25 anos de experiência no mercado de energia

O que é economia verde?

Economia verde é um modelo de economia que resulta em melhoria do bem-estar da humanidade e igualdade social, ao mesmo tempo em que reduz os riscos ambientais e a escassez ecológica. As três principais características, ou três pilares da economia verde são: baixa emissão de carbono, eficiência no uso de recursos e busca pela inclusão social. A concepção de economia verde foi desenvolvida pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) em 2008, mas outras definições podem ser encontradas para o mesmo termo.A Green Economy Coalition, coalisão formada por mais de 50 organizações entre ONGs, empresas, agências e sociedade civil, que atua para acelerar a transformação dos sistemas econômicos vigentes em economias verdes, define o termo como uma economia resiliente e justa, que proporciona melhor qualidade de vida para todos e respeita os limites ecológicos do planeta.Em resumo, a economia verde é justa e inclusiva, busca equidade social e, ao mesmo tempo, conserva o meio ambiente. Conheça outros temas: Telemedicina, Promoção da Saúde, Internacionalização, Economia Verde, Sustentabilidade, Desenvolvimento Sustentável,Mercado de Carbono Objetivo da economia verde O conceito de economia verde foi formulado na tentativa de mostrar que desenvolvimento sustentável e desenvolvimento econômico não são contraditórios e que podem, inclusive, se tornarem complementares. Assim, não só os países desenvolvidos são capazes de adotar esse modelo, mas também as economias em desenvolvimento têm essa possibilidade. Em tese, em vez de ser um obstáculo ao desenvolvimento desses países, a transição para a economia verde contribuiria para promover esse crescimento. O que não pode faltar na economia verde? Ao implementar qualquer projeto baseado na economia verde, é essencial: Como resultado de tudo isso, a expectativa é o surgimento de novas oportunidades de negócios, a melhoria da qualidade de vida da população em geral, redução significativa das desigualdades entre ricos e pobres, conservação da biodiversidade e dos recursos naturais.Outro ganho importante esperado com a economia verde é o aumento da produtividade, resultado da maior eficiência na utilização dos insumos e recursos e otimização do consumo de energia. É uma mudança de paradigma que gera equilíbrio ambiental, oportunidades de inovação, surgimento de novos mercados e profissões, fortalecimento da confiança dos investidores, fornecedores e consumidores e maior estabilidade econômica.   Sustentabilidade, desenvolvimento sustentável e economia verde Ainda que os termos sustentabilidade, desenvolvimento sustentável, economia de baixo carbono e economia verde estejam ligados, um não substitui o outro. São termos diferentes, apesar das semelhanças. O conceito de economia verde não substitui o conceito de desenvolvimento sustentável, mas, a cada dia, amplia-se o reconhecimento de que para se alcançar a sustentabilidade, é necessário colocar em prática um novo paradigma de economia.A economia verde é o caminho para se alcançar a sustentabilidade, que é um objetivo de longo prazo. Esse caminho envolve investimentos públicos e privados, desenvolvimento tecnológico e inovação, políticas públicas, programas governamentais e condutas de mercado coerentes com essa meta.A ONU Meio Ambiente difunde uma visão de desenvolvimento que considera o capital natural como um ativo econômico crítico e uma fonte de benefícios públicos, em especial para as pessoas de baixa renda que dependem da exploração dos recursos naturais para subsistência. A premissa é que economia verde não substitui o desenvolvimento sustentável, mas traz um novo cerne para a questão econômica, para investimentos, recursos, infraestrutura, vagas de empregos, habilidades e resultados sociais e ambientais positivos. Ou seja, provoca uma abordagem macroeconômica para o crescimento econômico sustentável. Instrumentos da economia verde Mitigação O nome é dado às ações que reduzem as emissões de gases do efeito estufa para evitar ou reduzir a incidência da mudança do clima. A mitigação pode ser uma escolha mais consciente no processo produtivo, como o uso de energia renovável ou a compensação das emissões com ações como o reflorestamento, que sequestra carbono da atmosfera. Adaptação Conjunto de medidas que podem ser incorporadas para se ajustar aos efeitos do clima, na tentativa de evitar ou minimizar possíveis danos causados pelas mudanças climáticas (aumento de temperaturas, chuvas, incêndios, entre outros). A adaptação pode explorar possíveis oportunidades.Enquanto ações de mitigação atuam no sentido de reduzir o risco climático pela redução do perigo (no caso, redução de emissões de GEE que reduz a probabilidade de ocorrência de evento climático extremo), as ações de adaptação têm a possibilidade de influenciar o risco por meio da redução da vulnerabilidade e/ou exposição dos sistemas. Bioeconomia Geração de renda e riqueza a partir do desenvolvimento de produtos derivados de recursos biológicos com o uso de tecnologias inovadoras aplicados a diferentes setores, como farmacêutico, têxtil e de cosméticos, químicos e energia. A bioeconomia desponta como uma nova forma de se fazer a gestão do planeta a partir de ciência, tecnologia e inovação, tornando possível a substituição dos combustíveis fósseis e o desenvolvimento de uma nova indústria. Serviços Ambientais Atividades que favorecem a manutenção, a recuperação ou a melhoria dos serviços ecossistêmicos. Economia Verde no Brasil No Brasil, grandes, médias e pequenas empresas estão cientes de que a sustentabilidade, o cuidado ambiental e a responsabilidade social trazem novas oportunidades e modelos de negócio. Pesquisa recente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com o Instituto FSB mostra que 94% dos empresários percebem oportunidades nas ações de sustentabilidade.No recorte das 500 médias e grandes empresas industriais que participaram do estudo, praticamente todas (98%), já adotam pelo menos uma das principais práticas sustentáveis: gestão de resíduos e redução do desperdício de água e energia. E mesmo no cenário de adversidade, de recuperação econômica pós-pandemia, 63% das empresas pretendem aumentar os investimentos em sustentabilidade nos próximos anos.Vale destacar as principais motivações para que as empresas invistam em sustentabilidade: melhorar a reputação perante a sociedade e aos consumidores, atender exigências regulatórias, reduzir custos e aumentar a produtividade.

