25 anos de experiência no mercado de energia

Leilão de Energia: SC e PR lideram com 35% dos projetos e 25% de toda potência a ser instalada.

​(da REDAÇÃO) 13.02.25 (www.enercons.com.br) Foi concluído, em 07/02/2025, o cadastramento dos projetos hidrelétricos para participação de Compra de Energia Elétrica Provenientes de Novos Empreendimentos de Geração, denominado Leilão de Energia Nova “A-5” de 2025. Anunciado pelo Ministério de Minas e Energia por meio da Portaria Normativa nº 95/GM/MME/2024, o Leilão está previsto para ocorrer em 25 de julho de 2025.  Santa Catarina e Paraná se destacam mais uma vez no cenário nacional de energia renovável e permanente, liderando em número de projetos e potência instalada. Com 35% dos empreendimentos e 25% da capacidade total a ser adicionada ao sistema, esses estados consolidam sua posição estratégica na matriz energética brasileira pois esta necessita de cada vez mais fontes permanentes para completar a energia que as solares e eólicas deixam de entregar durante a noite e durante dias nublados, chuvosos ou sem vento. “Caso contrário, o Brasil invés de reduzir as emissões do setor elétrico, irá continuar sujando cada vez mais sua matriz ao depender de termelétricas nesses períodos de redução da geração eólica e solar, que são intermitentes”, explica Ivo Pugnaloni, CEO do Grupo ENERCONS. Paraná e Santa Catarina na atração de Investimentos em PCH Diversos fatores contribuem para essa liderança, entre eles o fato de que ambos os estados possuem condições geográficas e climáticas propícias para a geração de energia hidrelétrica. Além disso os governos estaduais têm promovido incentivos fiscais, desburocratização de processos e parcerias com o setor privado para atrair investimentos. A proximidade com grandes centros consumidores e um sistema de transmissão relativamente bem estruturado facilitam a viabilidade de novos projetos. Empresas do setor de energia renovável têm priorizado essas regiões devido à previsibilidade regulatória e à disponibilidade de mão de obra qualificada. Números provam que existem projetos prontos. Foram cadastrados 225 projetos, incluindo PCH, CGH e UHE menores que 50 MW, totalizando uma capacidade instalada de 2.884 MW. O montante representa um recorde de potência e projetos hidrelétricos dessas categorias cadastrados em Leilões de Energia Nova, volume supera a marca do leilão A-5 de 2022, em que foram cadastrados 90 projetos (1.516 MW).  Dos projetos cadastrados neste ano, 173 são PCHs, somando 2.487 MW, seguido por CGHs com 45 projetos e 128 MW, e hidrelétricas com sete projetos, um total de 269 MW. “Os números provam que ao contrário do que pensa e tenta provar a concorrência, às vezes convencendo o Governo Federal e à mídia, a fonte de energia principal do Brasil continua a ser a mais barata, mais limpa, mais renovável e mais permanente: a hidrelétrica!”, comenta Pugnaloni, fundador da ABRAPCH e seu primeiro presidente. Características do Leilão de Energia Nova 2025  O certame prevê a contratação de energia para entrega em 1º de janeiro de 2030 e é voltado para contratação de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), centrais geradoras hidrelétricas (CGHs), hidrelétricas com potência igual ou inferior a 50 MW e a ampliação de empreendimentos do tipo. Conforme portaria publicada pelo Ministério de Minas e Energia (MME), os contratos do próximo leilão serão de 20 anos e deverão ser negociados, no mínimo, 30% da energia habilitada desses empreendimentos de geração. O preço máximo do edital, que será elaborado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), será equivalente ao preço-teto de PCHs do leilão A-6 de 2019, que atualizados chegam a R$ 380,00/MWh. ENERCONS cadastra duas PCH ESG   O grupo Enercons cadastrou duas pequenas hidrelétricas ESG (Environmental, Social, and Governance) no leilão de energia da ANEEL. Mas também aposta nas micro hidrelétricas em GD como “back up” das solares. Em ambas há previsão de instalações de piscicultura e fruticultura conjugadas, para serem operadas em cooperação com os produtores da agricultura familiar da região.

Sem novas hidrelétricas, Inteligência Artificial vai exigir, à noite e madrugada, triplicar geração a base de petróleo, carvão, gás e urânio

