viabilizar mais usinas com reservatórios de regularização

Em comentário respondendo a Brasil Energia sobre o papel das hidrelétricas no futuro do SIN, a EPE defendeu “a revisão e aperfeiçoamento das metodologias e desenho do mercado” para assegurar que os atributos das hidrelétricas “façam parte da expansão da oferta, assim como sejam considerados para a adequada remuneração dos serviços, como os associados ao atendimento aos requisitos de capacidade, flexibilidade e diversos serviços ancilares”.

O trabalho, elaborado pelo superintendente adjunto Renato Haddad e por Patrícia Nunes, assessora da Presidência da EPE, foi escrito como resposta à reportagem publicada pela BE, na qual especialistas e executivos de empresas de geração com fortes posições na fonte hídrica defenderam a necessidade de uma revaloração das UHEs com reservatório, especialmente pelas características de armazenamento e de flexibilidade em um contexto de expansão crescente das fontes renováveis intermitentes, eólica e solar.

Os dois defendem que essa já é uma preocupação no radar da EPE há algum tempo. “Considerando a crescente participação das fontes renováveis variáveis e não controláveis na matriz energética, a capacidade de armazenamento assume importância cada vez maior para o atendimento da demanda e segurança do sistema, sendo imprescindível compreender o papel da geração hídrica nesta nova conjuntura”, afirmam.

A EPE ressalta que “para a identificação e viabilização de mais usinas com reservatórios de regularização” no Brasil é importante que sejam feitos a reavaliação de estudos de inventário antigos e a revisão do manual de inventário, “considerando atributos relacionados também às necessidades do sistema de capacidade e flexibilidade”.

O Plano Nacional de Energia 2050 (PNE 2050), concluído este ano pela EPE, já identifica entre os principais desafios relacionados ao segmento hidrelétrico a melhor compreensão e esclarecimento do papel da geração hidrelétrico e dos reservatórios no futuro do sistema elétrico brasileiro.

Entre as possibilidades de melhor utilização dessas usinas e reservatórios, o PNE 2050 listou uma série de usinas passíveis de modernização e repotenciação, intervenções que, mesmo aumentarem a geração em termos médios anuais, ampliariam “a capacidade de potência e a flexibilidade operativa” das usinas.

E os técnicos da EPE destacam que, somente quando a legislação e regulação reconhecerem o novo papel das hídricas “elas terão incentivos econômicos para realizar os investimentos necessários”. Por outro lado,l o mesmo PNE 2050 aponta entre os desafios para a expansão da hidreletricidade no longo prazo “a complexidade socioambiental e a vulnerabilidade da geração hidrelétrica por efeito das mudanças climáticas”.

Na resposta às reivindicações dos agentes, os analistas da EPE ressaltam ainda que em caderno do Plano Decenal de Energia 2030, recentemente publicado e que trata do suprimento de potência, a empresa enfatiza que “historicamente, o sistema elétrico brasileiro sempre atendeu os requisitos de potência como um subproduto do suprimento de energia, principalmente devido à possibilidade de variação da geração hidrelétrica ao longo do dia para acompanhar a variação da demanda”.

Contudo, desde o PDE 2026 (elaborado em 2016) a EPE vem apontando que a crescente penetração das fontes intermitentes tem alterado aquelas características históricas, aumentando a necessidade de flexibilidade operativa.

Fonte: Energia Hoje

Escrito por: Chico Santos

Link da Notícia: https://editorabrasilenergia.com.br/as-hidricas-no-planejamento-do-setor-eletrico/

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