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Crise hídrica: Usinas hidrelétricas do Rio Iguaçu estão gerando mais energia, diz Copel

Para atender a demanda do Operador Nacional do Sistema Elétrico, estão utilizando a água que estava sendo guardada para os períodos críticos. Com isso, os volumes nos reservatórios diminuiu.

Usinas hidrelétricas do Rio Iguaçu estão gerando mais energia elétrica, diz Copel — Foto: Reprodução/RPC

A Companhia Paranaense de Energia (Copel) informou que as usinas hidrelétricas que ficam no Rio Iguaçu, no oeste do Paraná, estão gerando mais energia e, para atender a demanda do Operador Nacional do Sistema Elétrico, estão utilizando a água que estava sendo guardada para os períodos críticos.

Com isso, os volumes nos reservatórios diminuiu. A Usina Governador Bento Munhoz da Rocha Netto, anteriormente denominada Foz do Areia – que é a maior e mais potente usina do Rio Iguaçu – reduziu a capacidade do reservatário de 20% para 17%.

Já a Usina Hidrelétrica de Salto Caxias, em Capitão Leônidas Marques, baixou de 40% para 29%.

Mais energia gerada significa mais água passando pelas turbinas e desaguando nas Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu. Nesta quinta-feira (26), a vazão nas Cataratas estava de 2 milhões de litros de água por segundo. O normal é 1,5 milhão.

Porém, durante boa parte deste ano, as quedas ficaram com pouca água, chegando a 308 mil litros por segundo no mês de junho.

Na sexta-feira (27), o Ministério de Minas e Energia deve decidir se a conta de luz vai ficar mais cara. Nesta quinta, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse durante uma audiência pública no Senado que a taxa extra cobrada na bandeira vermelha deve sofrer um novo reajuste por causa da crise hídrica.

O governo anunciou na quarta-feira (25) uma “premiação” para consumidores residenciais, rurais, comerciais e industriais que conseguirem economizar energia elétrica – no entanto, as regras para o programa não foram divulgadas.

A informação foi dada pelo secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, Christiano Vieira, durante entrevista coletiva de autoridades do setor elétrico.

Mais cedo, na quarta, um decreto do presidente Jair Bolsonaro determinou que os órgãos públicos federais deverão reduzir o consumo de energia de 10% a 20% entre setembro de 2021 e abril de 2022. As regras valem para órgãos da administração pública federal direta, autarquias e fundações. De acordo com o governo, a medida não engloba estatais.

No Paraná, o governo do estado informou que já faz isso desde o começo da pandemia.

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