25 anos de experiência no mercado de energia

Hidrelétricas reforçam atuação para recuperar espaço perdido no setor

Hidrelétricas reforçam atuação para recuperar espaço perdido no setor

Hidrelétricas reforçam atuação para recuperar espaço perdido no setor

Hidrelétricas reforçam atuação para recuperar espaço perdido no setor

Hidrelétricas reforçam atuação para recuperar espaço perdido no setor

Hidrelétricas reforçam atuação para recuperar espaço perdido no setor

Hidrelétricas reforçam atuação para recuperar espaço perdido no setor

Hidrelétricas reforçam atuação para recuperar espaço perdido no setor

Hidrelétricas reforçam atuação para recuperar espaço perdido no setor

Hidrelétricas reforçam atuação para recuperar espaço perdido no setor

Ex-secretaria-executiva do ministério de Minas e Energia, Marisete Pereira chega à Abrage para dar força política aos pleitos das usinas.

O segmento de geração hídrica foi buscar um nome com experiência dentro e fora do setor elétrico para tentar ter mais participação nos debates setoriais. A ex-secretária-executiva do Ministério de Minas e Energia, Marisete Pereira, assume a presidência da Associação Brasileira das Empresas Geradoras de Energia Elétrica (Abrage) com esse objetivo.

Com 18 anos de experiência no ministério e papel fundamental na privatização da Eletrobras, onde ocupa cadeira de conselheira, Pereira encontra um setor preocupado com questões como o desperdício de água nas usinas hidrelétricas, a sobreoferta de energia causada pela entrada de usinas eólicas e solares, o excesso de subsídios, a falta de reservatórios para armazenamento,
restrição para exportação de energia excedente a países vizinhos e leilões de reserva de capacidade.

No passado, a entidade era composta por empresas estatais; hoje, quase todas as associadas são empresas privadas com interesses distintos do que ocorria anteriormente. Ao Valor, Pereira diz que a reestruturação da entidade ocorre em momento em que se rediscute o papel das hidrelétricas no setor, a segurança do abastecimento e a transição energética.

“O modelo regulatório brasileiro foi estruturado com a predominância das hidrelétricas. Essas usinas representam cerca de 50% da capacidade instalada e com a expansão muito acentuada das eólicas e solares – as hidrelétricas garantiram a confiabilidade do sistema”, diz a executiva ao se referir à flexibilidade e serviços que usinas de energia prestam para garantir a
estabilidade do sistema elétrico (serviços ancilares).

O pleito da entidade é que as usinas sejam remuneradas por estes serviços prestados ao setor. O Projeto de Lei 414 tratava da modernização do setor elétrico discutia o atributo das fontes. Entretanto, o MME abandonou o projeto, fato que causou decepção no setor. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, prometeu apresentar ao Congresso nova proposta de reforma do setor,
mas isso ainda não aconteceu.

Silveira também abriu confronto com as geradoras hidrelétricas ao proibir que o Brasil mantivesse a exportação para Argentina e Uruguai. O envio do excedente gerado pela hidrelétricas para os países vizinhos foi a medida encontrada para diminuir o desperdício de energia das usinas no Brasil. Empresas como Eletrobras, Copel, Cemig, Engie, AES Brasil, Itaipu, entre outras, se posicionaram a favor. O ministro rebateu dizendo que seria “irresponsável” colocar em risco a segurança energética do Brasil em favor de outros países.

“Abrir novamente essas discussões com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e com o ministério é importante e vai sempre existir”, diz.

A executiva também se posiciona contra subsídios. Hoje, as fontes renováveis intermitentes, como eólica e solar, têm prioridade no despacho, uma vez que não podem ser armazenadas. Isso faz com que a geração das hidrelétricas esteja abaixo do ideal não por problemas de hidrologia, mas pela preferência das fontes não convencionais e a geração distribuída.

Caso o Congresso decida manter essas benesses dadas a alguns segmentos, Pereira defende que todos os consumidores paguem, ou seja, clientes do mercado livre e do mercado regulado.

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