Entenda o que provocou a morte de 1,1 milhão de peixes em reservatório no Paraná

Caso aconteceu na semana passada, quando falha de energia interrompeu funcionamento dos aeradores A morte de cerca de 1,1 milhão de peixes no Oeste do Paraná, na última semana, foi provocada por falhas no fornecimento de energia elétrica que interromperam o funcionamento dos aeradores, levando à queda do oxigênio dissolvido na água e à asfixia dos animais. Em sistemas de piscicultura intensiva, como os utilizados na região, a interrupção da energia pode comprometer rapidamente a oxigenação da água. Segundo Giovanni Vitti Moro, pesquisador da Embrapa Pesca e Aquicultura, “sem energia e sem aeradores, o risco de perda é muito alto, porque o peixe depende de oxigênio na água”. Moro adverte que, quanto mais próximo do ciclo final de produção, ou seja, mais perto do abate, o consumo de oxigênio no viveiro aumenta, devido ao alto índice de biomassa dos peixes. Em tanques-redes ou escavados, a piscicultura intensiva, com foco na alta produtividade, e que é caracterizada pela alta densidade de estocagem de peixes, depende de alguns fatores para manter os ambientes controlados e a produção estimada. O pesquisador explica que os viveiros escavados e de alta densidade são mais dependentes de energia elétrica e precisam dos aeradores funcionando, principalmente no período noturno. “Durante o dia, as algas fazem a fotossíntese e produzem oxigênio. Já à noite, além dos peixes, há esses organismos consumindo oxigênio na água”, explica. Nesse caso, o alerta é para o esgotamento do oxigênio dissolvido na água, o que pode levar à morte dos peixes. Moro aponta como fundamental viabilizar ferramentas para medidas de emergência a fim de evitar que, em casos de queda ou falha na rede de energia elétrica, haja perdas significativas. Entre as recomendações do pesquisador está manter na propriedade geradores de energia a combustível e aeradores de emergência: “São formas de evitar de perder o lote inteiro”. A produção aquícola depende de eletricidade em várias etapas, mas a principal delas é o funcionamento dos aeradores, equipamentos que incorporam oxigênio dissolvido na água e promovem a circulação dos viveiros. A Embrapa preconiza que os aeradores são cruciais para evitar a mortalidade por asfixia, principalmente no período da noite, e permitem altas densidades de peixes, aumentando a produtividade e também o bem-estar animal. Moro sugere ainda a adoção de soluções como aplicativos para automação e monitoramento de painéis elétricos e disjuntores, assim como sensores e sistemas digitais para operações de aquicultura, que analisam a qualidade da água em tempo real. “Esses tipos de equipamentos emitem alertas, o que permite ao piscicultor tomar medidas rápidas para evitar a perda dos animais, como a despesca se o lote estiver na etapa final de produção”, explica. O especialista indica também, quando possível, a implantação de sistemas de placas solares para manter a energia da propriedade. Para ele, sem opções para tomar alguma medida de emergência nos momentos de queda de energia, o risco de perda é muito alto. “Principalmente no fim do ciclo, com um volume maior de biomassa no viveiro e um grande número de peixes consumindo oxigênio na água”, adverte. Prejuízo milionário Na última quinta-feira (26/2), cerca de 1,1 milhão de peixes, que estavam prontos para o abate, morreram devido a falhas na energia elétrica nos reservatórios do piscicultor Paulo Michelon, de Tupãssi, no Oeste do Paraná. Segundo ele, mais de 900 mil quilos de tilápia foram perdidos, e o prejuízo estimado é de mais de R$ 9 milhões. O produtor atua de maneira independente e comentou que não há seguro para esse tipo de perda. Nesta segunda-feira (2/3), o trabalho de recolhimento dos animais mortos estava em fase final na propriedade. A morte dos peixes aconteceu quando equipamentos da rede elétrica queimaram, paralisando o funcionamento dos aeradores e comprometendo a oxigenação da água. Michelon ressalta que estava enfrentando oscilações na geração de energia desde o início do ano e protocolou várias solicitações para o restabelecimento de energia junto à Companhia Paranaense de Energia (Copel), empresa responsável pela distribuição. O piscicultor tem