Brasil terá que alcançar emissões negativas para atingir neutralidade climática

Emissões do país não estão relacionadas à geração de energia, mas sim às mudanças no uso da terra e agropecuária O Brasil precisará alcançar emissões negativas de CO2 em torno de 2035-2040 para atingir a neutralidade de Gases de Efeito Estufa (GEE) no horizonte de 2050, ou seja, uma década antes do momento de alcance da neutralidade climática do país. Nos três cenários observados, as emissões de CO2 são negativas em torno de 500 milhões de toneladas, dimensionando o tamanho do desafio. Essa é a conclusão do relatório Neutralidade de Carbono até 2050: Cenários para uma transição eficiente no Brasil, elaborado em cooperação entre o CEBRI (Centro Brasileiro de Relações Internacionais), BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), EPE (Empresa de Pesquisa Energética) e Cenergia LAB (Centro de Economia Energética e Ambiental). Outra conclusão relevante, face à necessidade de haver emissões negativas em 2040, é que na ausência de eliminação das emissões oriundas de desmatamento e mudança do uso da terra, o setor energético precisará compensar parcialmente as emissões destas fontes e ao mesmo tempo lidar com as emissões remanescentes de GEE dos setores de difícil abatimento de emissões, como transporte de carga a longa distância e processos industriais carbono-intensivos, tornando a transição energética ainda mais onerosa e, portanto, um fator de perda de competitividade “Caso o país não consiga eliminar o desmatamento ilegal até 2028, encontra-se uma impossibilidade de viabilidade técnica e realista para que as emissões de GEE sejam zeradas em 2050, mesmo considerado aplicação no fim do horizonte de tecnologias que hoje ainda não estão maduras”, constata o estudo. Neste contexto de manutenção do desmatamento, para que o país consiga cumprir sua ambição apresentada durante a COP de Glasgow de neutralidade de carbono em 2050, as emissões positivas teriam que ser compensadas por meio da aquisição de créditos de carbono, gerando um custo adicional de US$ 3,4 bilhões (considerando um preço de carbono de US$ 350/tCO2 eq). O relatório traz três cenários distintos que convergem para a emissões líquidas nulas de GEE no país no horizonte de 2050, intitulados: (i) Transição Brasileira (TB); (ii) Transição Alternativa (TA) e (iii) Transição Global. Cenário TB: moldado com base nos compromissos assumidos pelo país em sua Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC). Cenário TA: busca-se testar uma trajetória tecnológica alternativa para o alcance da neutralidade no brasil em 2050, considerando impactos da própria mudança climática no setor energético Cenário TG: busca-se destacar a contribuição do Brasil em um mundo que pretende limitar o aumento médio da temperatura superficial global em até 1,5°C em 2100, referente aos níveis pré-industriais. O estudo destaca que em 2020, o Brasil emitiu 2,16 bilhões de toneladas de CO2 equivalente (tCO2eq), figurando entre os principais emissores globais anuais. Contudo, em termos per capita, o Brasil é considerado um país de baixa intensidade de emissões com cada brasileiro emitindo, em média, 1,9 tCO2eq. Isso representa cerca de 1/7 das emissões de um norte-americano e 1/3 de um cidadão europeu ou de um chinês. A particularidade do Brasil é que a geração de GEE do país não está fortemente relacionada à geração de energia, mas sim às mudanças no uso da terra (desmatamento) e agropecuária, que, juntas, representam 73% das emissões totais no país. Enquanto no mundo, o setor energético é responsável por 76% das emissões de GEE, no Brasil a matriz energética corresponde a 18% das emissões brutas de GEE do país em 2021.

