Startup israelense promete recarregar veículos elétricos em 5 minutos

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Startup israelense promete recarregar veículos elétricos em 5 minutos

StoreDot espera que tecnologia seja comercializada em até cinco anos

Estação de carregamento de carro elétrico - iStock

Carregar a bateria em cinco minutos é o objetivo de uma startup israelense que, ao limitar o tempo de recarga, quer impulsionar a difusão dos carros elétricos e eliminar a “ansiedade da autonomia”.

Especializada em recarga ultrarrápida, a StoreDot, com sede em Herzliya,perto de Tel Aviv (Israel), desenvolveu uma primeira geração de baterias de íon de lítio que atinge sua carga máxima em cinco minutos.

Estão testando centenas de protótipos atualmente.

Em 2019, o Nobel de Química premiou o americano John Goodenough, o britânico Stanley Whittingham e o japonês Akira Yoshino por terem inventado baterias de íon de lítio, hoje usadas diariamente em muitas tecnologias.

Este tipo de bateria leve, recarregável e potente é utilizado em todos os tipos de dispositivos: telefones, computadores e veículos elétricos.

Ao substituir o grafite no ânodo da bateria por silício, “as baterias de íon de lítio podem ser carregadas em cinco minutos”, enquanto “antes isso era considerado impossível”, destaca Myersdorf, um doutor em engenharia industrial formado pelo Instituto Technion de Haifa.

Para Eric Espérance, especialista do setor automotivo no escritório Roland Berger de Paris, o carregamento ultrarrápido é uma “revolução”, mas será necessário esperar que essas novas baterias sejam utilizáveis.

“Ainda estamos longe”, disse à AFP. Especialmente porque os terminais de carga também terão que ser adaptados.

Para comercializá-las, “vai demorar entre quatro e cinco anos do início dos trabalhos em um modelo ou ciclo de design de um veículo”, explica Myersdorf, cuja startup conta com quatro investidores principais: a coreana Samsung, a alemã Daimler (automóveis) ,a gigante petrolífera britânica BP e a especialista japonesa em eletrônica TDK.

Apesar do boom, o caminho ainda é longo: os carros elétricos continuam caros, respondendo por apenas 2,6% das vendas em 2019, segundo a Agência Internacional de Energia (IEA).

A espinhosa questão do impacto ambiental da extração e reciclagem de metais pesados usados em baterias permanece pendente.

“A extração do lítio precisa de muita água e seca os lençóis freáticos, causando catástrofes ecológicas locais”, explica Espérance, e uma bateria “não é eterna, mas projetada para cumprir ciclos de carga/descarga de 3.000 a 3.500”

Fonte: Folha de São Paulo

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