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Cooperativas debatem energias renováveis em seminário do Sistema Ocemg

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Evento reuniu mais de 300 cooperativistas de Minas para discutir o panorama e as perspectivas futuras sobre as energias renováveis

As cooperativas têm mostrado capacidade de desenvolver e compartilhar energia renovável, processo que ajuda a mitigar as mudanças climáticas. É o que aponta o Ponto Focal para Cooperativas da Organização das Nações Unidas (ONU), AdrewAllimadi, durante o IV Seminário de Energias Renováveis, promovido pelo Sistema Ocemg, nesta semana, em Belo Horizonte.

O evento reuniu mais de 300 cooperativistas de Minas Gerais para discutir o panorama e as perspectivas futuras sobre as energias renováveis em Minas, no Brasil e no mundo.

Durante sua apresentação, Allimadi destacou o compromisso ambiental e social das ações das cooperativas com a mitigação das mudanças climáticas. “As cooperativas ao redor do mundo têm mostrado a capacidade de desenvolver e compartilhar energia renovável. Investir em energias limpas não só ajuda a reduzir o aumento da temperatura global, mas também oferece uma oportunidade para criar riqueza, combater a fome e a pobreza”, afirmou.

Com uma trajetória de 17 anos nas Nações Unidas, Allimadi desempenha um papel essencial na assessoria de governos para o desenvolvimento de políticas cooperativistas. Durante o seminário, ele também ressaltou a importância de expandir a educação sobre cooperativismo, desde o nível primário até o ensino superior, como parte das ações globais para cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). “Educar sobre cooperativas desde cedo cria uma mentalidade sustentável para as futuras gerações e amplia o movimento cooperativista pelo mundo”, explicou.

“O modelo cooperativista opera de maneira diferente, oferecendo alternativas sustentáveis que podem transformar economias e comunidades. Se conseguirmos expandir esse movimento, teremos uma mudança global significativa”, concluiu Allimadi.

Futuro

Em 2025, a ONU celebra o Ano Internacional das Cooperativas, com medidas globais de apoio e incentivo para que seus 195 países-membros fortaleçam a atuação de cooperativas em suas realidades locais. Serão promovidas ações de cooperação técnica e transferência de conhecimento e uma forte inserção dos representantes das cooperativas em instâncias de tomada de decisão em contextos nacionais, regionais e internacionais.

Comentário do Engenheiro e CEO da ENERCONS Ivo Pugnaloni

Para o CEO da ENERCONS, engenheiro eletricista Ivo Pugnaloni, a carga no sistema elétrico que essa nova unidade industrial vai acrescentar não poderá ser sustentada por geração solar, altamente influenciada por dias nublados, chuvosos e pelo inexorável horário depois das 16 horas, quando o sol vai se pondo. “Só fontes hidrelétricas ou termelétricas podem suprir cargas como essa, pois são permanentes. Resta saber se o Ministério de Minas e Energia vai preferir gerar energia elétrica com água nacional, ou com derivados de petróleo importados, caríssimos e poluentes” comentou.

Pugnaloni lamentou estar ainda paralisada nas assessorias do MME , há três anos, a precificação das externalidades ( benefícios e prejuízos adicionais ao meio ambiente) de cada fonte. “Talvez seja a ação dos poderosos “lobbies” aos quais se referiu o próprio ministro Silveira na sua excelente entrevista à CNN, semana passada”, disse o executivo que foi diretor de planejamento da COPEL , concessionária do Paraná.

“Não há como negar que as assessorias do MME estarão fazendo o governo incorrer em grave risco de judicialização caso o Leilão de Reserva de Capacidade não venha a atender ao artigo 26, parágrafo 1-G que determina que todos os benefícios ambientais e de garantia de fornecimento sejam considerados, nos certames como esse, que envolvem centenas de bilhões de reais em energia elétrica, disse ele.

“Vejam leitores o que diz a Lei 9784/99 Art. 26 § 1º-G. “O Poder Executivo federal definirá diretrizes para a implementação, no setor elétrico, de mecanismos para a consideração dos benefícios ambientais, em consonância com mecanismos para a garantia da segurança do suprimento e da competitividade, no prazo de 12 (doze) meses, contado a partir da data de publicação deste parágrafo. Se isso não aconteceu, o MME corre o risco de um mandado de segurança interromper todo esse processo de compra enorme, pois a data de publicação deste parágrafo foi 01.03.21. E quem aviusa, geralmente, amigo é”, adendou.

“O atual governo brasileiro precisa entender, de uma vez por todas, que não basta geração solar e eólica para fazer a transição energética, pois elas são fontes intermitentes. Param de uma hora para a outra de produzir. Essas duas fontes são muito boas, mas tem esse grave defeito. Sem novas hidrelétricas para completar a geração faltante da solar e eólica a cada momento, a nossa matriz vai ter que usar cada vez mais termelétricas que já são, graças às manobras desses lobbies, mais de 37% da capacidade instalada do Brasil”, concluiu preocupado Ivo Pugnaloni.

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