Sustentável e mais barato: entenda como as pequenas hidrelétricas podem economizar milhões de reais do bolso do consumidor

A energia elétrica acumulou uma alta de 114% em 2021, segundo dados da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), e a tendência é de piora do cenário. Para 2022, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) projeta um aumento de mais 21%. Diante dessa realidade, duas modalidades de geração de energia têm chamado a atenção do mercado. Conhecidas como PCHs e CGHs, as Pequenas Centrais Hidrelétricas e Centrais Geradoras Hidrelétricas estão se apresentando como alternativas sustentáveis e baratas. Um dos motivos para o ânimo do mercado é que as usinas hidrelétricas, por terem sua tarifa indexada ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), oferecem uma alternativa muito mais economica que as termelétricas, por exemplo, que têm seus valores diretamente vinculados ao preço do barril de petróleo no exterior. “De janeiro de 2000, quando começamos a aumentar a participação das [energias] fósseis na matriz, até 07/03/22, o preço do petróleo Brent, que é o preço dos combustíveis fósseis, subiu 1.073% acima do IPCA. Hoje esta diferença cedeu um pouco, mas está oscilando muito ainda acima de 850%. É muito dinheiro. O consumidor brasileiro poderia estar pagando 850% a menos com essas usinas indexadas ao IPCA, do que com as outras que repassam o risco do dólar e do barril do petróleo para o consumidor brasileiro”, afirma o presidente da Associação Brasileira de PCHs e CGHs (Abrapch), Paulo Arbex. Energia cara, comida cara Dois dos principais vilões do agronegócio brasileiro são justamente a falta dagua e o alto custo da energia elétrica. Devido a falta de investimento dos órgãos públicos em PCHs e CGHs, os agricultores recebem um mix de energias com alto conteúdo de térmicas fósseis caras, o que, em suma, encarece o custo da produção, que é repassado ao consumidor final. “Tem uma sinergia enorme entre o agro e as pequenas hidrelétricas. Antigamente o agricultor vivia entre o ruim e o pior. Enquanto não existiam essas técnicas modernas de irrigação, o agricultor, ou ele estava naquela situação de chover bastante então ter bastante produto, mas com o preço lá no chão, ou uma seca avassaladora, o preço estar nas alturas, mas não ter produto para vender. Era um perde, perde”, explica Arbex. “A hora que a gente começou a trabalhar com agricultura moderna, irrigada com canhão, com pivô, com gotejamento, nós tiramos o agricultor dessa situação. Só que o sucesso nosso na agricultura, que é para ser comemorado,  foi tão grande que colocou uma pressão muito grande sobre os rios, sobre as reservas hídricas”, avalia. Uma saída para esse cenário está, novamente, no investimento de hidrelétricas de pequeno porte, com a criação de novos reservatórios de água. “Ao fazer reservatório, as hidrelétricas ajudam o agricultor a economizar. Ao invés de cada agricultor fazer um açude, gastar dinheiro, cuidar a manutenção cuidar da segurança do açude, colocar bomba d’água e tudo mais, a hidrelétrica faz o reservatório, aumenta a vazão do rio na seca, então aumenta naquele período crítico que é quando o agricultor precisa e ajuda a resolver esse problema do agricultor, barateia custos, reduz a conta de luz do agricultor e resolve o problema e ainda pereniza os rios, tirando essa pressão deles”, explica o presidente da Abrapch. Evento debate mercado de PCHs e CGHs no país Desde a manhã desta quarta-feira (23), está acontecendo a V Conferência Brasileira de PCHs e CGHs, em Curitiba. Com programação que vai até quinta-feira (24), o encontro está debatendo o mercado de geração de energia no país e conta com a presença das principais autoridades do setor. Um dos pontos discutidos é o modelo de remuneração das PCHs, que está defasado, o que desincentiva o investimento no setor. “O ponto hoje mais importante para a gente é viabilizar uma forma de contratar as pequenas hidrelétricas, que ajudam a baratear o custo geral da energia, ajudam a reduzir a necessidade de contratar térmicas caras, isso ajuda a reduzir a tarifa para o consumidor. Mas a gente tem que achar uma forma de contratar essas PCHs na faixa de preço que deve ser o novo ponto de equilíbrio aí, que é alguma coisa entre R$ 250,00 e R$ 350,00 a cada MWh”, explica Paulo Arbex. Esse custo é muito inferior ao das termelétricas, que oscila entre R$400 e R$ 2.500.  “Se a gente pode contratar uma térmica a R$ 1.600 até R$ 2.500, para atender a uma necessidade, a gente pode, mais ainda, contratar PCHs em volumes bons a R$ 300/R$350 para evitar ter que depois correr na emergência e contratar essas termelétricas por até R$ 2.500. A gente economiza mais de R$ 2.000 para o consumidor, a cada hidrelétrica que a gente contratar”, finaliza Paulo.

