25 anos de experiência no mercado de energia

O potencial brasileiro na geração de empregos verdes

Seja pelo tamanho da economia, por ser rico em recursos naturais e biodiversidade ou por ser morada dos mais relevantes ecossistemas do planeta, o Brasil tem um incrível potencial para a geração dos chamados de trabalho verde. O Brasil é enorme e nós podemos alavancar o desenvolvimento nos próximos anos, com uma geração de emprego mais sustentável. Para se ter ideia, hoje o país já responde por 10% de todos os empregos verdes no mundo, ocupando a segunda colocação entre os maiores empregadores da indústria de biocombustíveis, solar, hidrelétrica e eólica. O mercado brasileiro perde apenas para a China, que tem 42% dos 12,7 milhões de postos de trabalho do planeta, segundo dados da Agência Internacional de Energia Renovável (Irena), compilados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A expectativa é de que, até 2030, as energias renováveis criem 38,2 milhões de empregos no mundo. Os cálculos consideram uma transição energética ambiciosa e a aceleração de novos investimentos para reduzir o aquecimento global do planeta. No Brasil, além da eólica e da solar, há a aposta no hidrogênio verde – área em que o país pode se tornar líder mundial – e no comércio do crédito de carbono. Esverdeando a economia brasileira Com todo o potencial de crescimento das fontes renováveis, colocar a sustentabilidade no centro dos negócios só trará benefícios para a nossa economia. No setor eólico, por exemplo, a energia offshore (em alto-mar) nem começou a ser explorada ainda, mas tem potencial de 700 mil megawatts. Cada megawatt de energia offshore gera 17 postos de trabalho ao longo de 25 anos de vida útil de um projeto. Na energia eólica convencional, em terra, esse número é um pouco menor: 11,7 empregos por megawatt instalado. A expectativa é de que, nos próximos dez anos, o setor acrescente no mínimo 3 mil novos megawatts por ano, o que significa cerca de 35 mil novos postos de trabalho anuais. No setor solar, hoje o que mais cresce no Brasil e no mundo, a geração de empregos em toda cadeia ultrapassou os 170 mil postos em 2021 e pode superar os 200 mil neste ano. Aliás, 60% dos empregos do setor vêm da instalação de sistemas – empregos de nível técnico, com renda média de dois salários mínimos e carteira assinada. Outros 40% vêm da fabricação de componentes, projetos, engenharia, administração, comercial, vendas e marketing. Há profissionais suficientes? O Brasil já é o país com maior taxa de contratação para emprego verde dentre as grandes economias da América Latina. Atualmente, dos 1,27 milhão de empregos verdes, 68% vêm da indústria de combustíveis sustentáveis e 14%, das usinas hídricas. Ainda assim, é possível detectar que há espaço para acelerar o crescimento dos empregos verdes no Brasil, como no caso de engenheiros especializados em painéis solares, e também de profissionais de outras áreas que se destaquem “enverdecendo” sua maneira de atuar. Por exemplo, um gerente de logística que traça rotas de entregas de produtos levando em conta as necessidades de diminuir a pegada de carbono. A qualidade da matriz energética, com quase 50% de energia renovável, e o potencial da economia verde podem alavancar o desenvolvimento do Brasil nos próximos anos. Para isso, será preciso melhorar os processos produtivos já existentes e criar novas funções ligadas à descarbonização e à sustentabilidade. Tudo isso requer profissionais qualificados, e o mercado de trabalho brasileiro, felizmente, já registra aumento dessa demanda e estamos diante da oportunidade de incrementar a demanda e a oferta de talento verde no nível requerido para alcançar os objetivos climáticos e de sustentabilidade.

Copel conecta Pirâmide da Caximba à rede neste domingo (26)

Previsão da prefeitura de Curitiba (PR) é de que a usina comece a gerar energia em março A Copel realiza neste domingo (26) a construção de uma nova rede de distribuição que vai viabilizar a energização da “Pirâmide Solar da Caximba”, projeto da Prefeitura Municipal de Curitiba que está sendo construído sobre o antigo aterro sanitário. Segundo a prefeitura, o empreendimento fotovoltaico conta com cerca de 8,6 mil painéis solares e, quando pronta, terá capacidade instalada de 4,55 MW. A nova usina vai injetar a energia gerada na rede da Copel e a previsão é de que a usina comece a gerar energia em março, entre as comemorações dos 330 anos de Curitiba. A Pirâmide faz parte de um conjunto de iniciativas do programa Curitiba Mais Energia, que inclui, ainda, a instalação de painéis no Palácio 29 de Março, no Salão de Atos do Parque Barigui e na Galeria das Quatro Estações, do Jardim Botânico. Além da CGH Nicolau Klüppel, que gera energia a partir da queda d’água do Parque Barigui. Para a próxima etapa do programa estão em fase inicial mais dois sistemas fotovoltaicos nos telhados dos terminais de ônibus do Santa Cândida (465 kWp) e Boqueirão (512 kWp). No Pinheirinho (925 kWp), a implantação está em fase final de licitação e deve começar em breve a concorrência para as obras na Rodoferroviária de Curitiba.