gerador de energia, porém, o equipamento teve a placa de controle queimada devido a oscilações da rede elétrica. Ainda assim, a substituição foi imediata, relata, sem no entanto evitar o dano. O produtor já havia entrado com um pedido na Justiça, que determinou, no dia anterior à morte dos peixes, que a Copel tomasse providências, em 48 horas, para a regularização do fornecimento de energia elétrica na propriedade, sob pena de multa diária de R$ 2 mil, limitada a R$ 60 mil inicialmente. Por meio de nota, a Copel informou que a ação judicial tramita em segredo de Justiça e que ainda não foi intimada sobre a decisão mencionada. “Assim que for oficialmente notificada, a companhia analisará o teor da determinação e adotará todas as providências cabíveis”, informa a empresa. Michelon disse à reportagem, nesta segunda-feira, que foi informado por funcionários que a Copel “deu uma vistoriada” na propriedade. “Mas diretamente comigo ainda não foi feito contato para sabermos como iremos proceder”, comentou. Situação recorrente, segundo a Faep O Sistema Faep publicou, nesta segunda-feira (2/2), texto com vários casos de produtores rurais paranaenses que tiveram perdas na produção devido à queda da energia elétrica nos últimos anos. “Essas situações de falta de energia e perdas dentro da porteira se tornaram recorrentes no meio rural, com o prejuízo sempre ficando com o produtor rural. Isso é inadmissível. A Copel precisa achar uma solução o quanto antes”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. Um dos casos citados pelo Sistema Faep é o do avicultor Pedro Riffel, de Marechal Cândido Rondon, que enfrentou oscilações no fornecimento de energia elétrica que sobrecarregaram o sistema do gerador. Com as quedas e variações, o equipamento demorou a acionar, resultando na morte de 800 frangos, em fevereiro do ano passado. “Os frangos seriam entregues no dia seguinte, pois já estavam prontos. Mas, quando ficam sem ventilação, é questão de minutos para morrerem”, relembra Riffel.
Instalação de três réguas físicas marca avanço na implantação de estação hidrometeorológica na ponte da ERS-130 sobre o Rio Forqueta

A empresa MKS realizou, nesta segunda-feira (2), a instalação de três réguas físicas na base da ponte sobre o Rio Forqueta, na ERS-130, entre Lajeado e Arroio do Meio. As réguas servem para medição do nível da água. Cada uma das réguas possui 1 metro de comprimento. Duas delas foram instaladas rente ao leito do rio, enquanto a outra foi anexada à base da ponte. Todas foram instaladas na margem que pertence a Lajeado. Novas réguas deverão ser fixadas no futuro. A projeção é de que sejam instaladas 27 réguas ao todo, de modo a cobrir uma viga da ponte. Para isso, será preciso o serviço de um alpinista. A medição das réguas é feita com base no nível do mar. Assim, conforme medição realizada pelas equipes da empresa instaladora, a ponte está na altura de 43,23 metros acima do nível do mar. As réguas compõem a futura estação hidrometeorológica que será instalada na ponte sobre o Rio Forqueta. No mês de fevereiro, houve uma tentativa de instalar a estação. A estrutura da ponte, no entanto, não comportou o equipamento, obrigando a empresa a reformular o planejamento. A estação deve ser concluída até o final de março, uma vez que existe um desejo por parte do governador Eduardo Leite de que as estações estejam prontas até o final do mês Com investimento de R$ 47,175 milhões, a iniciativa faz parte das ações do Plano Rio Grande e garante a implantação e a operação dos novos equipamentos. Serão 113 estações hidrológicas, com sensores de nível e precipitação, e outras 17 hidrometeorológicas, que contam com sensores de velocidade e direção do vento, umidade, pressão atmosférica, temperatura e precipitação. No Vale do Taquari, está havendo a instalação de estações nos municípios de Muçum, Teutônia, Imigrante, Canudos do Vale e Travesseiro, além de duas no município de Encantado (uma delas na divisa com Roca Sales). Nos trabalhos desta segunda-feira, três funcionários da MKS estiveram envolvidos. As placas foram milimetricamente posicionadas a partir da aferição de um equipamento chamado “estação total”, instrumento topográfico que calcula distâncias inclinadas e ângulos com alta precisão.