Gurgel: o sonho de um fabricante brasileiro de carros elétricos se tornou realidade há 50 anos

História mostra o desejo quase obstinado de João Augusto Conrado do Amaral Gurgel em fabricar um veículo 100% nacional Por Raphael Panaro 1º de setembro de 1969 é uma data que vai ficar marcada para sempre na história da indústria automobilística brasileira. Há 50 anos, o engenheiro mecânico e eletricista João Augusto Conrado do Amaral Gurgel realizava um sonho e fundava a Gurgel Motores, uma fabricante de automóveis 100% nacional. Mas a narrativa começa 20 anos antes. Em 1949, Gurgel se formava na Escola Politécnica de São Paulo. Seu projeto de conclusão da graduação era um carro popular que atendesse as necessidades brasileiras. O nome era sugestivo: Tião. Reza a lenda que seu orientador jogou um balde de água fria na ideia mirabolante falando que “carro não é algo que se fabrica, carro se compra”. Gurgel apresentou uma proposta de guindaste para finalizar seus estudos. A ideia do automóvel, no entanto, nunca saiu de seu imaginário. O BR 800 foi um carro icônico para a marca (Foto: Gurgel) — Foto: Auto Esporte Começou fazendo karts e pequenos modelos infantis. Eram bem feitos, funcionais com motores monocilíndricos e capacidade para duas crianças. Em setembro de 1969 a coisa ficou mais séria. Ainda em São Paulo, Gurgel fabricou seu primeiro carro: Ipanema. A história da marca traz nomes dos veículos bem enraizados do Brasil, principalmente de tribos indígenas. Tratava-se de um bugre com capota de lona e feito de plástico reforçado com fibra de vidro. Usava componentes (suspensão e motor a ar 1.6) da Volkswagen. A clássica mecânica de Fusca ajudava na imagem de confiabilidade. Surpreendeu tanto por sua capacidade no fora de estrada que, quatro anos depois, o Ipanema ficou mais robusto e foi transformado em uma espécie de jipe, com linhas bem quadradas. O nome? Xavante. Gurgel registrou a patente do chamado Plasteel, um chassi que misturava plástico e aço. A carroceria do Xavante continuava a ser feita de plástico reforçado com fibra de vidro – e agora tinha um estepe sobre o capô. As rodas vinham calçadas em pneus de uso misto. A novidade era o Selectraction, que garantia um bom desempenho off-road. A tecnologia da época consistia, por meio de alavancas, em frear a roda que patinava, por exemplo, e transferir a força para a outra roda com mais aderência e assim vencer o obstáculo – o que faz o diferencial nos dias atuais ou o sistema Locker da Fiat. O Xavante foi um dos principais produtos da Gurgel, perdurando quase até o fim da empresa. Caiu nas graças do Exército Brasileiro, que comprou um grande lote. Estes modelos caíram nas graças do Exército Brasileiro – havia uma versão específica para as Forças Armadas. Na sequência vieram as evoluções, X-10 e X-12, este último uma variante civil. Com o sucesso, Gurgel resolver expandir o negócio e, em julho 1973, comprou um terreno em Rio Claro, no interior de São Paulo, para construir uma fábrica maior, que ficaria pronta dois anos mais