Chefe da ONU destaca energia renovável para evitar catástrofe climática
Guterres diz que o mundo ainda é “viciado em combustíveis fósseis” e que limitar o aumento da temperatura global a 1,5º C é cada vez mais difícil A energia renovável é o único caminho confiável para o mundo evitar uma catástrofe climática. Foi o que disse o secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), António Guterres, no sábado (14), durante a 13ª Sessão da Assembleia da Agência Internacional de Energia Renovável (Irena). Em mensagem de vídeo para o evento que aconteceu no fim de semana em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos, ele apresentou um plano de cinco pontos para uma transição justa. Para o chefe da ONU, apenas as energias renováveis podem proteger o futuro, fechar a lacuna de acesso à energia, estabilizar os preços e garantir a segurança energética. Guterres alertou que o mundo ainda é “viciado em combustíveis fósseis”, e a meta de limitar o aumento da temperatura global a 1,5º C está ficando fora de alcance rapidamente. O secretário-geral das Nações Unidas adicionou que, com as políticas atuais, o aquecimento global deve ser de 2,8º C até o final do século. Segundo ele, as consequências devem ser serão arrasadoras, com várias partes do planeta ficando inabitáveis. As fontes de energia renováveis representam atualmente cerca de 30% da eletricidade global. Guterres disse que isso deve dobrar para mais de 60% até 2030 e 90% até meados do século. Em seu plano, ele pede a remoção de barreiras de propriedade intelectual para que as principais tecnologias renováveis, incluindo o armazenamento de energia, sejam tratadas como bens públicos globais. Os países também devem diversificar e aumentar o acesso às cadeias de abastecimento de matérias-primas e componentes para tecnologias renováveis, sem degradar o meio ambiente. Para ele, isso pode ajudar a criar milhões de empregos verdes, especialmente para mulheres e jovens no mundo em desenvolvimento. O secretário-geral da ONU pediu aos tomadores de decisão que reduzam a burocracia, acelerem as aprovações de projetos sustentáveis em todo o mundo e modernizem as redes elétricas. Seu quarto ponto foca nos subsídios à energia. Ele enfatizou a necessidade de trocar os combustíveis fósseis pela energia limpa e acessível, acrescentando que “devemos apoiar os grupos vulneráveis afetados por essa transição”. O ponto final destacou como os investimentos públicos e privados em fontes renováveis devem triplicar para pelo menos US$ 4 trilhões de dólares por ano. Os mais ricos à frente Observando que a maioria dos investimentos em energias renováveis está nos países desenvolvidos, Guterres encorajou essas nações a trabalharem juntas para reduzir o custo de capital para energias renováveis e garantir que o financiamento chegue aos que mais precisam. Para o secretário-geral da ONU, os bancos multilaterais de desenvolvimento também devem investir maciçamente em infraestrutura de energia renovável, enquanto as nações mais ricas devem trabalhar com agências de crédito para ampliar os investimentos verdes nos países em desenvolvimento. O presidente da Assembleia Geral da ONU, Csaba Korosi, destacou como o sucesso na proteção do clima depende da transição para energia limpa. Também por mensagem gravada, ele declarou que a transição energética prevista era “uma agenda de tempos de paz”. O líder da Assembleia Geral questionou como ela funcionará em tempos de grandes confrontos políticos, quando o fornecimento de energia se transforma em uma ferramenta de conflito. Embora possam ocorrer contratempos no curto prazo, juntamente com um provável aumento nas emissões de gases de efeito estufa que impulsionam o aquecimento global, Korosi destacou os benefícios de longo prazo da energia verde. Ele adiciona que, olhando para as tendências de investimento, o impacto de longo prazo do conflito pode ser o oposto. “Da energia solar à eólica, das ondas e geotérmica, fontes de energia renováveis estão disponíveis para todos os climas. Seu uso tem o potencial de fortalecer a soberania energética”, concluiu. Ajude a combater a mudança climática A World Wide Fund for Nature (WWF), uma ONG fundada em 1961 e que luta pela preservação do meio ambiente, tem uma página com uma série de iniciativas acessíveis a qualquer pessoa e que podem causar um impacto positivo no planeta. O texto está em inglês, mas os tradutores do seu navegador de internet podem convertê-lo para o português. Clique aqui, leia e ajude. Conteúdo adaptado do material publicado originalmente pela ONU News