Após 2,5 toneladas retiradas sem cobrar por quilo, pesqueiro de SC quer remover mais tilápia

quem fisgar tilápia pode levar para casa — sem limite de peso e sem pagar por quilo. A ação de um pesqueiro em Guatambu, no Oeste de Santa Catarina, já resultou na retirada de 2,5 toneladas da espécie e deve continuar nos próximos dias. expectativa agora é remover mais 1,5 tonelada, conforme a procura dos pescadores. A proposta, considerada inusitada e estratégica, tem atraído praticantes da pesca esportiva de toda a região. Do tanque à mesa: liberação da tilápia já rendeu mais de 200 kg a pescador do OesteFoto: Arquivo pessoal/ND Mais Quem fisgar tilápia pode levar para casa — sem limite de peso e sem pagar por quilo. A ação de um pesqueiro em Guatambu, no Oeste de Santa Catarina, já resultou na retirada de 2,5 toneladas da espécie e deve continuar nos próximos dias. A expectativa agora é remover mais 1,5 tonelada, conforme a procura dos pescadores. A proposta, considerada inusitada e estratégica, tem atraído praticantes da pesca esportiva de toda a região. no Pesqueiro Paiol Santa Madre, o modelo é simples: o cliente paga apenas a diária da pesca esportiva e pode levar as tilápias fisgadas sem custo adicional pelo peso. Diferente do sistema tradicional “pesque e pague”, em que o peixe é cobrado por quilo, durante o período de liberação não há limite de retirada da espécie. pesqueiro fica no Distrito de Fazenda Zandavalli, com acesso pela SC-283, e oferece estrutura com cadeiras, lixeiras, internet e iluminação para pesca noturna. Vale a pena? Conta fecha rápido Apesar de não ser totalmente gratuita — é preciso pagar a diária — a conta costuma compensar. O quilo da tilápia custa, em média, R$ 25. Ou seja, ao pescar cerca de 3 kg, o valor investido na diária já se paga. Alguns pescadores relatam que, com as técnicas adequadas, é possível fisgar até 30 quilos em um único dia.
Água reaparece em rio após 8 meses de seca no PI e vídeo encanta as redes

Como um verdadeiro milagre, um vídeo que viralizou mostra como a água reaparece e volta a correr pelo leito do Rio Boa Vista, no Sul do Piauí, após oito meses de estiagem. O momento foi registrado por moradores do povoado Peixe, zona rural de Massapê do Piauí. As imagens mostram o avanço do volume de água pelo leito seco do rio, depois das chuvas registradas nos últimos dias na região. O fluxo não era visto desde o início do período de seca que atingiu o município e outras cidades do entorno. O retorno do fluxo ocorre após acumulados recentes de chuva no Sul do estado, especialmente em municípios como Simões, apontado por moradores como possível origem da água que desceu até Massapê do Piauí. Meses de estiagem O Rio Boa Vista estava com o leito seco há aproximadamente oito meses. A estiagem afetou comunidades rurais, a agricultura familiar e o abastecimento de água em Massapê do Piauí. Durante o período, a redução do volume nos reservatórios exigiu medidas emergenciais por parte do poder público. A prefeitura informou que realizou ações como limpeza e recuperação de barreiros e açudes, além de buscar parcerias institucionais para garantir segurança hídrica. A volta do fluxo foi percebida inicialmente por moradores do povoado Peixe, que acompanharam a chegada da água ao longo da manhã. O vídeo mostra o momento em que o leito começa a ser preenchido novamente. Chuvas em municípios vizinhos contribuíram De acordo com Rafael Coutinho, autor das imagens, a água que aparece no vídeo teria origem no município de Simões, que vem registrando volume expressivo de chuvas nos últimos dias. Segundo ele, o aumento das precipitações na região teria contribuído para a retomada do curso natural do rio até alcançar o território de Massapê do Piauí. O regime de chuvas em cidades vizinhas costuma influenciar diretamente o nível de rios interligados na região. Quando há aumento consistente de precipitação nas cabeceiras, o reflexo pode ser percebido dias depois nos municípios localizados mais abaixo no percurso. Nota da Prefeitura Em nota oficial, a Prefeitura de Massapê do Piauí confirmou a chegada das águas ao Rio Boa Vista no povoado Peixe e destacou o impacto do período de seca enfrentado recentemente. O comunicado informa que o município atravessou um dos momentos mais críticos dos últimos anos, com redução dos reservatórios, prejuízos à agricultura familiar e dificuldades no abastecimento hídrico. A gestão municipal afirma que adotou medidas emergenciais e reforçou o planejamento para enfrentar a estiagem. Ainda segundo a prefeitura, o período chuvoso será acompanhado com monitoramento das condições climáticas e das áreas ribeirinhas. O objetivo é aproveitar a recomposição dos reservatórios para fortalecer a segurança hídrica do município.