tarde. Nesse ínterim, outro passo ousado foi dado: um projeto de carro elétrico. O nome era mais uma homenagem ao Brasil: Itaipu E150, referente a usina hidrelétrica no Paraná. O carrinho minimalista de apenas dois lugares e design geométrico teve 27 protótipos produzidos. Pesava 460 kg, sendo 320 kg apenas das baterias. A velocidade máxima dos primeiros modelos chegava a 30 km/h – os últimos atingiam 60 km/h. Apesar da previsão de começar a ser produzido em série a partir de dezembro de 1975 – com a expansão da fábrica de Rio Claro –, o Itaipu sofreu naquela época com problemas que são uma grande questão para os veículos elétricos atuais: peso das baterias, autonomia e durabilidade. O modelo parou na fase conceitual e os protótipos viraram item de colecionador. Se tivesse sido produzido em série, o Itaipu seria o primeiro elétrico feito no Brasil — embora possa ser considerado como tal, uma primazia da Gurgel. A Caoa Chery será a primeira a fazer um modelo elétrico em massa no Brasil, como o sedã Arrizo 5e (confira o teste).  Mais tarde, em 1980, Gurgel ainda apostaria no Itaipu E400, um furgão também elétrico que fez parte da frota de empresas brasileiras de eletricidade, mas também durou pouco. Tinha o equivalente a 11 cv, 80 quilômetros de autonomia e as baterias levavam até dez horas para serem recarregadas. Voltando a 1976, o X12 passou a ter teto rígido, faróis embutidos na carroceria e um guincho na dianteira com 25 metros de extensão para encarar situações no fora de estrada. Em 1979, Gurgel lançou o furgão X15 – e suas variantes – e expôs sua linha de produtos no importante Salão de Genebra, na Suíça. Nessa época a gama da Gurgel chegava a ter uma gama de dez modelos – todos movidos a gasolina ou álcool. O empresário não era muito a favor do combustível vegetal. Dizia que era melhor “usar as terras para o plantio de alimentos do que para alimentar veículos”. No início dos anos 1980 a Gurgel resolve apostar no XEF, um sedã de duas portas e com três bancos dianteiros. Tinha apenas 3,12 metros (um VW up! tem 3,68 m), 680 kg e mecânica da Volkswagen Brasília. O tamanho diminuto, a falta de capacidade para levar grandes bagagens e, sobretudo, o preço prejudicaram as vendar do mini sedã. Nos anos seguintes, o X12 – principal modelo da Gurgel e que foi rebatizado para Tocantins – passou por diversas atualizações. Até que, em 1984, surgiu o Carajás, uma espécie de SUV da época com motor 1.8 de origem VW e refrigeração líquida – e não a ar como os demais. O desenho era quadradão, com o estepe em cima do capô. A suspensão era independente nas quatro rodas.  O sonho de ter um carro compacto 100% nacional durou pouco, entre 1988 e 1991. Mas teve seus méritos enquanto durou. O motor 0,8 litro, feito de alumínio e silício, foi um deles. Projetado pela própria Gurgel, funcionava bem com refrigeração a água e sistema de ignição que dispensava distribuidor. Mas não se entendia bem com a transmissão de relações longas, vinda a

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