El Niño 2023 dá sinais de intensidade forte, aponta Climatempo

Em termos de meteorologia ainda é considerado cedo para falar sobre fenômenos climáticos. Contudo, a tendência de acordo com modelos globais é de que o El Niño que está se formando seja moderado. Mas, já há possibilidade de que possa ser até mesmo de intensidade forte o que traria impactos para o clima a partir do próximo verão no país. Entre esses estariam uma região Sul com muita chuva, seca no Norte e Nordeste e até mesmo a interrupção do padrão de chuvas no Sudeste. De acordo com a meteorologista da Climatempo, Ana Clara Marques, esse cenário extremo ainda é visto apenas como uma possibilidade. Até porque a maior parte dos modelos mostra uma intensidade moderada. “Um El Niño fraco está praticamente descartado”, definiu ela em sua participação no CanalEnergia Live desta quarta-feira, 5 de abril. “Já há modelos que indicam a possibilidade de que esse fenômeno seja forte, seus efeitos seriam sentidos no verão pois demora um tempo até que influencie o Brasil”, acrescentou. Ela explicou que estamos em um período que na meteorologia é chamado de “El Niño Watch” onde se começa a ver as mudanças caminhando para a efetiva formação desse fenômeno climático. No momento, disse, ainda estamos em neutralidade mas os sinais indicam que caminhamos realmente para este sentido, que é caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, que atualmente estão mais quentes em níveis mais baixos e que estão subindo. A tendência é de que até maio seja configurado e o acoplamento entre oceano e atmosfera aconteça a partir de outubro. Pois é necessário um trimestre com a anomalias de temperaturas do oceano acima de 0,5 grau Celsius. “É uma viagem muito longa até que o Brasil seja impactado mas caminhamos de fato para esse fenômeno, que chega depois de três anos de La Niña”, pontuou a meteorologista.
Barragem Rio das Pedras passará por limpeza

A equipe de segurança do trabalho da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (EMAE) vai acompanhar nesta semana a limpeza da estrutura de concreto da Barragem Rio das Pedras, o local é responsável pelo barramento das águas do rio das Pedras para a geração de energia na usina Henry Borden, em Cubatão (SP), para a retirada de vegetação, que cresce rapidamente devido ao ambiente úmido da Serra do Mar. Segundo a companhia, a tarefa não é fácil por conta da inclinação da estrutura e do acesso limitado. Técnicas de alpinismo industrial, com profissionais e equipamentos pendurados, serão necessárias neste caso. Por questões ambientais, não serão utilizados produtos químicos, somente água sob pressão. Já a periodicidade do serviço não possui frequência definida. A última limpeza aconteceu em dezembro de 2018. O procedimento faz parte da Revisão Periódica de Segurança (RPS), que atende a legislação vigente, referente à Política Nacional de Segurança de Barragens.
Níveis sobem e SE/CO opera com 83,7% da capacidade

Os reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste registraram aumento de 0,1 ponto percentual e operavam com 83,7% de sua capacidade na última terça-feira, 4 de abril, se comparado ao dia anterior, informa o boletim do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). A energia armazenada mostra 171.260 MW mês e a ENA é de 53.475 MW med, valor que corresponde a 81% da MLT. Furnas admite 99,26% e a usina de Nova Ponte marca 71,55%. No Sul os níveis ficaram estáveis e os reservatórios admitem 82,9%. A energia armazenada marca 16.956 MW mês e ENA é de 4.087 MW med, equivalente a 71% da média de longo termo armazenável no mês até o dia. As UHEs G.B Munhoz e Passo Fundo funcionam com 98,82% e 79,94% respectivamente. O submercado Norte computou incremento de 0,1 p.p no armazenamento das UHEs, perfazendo 97,5%. A energia armazenada marca 14.926 MW mês e ENA é de 29.926 MW med, equivalente a 75% da média de longo termo armazenável no mês até o dia. A UHE Tucuruí segue com 98,08%. Já a região Nordeste apresentou recuo de 0,1 p.p e o subsistema trabalha com em 91%. A energia armazenada indica 47.054 MW mês e a energia natural afluente computa 5.013 MW med, correspondendo a 46% da MLT. A hidrelétrica de Sobradinho marca 94,55%.
Brasil não pode mais ficar ‘refém’ de decisões arbitrárias da Opep, diz ministro de Minas e Energia

