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Data centers no Brasil seguem a lógica colonialista de exportação de commodities’, afirma especialista

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Data centers no Brasil seguem a lógica colonialista de exportação de commodities’, afirma especialista

O Brasil já possui – previstas ou instaladas – 200 grandes estruturas de data centers. Um destes mega data centers pode ser implantado em Eldorado do Sul, na Grande Porto Alegre, e será mais do que um imenso centro de dados. Está sendo denominado “uma cidade de data centers”.

São avanços inevitáveis dada a demanda pelos seus serviços no mundo altamente digitalizado de hoje. A questão, na verdade, é outra: quais são os riscos envolvidos neste tipo de empreendimento? Seguida de uma outra pergunta: estamos tomando todas as cautelas necessárias para isso? Ou estamos passando por cima das leis ambientais e da proteção das populações situadas no entorno da iniciativa? O que a instalação de data centers tem a ver com direitos humanos?

data center de Eldorado consumirá, na sua primeira etapa, energia igual a de uma cidade de seis milhões de habitantes, vale dizer, algo como o Rio de Janeiro. Nas fases seguintes, poderá atingir o equivalente ao consumo de uma megalópole de 15 milhões de habitantes. Estamos preparados para isso?

E ainda não falamos do torrencial volume de água imprescindível diariamente para refrigerar os equipamentos… E tampouco contamos que, pelo que se prevê, toda a população gaúcha pagará a conta, sofrendo um impacto na sua conta de luz.

É o tema deste podcast com a presença do pesquisador Atahualpa Blanchet, do Instituto de Estudos Avançados, da USP, autor do livro “Inteligência Artificial e o Futuro do Trabalho em Transformação”. E também do representante da Relatoria da Inteligência Artificial do Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH).

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