Ministro de Minas e Energia aciona PF para investigar ataques a torres de energia

Em entrevista a jornalistas nesta terça-feira (17), o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD-MG), disse que não é possível afirmar que os ataques a torres de transmissão de energia elétrica tiveram motivação política e que a Polícia Federal está com inquéritos instaurados para investigar o caso. “O que podemos dizer é que, pelo fato de vários eventos convergirem, nós entendemos, por bem, sermos proativos e nos adiantarmos a possíveis problemas mais graves, usando todos os instrumentos de vigilância que o Estado possui”, declarou ele. “A iniciativa privada ainda se colocou de forma muito colaborativa no sentido de contribuir para que tecnologias avançadas fossem implementadas de forma muito rápida a dar segurança às redes de transmissões do país.” O ministro disse ainda que serão instaladas câmeras e serão feitos usos de drones para a segurança das torres. “Hoje nós vivemos um momento de muitos instrumentos e vamos aproveitar essa oportunidade para poder instalá-los na inteligência das próprias empresas para vigilância dessas empresas, na questão de câmeras nas torres e uso de drones”. Silveira ainda acrescentou que a Polícia Rodoviária Federal terá um “papel ostensivo” e presencial nas estradas por onde passam as linhas de transmissão e “poderá contribuir com a vigilância do patrimônio”. “Já a Polícia Federal vai presidir os inquéritos necessários à apuração e punição rigorosa àqueles que atacam o patrimônio de todos os brasileiros.” Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), são sete casos de ataque contra torres de transmissão de energia elétrica em três estados. Entre eles, quatro torres foram derrubadas. Ao todo, a Aneel contabiliza três ocorrências em Rondônia, duas no Paraná e duas em São Paulo. Na noite de domingo (8) para segunda (9), três torres de transmissão de eletricidade foram derrubadas no Paraná e em Rondônia e, segundo a Aneel, com indícios de “sabotagem” e “vandalismo”. Os casos aconteceram horas após a ação criminosa que invadiu a sede dos Três Poderes em Brasília. A Aneel diz que tem mantido o Ministério de Minas e Energia (MME) informado de todos os eventos, como também tem interagido com as autoridades de segurança pública. *Publicado por Tamara Nassif
Rombo bilionário das Americanas pode se repetir na Eletrobras, diz Aeel contra 3G Capital, acionista da cia

By Cynara Escobar São Paulo – A Associação dos Empregados da Eletrobras (Aeel) divulgou nota defendendo que a 3G Radar não pode gerir a companhia, após o rombo bilionário encontrado no balanço da Americanas. A 3G é a maior acionista preferencialista da Eletrobras e tem como sócios Jorge Paulo Lemann, Marcel Herrmann Telles, Carlos Alberto Sicupira, que são os principais acionistas da Americanas. “A 3G, que quebrou a Kraft-Heinz, e agora as Lojas Americanas, não pode gerir a maior empresa de energia elétrica da América Latina. Vamos denunciar nas redes a péssima atuação do grupo 3G e mudar o destino da Eletrobras”, escreveu a associação, em seu perfil no Twitter, subindo a hashtag “#EletrobrasNãoÉAmericanas”. A Aeel defende a reestatização da Eletrobras. O fundo 3G Radar ficou como o maior acionista preferencial da Eletrobras, com 10,88% das ações após a privaitzação, acima da BNDESPar (6,68%), braço de participações do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que também possui 6,52% das ações preferenciais. O restante das ações (75,92%) está pulverizado no mercado. Em nota, a associação afirma que a 3G Radar participou diretamente da elaboração do plano de privatização da Eletrobras “sem ter que realizar grandes investimentos”, ao mesmo tempo que tornou-se “uma das maiores acionistas, com direito a preferência no recebimento de dividendos” e uma das maiores beneficiárias de “práticas que promovem o retorno de curtíssimo prazo aos acionistas em detrimento da sustentabilidade de longo prazo da empresa”. A Aeel também diz que a diretora de financeira Elvira Presta é considerada uma “preposta” de Jorge Paulo Lemann. O documento também informa que o Conselho de Administração da Eletrobras, sob influência da 3G Radar, aprovou recentemente uma nova política de recompra de ações e alterou sua política de pagamento de dividendos. “Além disso, agraciou seus executivos com aumentos de 400% e adotou um novo método para premiar seus executivos com uma remuneração variável baseada em ações. Importa apenas a busca por lucros, dividendos e bônus no curtíssimo prazo”, disse a Aeel.