EUA anuncia fundo de US$ 27 bi para projetos de energia limpa

Fundo visa financiar projetos que colaborem para o combate às mudanças climáticas O governo dos Estados Unidos deu mais um grande passo na substituição de combustíveis fósseis por energia limpa, uma das bandeiras do governo do democrata Joe Biden. No último dia 14 de fevereiro, o governo anunciou a criação do Fundo de Redução de Gases do Efeito Estufa (Greenhouse Gase Reduction Fund – GGRF) de US$ 27 bilhões. O fundo faz parte do pacote de medidas para a redução da inflação (Inflation Reduction Act) que, entre outras resoluções, prevê a redução de impostos para quem optar por veículos elétricos. O dinheiro será usado para financiamento de projetos que priorizem a energia limpa em todos os Estados Unidos. O fundo será dividido em duas partes. A primeira será voltada para que entidades sem fins lucrativos colaborem com instituições financeiras comunitárias, cooperativas, financeiras e empresas que financiam imóveis para investir em projetos que reduzam a poluição e contribuam para diminuir o valor da conta de luz das famílias. A prioridade será famílias de baixa-renda. A previsão é que sejam investidos $20 bilhões na primeira fase. Os outros US$ 7 bilhões serão usados em projetos de expansão de energia solar nos estados. Nesta parte, a EPA (Agência de Proteção Ambiental, em português) concederá subsídios competitivos a estados e entidades sem fins lucrativos para ajudar a implantar energia solar residencial em telhados, energia solar comunitária e armazenamento de energia solar, também com foco em comunidades desfavorecidas. “Quando muitas pessoas estão lutando com dificuldade para pagar suas contas e para lidar com os impactos severos das mudanças climáticas, faz sentido ajudar pais de família a colocar energia solar em suas casas. Dessa forma, eles podem armazenar sua própria eletricidade, reduzir a poluição por carbono e ajudar a criar milhares de bons empregos”, afirma o senador Bernie Sanders (Partido Democrata). A expectativa é que os editais para a inscrição de projetos de energia limpa sejam publicados em junho deste ano. A presidente da Associação das Indústrias de Energia Solar dos EUA, Abigail Ross Hopper, aplaudiu a medida. “Esse fundo representa um grande avanço no caminho para descarbonizar rápida e equitativamente nossa rede de transmissão, com novos investimentos de grande importância na comunidade, que devemos capacitar para se beneficiar da histórica Lei de Redução da Inflação”. Ela acrescentou: “Este programa vai financiar as organizações mais bem posicionadas para ajudar comunidades de baixa renda e desfavorecidas a acessar a energia solar por meio de doações e outras assistências financeiras, especificamente para tecnologias solares e de armazenamento de energia solar”. Consulta popular Segundo informações da Agência de Proteção Ambiental, em outubro do ano passado, o governo abriu para consulta pública o escopo do projeto e obteve mais de 400 respostas detalhadas. Essas respostas foram utilizadas para definir o destino dos recursos. “Na próxima década, esse investimento nos ajudará a colher os frutos dos esforços de hoje. Estamos financiando vários projetos de energia limpa para descarbonizar comunidades – incluindo comunidades de baixa renda e desfavorecidas – nos Estados Unidos. A criação desse fundo é o primeiro passo para alcançar uma economia de energia limpa equitativa”, comentou a deputado Debbie Dingell.

