25 anos de experiência no mercado de energia

Entenda o que provocou a morte de 1,1 milhão de peixes em reservatório no Paraná

Entenda o que provocou a morte de 1,1 milhão de peixes em reservatório no Paraná

Entenda o que provocou a morte de 1,1 milhão de peixes em reservatório no Paraná

Entenda o que provocou a morte de 1,1 milhão de peixes em reservatório no Paraná

Entenda o que provocou a morte de 1,1 milhão de peixes em reservatório no Paraná

Entenda o que provocou a morte de 1,1 milhão de peixes em reservatório no Paraná

Entenda o que provocou a morte de 1,1 milhão de peixes em reservatório no Paraná

Entenda o que provocou a morte de 1,1 milhão de peixes em reservatório no Paraná

Entenda o que provocou a morte de 1,1 milhão de peixes em reservatório no Paraná

Entenda o que provocou a morte de 1,1 milhão de peixes em reservatório no Paraná

Caso aconteceu na semana passada, quando falha de energia interrompeu funcionamento dos aeradores

A morte de cerca de 1,1 milhão de peixes no Oeste do Paraná, na última semana, foi provocada por falhas no fornecimento de energia elétrica que interromperam o funcionamento dos aeradores, levando à queda do oxigênio dissolvido na água e à asfixia dos animais.

Em sistemas de piscicultura intensiva, como os utilizados na região, a interrupção da energia pode comprometer rapidamente a oxigenação da água. Segundo Giovanni Vitti Moro, pesquisador da Embrapa Pesca e Aquicultura, “sem energia e sem aeradores, o risco de perda é muito alto, porque o peixe depende de oxigênio na água”.

Moro adverte que, quanto mais próximo do ciclo final de produção, ou seja, mais perto do abate, o consumo de oxigênio no viveiro aumenta, devido ao alto índice de biomassa dos peixes.

Em tanques-redes ou escavados, a piscicultura intensiva, com foco na alta produtividade, e que é caracterizada pela alta densidade de estocagem de peixes, depende de alguns fatores para manter os ambientes controlados e a produção estimada.

O pesquisador explica que os viveiros escavados e de alta densidade são mais dependentes de energia elétrica e precisam dos aeradores funcionando, principalmente no período noturno.

“Durante o dia, as algas fazem a fotossíntese e produzem oxigênio. Já à noite, além dos peixes, há esses organismos consumindo oxigênio na água”, explica. Nesse caso, o alerta é para o esgotamento do oxigênio dissolvido na água, o que pode levar à morte dos peixes.

Moro aponta como fundamental viabilizar ferramentas para medidas de emergência a fim de evitar que, em casos de queda ou falha na rede de energia elétrica, haja perdas significativas.

Entre as recomendações do pesquisador está manter na propriedade geradores de energia a combustível e aeradores de emergência: “São formas de evitar de perder o lote inteiro”.

A produção aquícola depende de eletricidade em várias etapas, mas a principal delas é o funcionamento dos aeradores, equipamentos que incorporam oxigênio dissolvido na água e promovem a circulação dos viveiros.

A Embrapa preconiza que os aeradores são cruciais para evitar a mortalidade por asfixia, principalmente no período da noite, e permitem altas densidades de peixes, aumentando a produtividade e também o bem-estar animal.

Moro sugere ainda a adoção de soluções como aplicativos para automação e monitoramento de painéis elétricos e disjuntores, assim como sensores e sistemas digitais para operações de aquicultura, que analisam a qualidade da água em tempo real.

“Esses tipos de equipamentos emitem alertas, o que permite ao piscicultor tomar medidas rápidas para evitar a perda dos animais, como a despesca se o lote estiver na etapa final de produção”, explica. O especialista indica também, quando possível, a implantação de sistemas de placas solares para manter a energia da propriedade.

Para ele, sem opções para tomar alguma medida de emergência nos momentos de queda de energia, o risco de perda é muito alto. “Principalmente no fim do ciclo, com um volume maior de biomassa no viveiro e um grande número de peixes consumindo oxigênio na água”, adverte.

Prejuízo milionário

Na última quinta-feira (26/2), cerca de 1,1 milhão de peixes, que estavam prontos para o abate, morreram devido a falhas na energia elétrica nos reservatórios do piscicultor Paulo Michelon, de Tupãssi, no Oeste do Paraná.

Segundo ele, mais de 900 mil quilos de tilápia foram perdidos, e o prejuízo estimado é de mais de R$ 9 milhões. O produtor atua de maneira independente e comentou que não há seguro para esse tipo de perda.

Nesta segunda-feira (2/3), o trabalho de recolhimento dos animais mortos estava em fase final na propriedade. A morte dos peixes aconteceu quando equipamentos da rede elétrica queimaram, paralisando o funcionamento dos aeradores e comprometendo a oxigenação da água.

Michelon ressalta que estava enfrentando oscilações na geração de energia desde o início do ano e protocolou várias solicitações para o restabelecimento de energia junto à Companhia Paranaense de Energia (Copel), empresa responsável pela distribuição.

O piscicultor tem gerador de energia, porém, o equipamento teve a placa de controle queimada devido a oscilações da rede elétrica. Ainda assim, a substituição foi imediata, relata, sem no entanto evitar o dano.

O produtor já havia entrado com um pedido na Justiça, que determinou, no dia anterior à morte dos peixes, que a Copel tomasse providências, em 48 horas, para a regularização do fornecimento de energia elétrica na propriedade, sob pena de multa diária de R$ 2 mil, limitada a R$ 60 mil inicialmente.

Por meio de nota, a Copel informou que a ação judicial tramita em segredo de Justiça e que ainda não foi intimada sobre a decisão mencionada. “Assim que for oficialmente notificada, a companhia analisará o teor da determinação e adotará todas as providências cabíveis”, informa a empresa.

Michelon disse à reportagem, nesta segunda-feira, que foi informado por funcionários que a Copel “deu uma vistoriada” na propriedade. “Mas diretamente comigo ainda não foi feito contato para sabermos como iremos proceder”, comentou.

Situação recorrente, segundo a Faep

O Sistema Faep publicou, nesta segunda-feira (2/2), texto com vários casos de produtores rurais paranaenses que tiveram perdas na produção devido à queda da energia elétrica nos últimos anos.

“Essas situações de falta de energia e perdas dentro da porteira se tornaram recorrentes no meio rural, com o prejuízo sempre ficando com o produtor rural. Isso é inadmissível. A Copel precisa achar uma solução o quanto antes”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Um dos casos citados pelo Sistema Faep é o do avicultor Pedro Riffel, de Marechal Cândido Rondon, que enfrentou oscilações no fornecimento de energia elétrica que sobrecarregaram o sistema do gerador.

Com as quedas e variações, o equipamento demorou a acionar, resultando na morte de 800 frangos, em fevereiro do ano passado. “Os frangos seriam entregues no dia seguinte, pois já estavam prontos. Mas, quando ficam sem ventilação, é questão de minutos para morrerem”, relembra Riffel.

2025 - Enercons Consultoria

Desenvolvido por

LOGO TINGO 2024 BRANCO