Organização anunciou corte na produção diária de petróleo de maio até o fim de 2023 O Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta segunda-feira, 3, que o Brasil não pode mais ficar “refém” de decisões arbitrárias da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Silveira defendeu que o Brasil ocupe seu papel estratégico para reduzir o poder de influência de grandes produtores no mercado internacional. A declaração acontece logo após a Opep confirmar nesta segunda-feira que alguns de seus integrantes reduzirão sua oferta em 1,16 milhão de barris por dia a partir de maio e até o fim de 2023. “O Brasil não pode mais ficar refém das decisões arbitrárias da Opep de limitar a produção de petróleo. Devemos ocupar o papel estratégico que cabe ao nosso país, reduzindo o poder desses grandes produtores de influenciar, com tanta força, o mercado internacional”, escreveu em publicação no Twitter. O ministro disse que o Brasil poderá aumentar, nos próximos anos, a produção de petróleo com a exploração de novas fronteiras, incluindo a Margem Equatorial. Silveira também ressaltou que o governo também trabalha para proteger a população da volatilidade dos preços internacionais. “É prioridade para o governo do presidente Lula investir na modernização e ampliação do nosso parque de refino e fomentar ainda mais a utilização de biocombustíveis. Com isso, vamos diminuir drasticamente a dependência internacional dos derivados de petróleo”, afirmou.
Reservatórios chegam ao fim do período de chuvas com maior nível em 12 anos, diz ONS

Para especialistas, panorama atual é positivo para a operação do sistema e deixa o Operador em uma situação de conforto no período de estiagem. Os reservatórios de usinas hidrelétricas nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, que constituem a grande caixa d’água do sistema interligado nacional, devem encerrar a temporada de chuvas com o maior nível de armazenamento em 12 anos. De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), as represas no subsistema Sudeste/Centro-Oeste vão atingir 85,7% de sua capacidade máxima no dia 30 de de abril, momento em termina oficialmente o período úmido. Novas estimativas do ONS foram divulgadas na sexta-feira (31). Em 2021, quando o país enfrentou uma grave crise hídrica e precisou ligar praticamente todas as suas usinas térmicas para evitar um racionamento de energia, o volume útil dos reservatórios estava em menos da metade disso no fim de abril. Na mesma época do ano passado, o índice estava em 66,5%. Com a fartura de chuvas nos últimos meses, algumas hidrelétricas estão com o maior nível de armazenamento da história. O reservatório de Serra da Mesa (GO), que foi inaugurado no rio Tocantins em 1998, nunca esteve tão alto. No sábado (1), ele chegou a 79,3% da capacidade máxima. Em janeiro, pela primeira vez em mais de uma década, a hidrelétrica de Furnas (MG) abriu suas comportas para controlar o nível de água. A represa está praticamente cheia. No Nordeste, o quadro dos principais reservatórios é igualmente confortável. A usina de Sobradinho (BA), no rio São Francisco, alcançou quase 95% do volume útil neste fim de semana — bem diferente do que se viu em um passado recente. Em 2015, com a escassez de chuvas, ela ficou perto de entrar no volume morto. Para especialistas, o panorama atual é positivo para a operação do sistema e deixa o ONS em uma situação de conforto no período de estiagem, que vai de maio a outubro na maior parte do país. A conjuntura favorável, no entanto, pode mascarar algumas preocupações. Um relatório do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), coordenado pelo economista Adriano Pires, mostra que a capacidade de armazenamento nas hidrelétricas para atender à demanda de energia no sistema interligado diminuiu pela metade desde o começo do século. Os cálculos do CBIE indicam que em 2001, com todos os reservatórios cheios, as hidrelétricas conseguiriam suprir o abastecimento do país por exatos 7,0 meses. Hoje, com as represas plenas de água, o armazenamento é suficiente para gerar energia aos consumidores nacionais por apenas 3,6 meses. Nas últimas duas décadas, as maiores hidrelétricas que saíram do papel foram construídas sem grandes reservatórios, por restrições ambientais. Elas são chamadas de usinas a fio d’água, por aproveitarem a alta vazão dos rios nos períodos de chuvas, mas sem a capacidade de armazenar volumes significativos durante a estiagem. É o caso dos projetos de Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira (RO), e de Belo Monte, no rio Xingu (PA). De acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), estatal de planejamento vinculada ao Ministério de Minas e Energia, 80 de cada 100 megawatts (MW) em nova capacidade de geração contratada nos próximos dez anos virão de fonte eólica ou solar. Para o CBIE, tudo isso tem tornado o sistema elétrico brasileiro “altamente dependente de variáveis climáticas exógenas como hidrologia, velocidade dos ventos e níveis de irradiação solar”. Adriano Pires defende a ideia de que, para reduzir a dependência de fontes renováveis e intermitentes, o Brasil precisa apostar mais fortemente em usinas térmicas — preferencialmente a gás natural, o menos poluente dos combustíveis fósseis. Na avaliação dele, isso garantirá confiabilidade e segurança ao sistema.