APÓS SETE ANOS, USINA DE ITAIPU ABRE DUAS CALHAS DO VERTEDOURO

Depois de quase sete anos, a usina hidrelétrica de Itaipu, na região de Foz do Iguaçu (PR), voltou neste domingo (19) a abrir duas calhas do vertedouro, ao mesmo tempo. A última abertura simultânea para o escoamento do excedente de água que chega ao reservatório havia sido em março de 2016. O vertimento pela calha central começou durante a madrugada, mas deve durar pouco. A previsão é que ela seja fechada ainda nesta tarde. Aberta desde 14 de janeiro, a calha esquerda seguirá vertendo pelos próximos dias. A operação deste domingo foi necessária em virtude do alto volume de chuvas registrado nas bacias incrementais de Itaipu, responsável pelo aumento da afluência ao reservatório, e pela redução da carga de energia durante o feriado de carnaval. Pela calha esquerda podem verter até 10 milhões e 600 mil litros de água por segundo (10.600 m3/s). No sábado (18), o vertimento chegou a 10.500 m3/s. Com a necessidade de aumentar esse volume, foi preciso abrir a segunda calha, por motivos técnicos. Não há perspectiva de abertura das três calhas. Juntas, as calhas central e esquerda chegaram a escoar 12 milhões de litros de água por segundo (12.000 m3/s) por volta do meio-dia deste domingo. Foram 9.500 m3/s na calha esquerda e mais 2.500 m3/s, pela central. O volume equivale a oito vezes a vazão média das Cataratas do Iguaçu. Na quarta-feira (15), a binacional acionou a Comissão Especial de Cheias, para acompanhar a situação hidrológica do Rio Paraná e preparar assistência às comunidades ribeirinhas, especialmente no Paraguai. Todos os dias é emitido um boletim sobre a condição do rio. O documento está disponível no site da Itaipu, pelo endereço: https://www.itaipu.gov.br/sites/default/files/HIDROLOGIAPY/BH.pdf Às 7 horas deste domingo, o Rio Paraná estava na cota 109,60 metros acima do nível do mar, segundo a estação hidrométrica de Itaipu na região da Ponte da Amizade. Para mitigar danos, a Assessoria de Responsabilidade Social da margem direita (paraguaia) está prestando toda assistência aos atingidos, desocupando casas no bairro de San Rafael, em Ciudad del Leste, e transferindo famílias e seus mobiliários para abrigos. Turismo Os visitantes que passarem pelos atrativos de Itaipu neste feriado prolongado do carnaval poderão conferir o vertedouro aberto. O Complexo Turístico Itaipu (CTI) espera receber 10 mil pessoas, entre os dias 18 e 22 de fevereiro. No sábado (18), primeiro dia do feriadão, já passaram pelo CTI 2.468 turistas. A maioria de nacionalidade brasileira (2.249), mas também um grupo de 93 israelenses, e muitos outros estrangeiros. O movimento foi mais intenso à tarde. A Visita Panorâmica, que permite um giro pela usina e parada no Mirante do Vertedouro, recebeu 1.652 pessoas, com saídas a cada 15 minutos.

Curiosidades sobre hidrelétricas

A energia hidrelétrica renovável é uma fonte confiável, versátil e de baixo custo de geração de eletricidade limpa e gestão responsável da água. ‍As usinas hidrelétricas modernas estão ajudando a acelerar a transição para energia limpa, fornecendo serviços essenciais de energia, armazenamento, flexibilidade e mitigação climática. A energia hidrelétrica também é um recurso essencial para a construção de sistemas elétricos seguros e limpos e para atingir as metas globais de zero líquido. Existem quatro tipos principais de usinas hidrelétricas: a fio d’água, de armazenamento, de armazenamento bombeado e hidrelétrica offshore. Apenas uma pequena minoria das barragens do mundo são construídas para energia hidrelétrica, com a maioria usada para irrigação, abastecimento de água, controle de enchentes e outros fins. Muitas barragens hidrelétricas são usadas para diversos fins além da geração de eletricidade, fornecendo infraestrutura para fornecer água limpa para residências, indústria e agricultura, bem como serviços de recreação e transporte. Os projetos hidrelétricos podem ser usados ​​para regular e armazenar água para mitigar os impactos de eventos climáticos extremos, como enchentes e secas, que estão aumentando devido às mudanças climáticas. Cerca de 60% de toda a eletricidade renovável é gerada por energia hidrelétrica. O setor produz cerca de 16% da geração total de eletricidade de todas as fontes. Em seu Relatório Especial sobre o Mercado Hidrelétrico de 2021, a Agência Internacional de Energia (AIE) informa que a energia hidrelétrica responde por quase um terço da capacidade mundial de fornecimento flexível de eletricidade e tem potencial para fornecer ainda mais. Nenhum país chegou perto de alcançar 100% de energia renovável sem hidreletricidade na matriz energética. China, Brasil, EUA, Canadá e Índia são os maiores produtores hidrelétricos por capacidade instalada. Mais. Entre 2015 e 2019, o crescimento médio ano a ano em todo o mundo em capacidade hidrelétrica instalada foi de 2,1%. Carregar energias renováveis ​​variáveis A energia hidrelétrica é um complemento ideal para as renováveis ​​variáveis, como eólica e solar, graças à sua flexibilidade e serviços de armazenamento de energia. A energia hidrelétrica pode atender à demanda quando essas fontes intermitentes não estão disponíveis. A energia hidrelétrica de armazenamento bombeado, operando como uma bateria verde recarregável, absorve energia quando a oferta excede a demanda. A energia hidrelétrica está entre as fontes mais limpas de eletricidade, com baixa intensidade de emissão de gases de efeito estufa em comparação com outras formas de energia. Pesquisas independentes sugerem que o uso de energia hidrelétrica em vez de combustíveis fósseis para geração de eletricidade ajudou a evitar mais de 100 bilhões de toneladas de dióxido de carbono apenas nos últimos 50 anos, superando até mesmo as emissões evitadas pela energia nuclear. Isso é aproximadamente equivalente à pegada de carbono anual total dos Estados Unidos por 20 anos. Ao longo do ciclo de vida de uma usina de energia, a energia hidrelétrica oferece algumas das menores emissões de gases de efeito estufa por unidade de energia gerada – além de vários benefícios ambientais.

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