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Paulo Arbex – presidente da ABRAPCH – é o entrevistado especial do Broadcast Estadão Energia

Paulo Arbex – presidente da ABRAPCH – é o entrevistado especial do Broadcast Estadão Energia sobre o potencial de PCHs no Brasil. Confira a matéria abaixo:

O Brasil está deixando de aproveitar um potencial de 15 mil megawatts em Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e Centrais Geradoras de Energia (CGH) provenientes de 1.681 usinas já aprovadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), mas que ainda dependem de licenciamento ambiental e leilões para sair do papel, segundo levantamento da Associação Brasileira de PCHs e CGHs (Abrapch) utilizando os dados da agência.

Se todas essas unidades fossem construídas, além de adicionar energia suficiente para abastecer 39,2 milhões de domicílios, significaria investimentos de R$ 105 bilhões de reais no País e a abertura de milhares de empregos, diz o presidente da Abrapch, Paulo Arbex.

“O Brasil tem uma Itaipu em PCHs e CGHs. O estudo visa mostrar que as pequenas hidrelétricas são um bom negócio para o País do ponto de vista ambiental, social e econômico. Precisamos construir essas usinas”, afirma o presidente da Abrapch, Paulo Arbex.

A região Centro-Oeste é a que concentra mais projetos, com oportunidades mapeadas para instalar 4,6 mil MW em PCHs – usinas entre 5 MW e 30 MW – e 514,4 MW em CGHs – usinas até 5 MW. A construção das usinas poderiam gerar investimentos de R$ 36,1 bilhões, informa o estudo.

Já o Sudeste tem projetos estimados em R$ 24,8 bilhões (3,1 mil MW em PCHs e 393,3 MW); o Sul R$ 33,3 bilhões (3,7 mil MW em PCHs e 977,4 MW em CGHs); enquanto o Nordeste poderia receber R$ 5,4 bilhões (661,8 MW em PCHs e 108,8 MW em CGHs) e o Norte, R$ 4,8 bilhões (656,3 MW em PCHs e 39,9 em CGHs).

“E isso levando em conta apenas o que já foi aprovado na Aneel, mas tem uma infinidade de rios no Brasil que não foram estudados e esse potencial pode dobrar ou até triplicar”, prevê.

Arbex critica o que ele considera uma “demonização” das usinas hidrelétricas no Brasil, que já foi a base absoluta da geração de eletricidade no País e hoje divide protagonismo com as térmicas. Segundo ele, os empresários temem fazer hidrelétricas com reservatórios por conta dos entraves regulatórios, e a maioria das PCHs optam por funcionar a fio d´água, o que reduz a produtividade.
Ele explica que as pequenas centrais ajudam no desenvolvimento regional. Somente na Bahia, existe potencial para 481 PCHs, investimento que pode atingir R$ 4 bilhões.

Além de empregos e energia, os empreendimentos são obrigados a preservar o meio ambiente no entorno das unidades, podendo ainda desenvolver o setor de turismo e a piscicultura. “Um exemplo é o lago sul e lago norte de Brasília, os dois lados da PCH Paranoá, que Juscelino Kubitschek construiu para tornar Brasília independente em energia elétrica.

O estudo está sendo apresentado a deputados, senadores, prefeitos e governadores para tentar destravar a construção das pequenas centrais elétricas. Para Arbex, a falta de pessoal nos órgãos ambientais e o grande número de normas ambientais é um dos principais entraves para o setor deslanchar. “Precisa resolver o problema de licenciamento ambiental, não tem gente para dar conta de tantos processos”, explica.

Fonte: Abrapch Associação Brasileira de PCHs e CGHs

Link da Notícia: https://abrapch.org.br/2021/02/paulo-arbex-presidente-da-abrapch-e-o-entrevistado-especial-do-broadcast-estadao-energia/

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