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Títulos verdes impulsionarão agenda de renováveis no BNDES em 2021

Principal fonte de financiamento para projetos de infraestrutura no Brasil, o BNDES prevê que a agenda de apoio ao setor de energias renováveis se intensificará em 2021. Segundo a superintendente da Área de Energia da instituição, Carla Primavera, o apoio ao segmento será um mecanismo importante para viabilizar a captação e o mercado de títulos verdes no país.

“A agenda se intensifica ainda mais em relação às renováveis porque nós também temos o desafio de desenvolver títulos verdes no mercado doméstico. Entendo que o setor elétrico é um candidato natural para desenvolvermos este mercado no Brasil. O apoio às renováveis no mercado livre continua sendo uma meta estratégica para o banco”, afirmou a superintendente, em entrevista à MegaWhat.

De acordo com ela, apenas no ano passado, o BNDES aprovou financiamento para mais de 1,5 gigawatts (GW) de empreendimentos de fontes solar, eólica e de pequenas centras hidrelétricas (PCHs) para o mercado livre de energia. Os números consolidados de aprovações e desembolsos de financiamentos relativos a 2020 ainda não foram divulgados.

Em outubro do ano passado, o banco emitiu R$ 1 bilhão em letras financeiras verdes no mercado doméstico. Um mês antes, a instituição já havia levantado US$ 100 milhões com o Banco Japonês para a Cooperação Internacional (JBIC, na sigla em inglês), para apoiar parques eólicos no Nordeste. A operação financeira foi realizada no âmbito da Linha Green (Global Action for Reconciling Economic Growth and Environmental Preservation).

A primeira emissão de “green bonds” pelo BNDES ocorreu em 2017, quando o banco captou US$ 1 bilhão a partir da emissão desses títulos de dívida no mercado internacional. Foi a primeira emissão de títulos verdes de um banco brasileiro no mercado internacional.

“O Brasil tem uma expansão em renováveis muito grande. E o BNDES é o maior financiador global de energias renováveis. Temos tudo para colocar o Brasil no ranking de títulos verdes”, afirmou Primavera.

Segundo ela, um modelo que tende a se desenvolver em 2021 é o de financiamento para projetos de autoprodução de energias renováveis. O banco já apoiou dois complexos eólicos nessa modalidade no ano passado.

O BNDES também vê oportunidades crescentes para financiamento de projetos de geração distribuída e de eficiência energética. No ano passado, o banco se qualificou para receber um aporte de R$ 30 milhões do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel) para um fundo garantidor para crédito a eficiência energética (FGEenergia). A expectativa é que o fundo viabilize a geração de garantias para cerca de R$ 200 milhões em projetos de eficiência energética em todo o país.

“Estamos estruturando agora o fundo garantidor e os recursos estão captados. Imaginamos estruturar muito bem este fundo e até usá-lo como alavancador para novos fundos que possam seguir neste modelo”, contou a superintendente do BNDES.

Dentro da estratégia de apoio às fontes renováveis no país, o banco abriu outra frente de atuação por meio de debêntures de infraestrutura voltadas para projetos sustentáveis. “Nosso cardápio hoje é mais amplo. Podemos tanto apoiar um projeto através do crédito bancário tradicional do BNDES, como também sendo um investidor em uma debênture sustentável, por exemplo, ou até mesmo oferecer garantias em favor de um projeto”, explicou Primavera.

Com relação a 2020, a superintendente da Área de Energia do BNDES destacou que o setor elétrico demonstrou resiliência e maturidade pela forma como lidou com os impactos da pandemia de covid-19. Ela destacou a implantação da conta-covid, empréstimo coordenado pelo BNDES, com 16 bancos, a maioria privada, que somou cerca de R$ 15 bilhões.

“Conseguimos desenhar uma operação que desse segurança bancária de crédito e que preservasse a liquidez de todo o setor elétrico. Novamente o setor comprovou que possui uma resiliência muito grande”, completou ela.

Fonte: Mega Whats

Link da Notícia: https://megawhat.energy/news/121576/titulos-verdes-impulsionarao-agenda-de-renovaveis-no-bndes-em-2021

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