25 anos de experiência no mercado de energia

Mais de 700 pessoas estiveram presentes nas discussões sobre PCHs e CGHs no Brasil

A importância de aumentar rapidamente a geração de energia por fontes renováveis e a integração entre as diferentes matrizes limpas estiveram entre os principais temas debatidos por especialistas do setor elétrico durante a VI Conferência Nacional de PCHs e CGHs, que encerrou em Brasília, nesta quinta-feira (30). Ao todo, mais de 700 participantes acompanharam as discussões durante dois dias de evento. Foram mais de 20 horas de debates, 30 palestrantes e 42 empresas do setor que atuam no planejamento, operação e construção de pequenas usinas no Brasil. “O resultado foi muito positivo. Foram apresentados os dados mais atuais no que se refere a demanda pela energia hídrica no país, os atributos das PCHs e CGHs como fontes limpas e renováveis e a importante demanda de retomar os projetos que encontram-se em andamento, a espera de licenciamento ambiental e outorga”, reforçou a presidente da Abrapch, Alessandra Torres de Carvalho. A atualização do Setor Elétrico Brasileiro (SEB), tendo em vista as mudanças climáticas, a legislação atual, os projetos de lei em andamento, a necessidade de abertura de mercado, a regulamentação necessária e a transição energética foram alguns dos assuntos abordados. “O papel dos reservatórios hídricos – com foco no armazenamento de água para usos múltiplos – e geração de energia considerando aspectos econômicos de compartilhamento dos recursos hídricos ganha cada vez mais espaço no cenário nacional”, reforçou o presidente do Conselho Executivo da Abrapch, Paulo Arbex. Entre os representantes do setor que estiveram presentes, a Chefe da Assessoria Especial de Meio Ambiente, Ministério de Minas e Energia, Maria Ceicilene Aragão Martins; o especialista em Regulação da ANEEL,  Davi Rabelo Viana Leite; o secretário de Energia Elétrica, Ministério de Minas e Energia Gentil Nogueira de Sá Júnior; o Vice-Presidente da CNI, Paulo  Afonso; os deputados federais  Lafayette de Andrada, Pedro Uczai e Fábio Garcia que é o presidente da Comissão  de Minas e Energia na Câmara Federal.

Custo com vertimento turbinável pode chegar a R$ 6/MWh até 2025

O chamado vertimento turbinável, situação na qual usinas hidráulicas poderiam estar gerando energia pela quantidade abundante de água passando por suas comportas, mas que não acontece em consequência direta da inserção e sobrecontratação das renováveis complementares, pode custar R$ 6 o MWh até 2025 e concentrado em alguns empreendimentos, o que impõe um desafio ainda maior para o setor na visão da PSR. Os dados trazidos nessa quinta-feira, 30 de março, pelo coordenador de projetos e consultor de assuntos regulatórios da consultoria, Jairo Terra, mostram ser preciso a implementação de um mecanismo que possa de fato revelar quais os custos das fontes eólica e solar, que trazem um modelo de negócios em que os valores variáveis operativos são tratados como nulos, além da discussão sobre qual é o verdadeiro custo das hidrelétricas, o que varia muito de usina a usina. “Tem UHE que prefere pagar ao invés de deixar de gerar e comprometer de alguma forma suas máquinas”, comentou o especialista durante o terceiro bloco de apresentações e debates do Workshop PSR, evento promovido em parceria com o Grupo CanalEnergia/Informa Markets no Rio de Janeiro. Ele também afirmou que o quadro técnico da PSR está desenvolvendo diversos estudos envolvendo as temáticas de serviços ancilares, flexibilidade e separação de lastro e energia, haja visto que muitos geradores têm passado por situações críticas. “Serviços ancilares hoje não são remunerados e tem competido com a geração das usinas, como no caso do suporte reativo, algo que deveria ser pago considerando o custo de oportunidade e de disponibilização dos equipamentos de determinada maneira”, complementa, citando um levantamento no qual avalia como ficaria a flexibilidade do sistema sem hidrelétricas, com valores expressivos entre R$ 20/MWh a R$ 100/MWh. Além do vertimento turbinável, também chamado de curtailment, a apresentação apontou outras problemáticas para a fonte, como falta de previsibilidade do tempo de concessões, ausência de incentivos à eficiência, muito por conta da regulamentação desenhada para o MRE, além das restrições operativas, principalmente de cunho ambienta e social, e a falta de remuneração adequada aos serviços prestados ao sistema. “Não há outro caminho que não o aprimoramento regulatório”, ressalta

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