Impacto ambiental da IA generativa em cinco números O avanço da inteligência artificial (IA) generativa é acompanhado por preocupações crescentes sobre seu impacto ambiental, um dos principais temas de uma cúpula internacional sobre esta tecnologia que acontecerá neste mês em Paris. A seguir, cinco números que mostram este impacto: 1. Consumo dez vezes maior que o Google Cada pesquisa no ChatGPT, o chatbot da OpenAI que pode gerar todos os tipos de conteúdo com uma simples solicitação, consome 2,9 Wh de eletricidade. Isso é 10 vezes superior ao gasto de uma pesquisa no Google, de acordo com a Agência Internacional de Energia (IEA). Atualmente, a OpenAI reivindica 300 milhões de usuários semanais, com cerca de um bilhão de solicitações enviadas diariamente. Além do ChatGPT, que popularizou a IA generativa com seu lançamento em 2022, há uma grande variedade de bots de conversação. Só na França, por exemplo, quase 70% dos jovens de 18 a 24 anos relatam usar essa tecnologia, segundo uma pesquisa do instituto de pesquisa Ifop. 2. 3% do consumo de eletricidade em 2030 Os data centers, que armazenam as informações e fornecem a enorme capacidade de computação exigida pela IA, estão no centro dessa tecnologia. Em 2023, estas infraestruturas digitais foram responsáveis por quase 1,4% do consumo global de eletricidade, de acordo com um estudo da Deloitte. Com o rápido crescimento do uso, o número pode chegar a 3% dos gastos globais até 2030, cerca de 1.000 TWh, o consumo anual combinado da França e da Alemanha, diz a consultoria. Enquanto isso, a AIE prevê um aumento de mais de 75% na demanda de eletricidade desses centros entre 2022 e 2026, impulsionado pela IA e pelas criptomoedas. Nesse ritmo, 40% dos data centers dedicados à inteligência artificial não receberão fornecimento de energia suficiente até 2027, de acordo com um estudo da empresa norte-americana Gartner. 3. 300 toneladas de CO2 O treinamento de um grande modelo de linguagem de IA gera cerca de 300 toneladas de CO2, o equivalente a 125 voos de ida e volta entre Nova York e Pequim, estimaram pesquisadores da universidade americana Massachusetts Amherst em 2019. Os especialistas de Oxford chegaram a uma conclusão semelhante em 2021, calculando que uma única sessão de treinamento do GPT-3, o modelo OpenAI que sustenta o ChatGPT, produziu 224 toneladas de CO2. E para progredir, as empresas precisam treinar milhares de modelos. No entanto, é difícil avaliar com precisão as emissões de gases de efeito estufa causadas pela IA generativa. Especialistas e instituições internacionais reclamam que as informações sobre as condições de fabricação desses modelos e sobre os data centers são escassas e que há uma falta de regras de medição globais. 4. 6,6 bilhões de metros cúbicos de água até 2027 A operação de data centers requer sistemas de resfriamento com uso intensivo de água. Por exemplo, o GPT-3 consome cerca de meio litro de água para gerar entre 10 e 50 respostas, de acordo com uma estimativa conservadora feita por pesquisadores da Universidade da Califórnia Riverside e da Universidade do Texas Arlington. Seu estudo publicado em 2023 estimou que o crescimento da demanda de IA exigirá o consumo de 4,2 a 6,6 bilhões de metros cúbicos de água em 2027, o que representa de quatro a seis vezes o consumo anual da Dinamarca. 5. 2.600 toneladas de lixo eletrônico A tecnologia também gerou 2.600 toneladas de lixo eletrônico em 2023, como placas gráficas, servidores ou cartões de memória, de acordo com um estudo publicado na revista científica Nature Computational Science. O número pode aumentar para 2,5 milhões de toneladas até 2030, uma quantidade equivalente a 13,3 bilhões de smartphones, de acordo com esse estudo. Além disso, os servidores e chips de computador necessários para desenvolver a IA envolvem o uso de metais raros, cuja extração intensiva, especialmente na África, é realizada por meio de processos poluentes, observa a Agência Francesa de Transição Ecológica.

Estudo defende que IA torna cognição humana atrofiada e “desesperada”

Um novo estudo conduzido por pesquisadores da Microsoft e da Carnegie Mellon University aponta que a crescente dependência de ferramentas de inteligência artificial (IA) no ambiente de trabalho pode levar à diminuição do pensamento crítico entre os profissionais. Segundo os pesquisadores, essa falta de exercício cognitivo pode resultar na “atrofia” das habilidades de julgamento e análise, tornando os trabalhadores menos preparados para lidar com situações inesperadas. A pesquisa foi realizada com 319 trabalhadores do conhecimento, que compartilharam 936 relatos sobre como utilizam IA generativa em suas atividades diárias. Os participantes também responderam a questionários sobre o nível de confiança nas ferramentas de IA, sua capacidade de avaliar as respostas geradas e a habilidade de executar as tarefas sem o uso dessas tecnologias. Dependência da IA e a perda de diversificação nas respostas Os resultados mostraram que, quanto maior a confiança dos usuários na IA para desempenhar determinada função, menor era sua percepção de envolvimento no pensamento crítico. Em contrapartida, quando havia desconfiança em relação à precisão da IA, os trabalhadores demonstravam um maior esforço cognitivo para avaliar e aprimorar as respostas obtidas. Outra descoberta relevante foi que os usuários que utilizam IA generativa tendem a produzir respostas menos diversificadas para uma mesma tarefa, em comparação com aqueles que não recorrem à tecnologia. Isso sugere uma redução na capacidade de julgamento crítico e na análise contextual das informações geradas. O estudo também revelou que o nível de pensamento crítico empregado pelos profissionais varia conforme o contexto de trabalho. Em ambientes de alta pressão ou onde erros podem ter consequências graves, como na área da saúde, os usuários são mais cautelosos ao validar as respostas da IA. Por outro lado, tarefas rotineiras ou de baixo risco são mais propensas à automatização completa, sem revisão crítica. IA: ferramenta de apoio ou substituição da cognição humana? Embora as descobertas possam sugerir que a IA esteja “emburrecendo” os usuários, os pesquisadores destacam que essa não é uma preocupação nova. Ao longo da história, diversas tecnologias foram criticadas por seu impacto na cognição humana, desde a escrita, contestada por Sócrates, até a internet e as calculadoras. No entanto, o problema não está no uso da tecnologia em si, mas na forma como ela é integrada ao dia a dia. Para mitigar os efeitos negativos, os especialistas sugerem o desenvolvimento de ferramentas de IA que incentivem ativamente o pensamento crítico. Isso pode incluir funcionalidades como explicações sobre os processos de tomada de decisão da IA, sugestões de refinamento das respostas e mecanismos para validação cruzada de informações com fontes confiáveis. O estudo da Microsoft e da Carnegie Mellon University alerta para a importância de equilibrar o uso da IA com a manutenção das habilidades cognitivas humanas. Embora a automação possa aumentar a eficiência no trabalho, é essencial garantir que os profissionais continuem exercitando seu pensamento crítico e sua capacidade de análise para evitar a dependência excessiva dessas ferramentas.

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