Casa Civil prevê investimento de R$ 9 bi em novas linhas de transmissão até o fim do ano

Cifras fazem parte do plano do Ministério de Minas e Energia (MME) para a infraestrutura. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, disse nesta sexta-feira que o governo federal vai contratar, até o final do ano, R$ 9 bilhões em linhas de transmissão. Segundo ele, as cifras fazem parte do plano do Ministério de Minas e Energia (MME) para a infraestrutura. “Hoje, o ministro de Minas e Energia falou aqui da assinatura de contrato com novas linhas de transmissão na ordem de R$ 3 bilhões prontos para assinar. Até o mês de julho, ele cita algo em torno de mais R$ 9 bi em novas linhas de transmissão no país. Isso se faz absolutamente necessário porque o Brasil hoje virou referência internacional em energia renovável”, disse. “Um leilão será publicado para que, até o fim do ano, a gente contrate mais R$ 9 bi em linhas de transmissão”, complementou. O assunto foi discutido durante reunião ministerial entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a equipe econômica e ministros da área de infraestrutura, realizada hoje no Palácio do Planalto. Isso porque o governo dividiu os ministérios em três grupos. Os outros dois grupos — área social e produtiva — serão ouvidos pela cúpula do Palácio do Planalto nos próximos dias. Recentemente, a diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou edital de contratação de novas linhas de transmissão e aumento da capacidade de sub-estações de energia com previsão de investimento de R$ 15,8 bilhões. A sessão pública do leilão está marcada para 30 de junho deste ano. O edital deve ser publicado no dia 31 de maio, após liberação do Tribunal de Contas da União (TCU). Ao todo, o certame reúne nove lotes com obras e instalação de novos equipamentos em sete Estados (BA, ES, MG, PE, RJ, SE e SP). Se confirmada a contratação, a rede básica de transmissão do país contará com mais 6.184 quilômetros e 400 megavolt-amperes (MVA) em capacidade de transformação em sub-estação de energia.
Menos imposto e mais chuva reduziram conta de luz, mostram dados do setor

Tarifa residencial teve redução média de 20% A redução de impostos e o maior volume de chuvas, fatores que impactam diretamente na produção de energia mais barata no país, levaram a um alívio no bolso dos consumidores de energia em 2022. Dados da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel) apontam que a tarifa residencial teve uma redução média de 20%, considerando preços até outubro ante uma variação do IPCA (inflação) de 4,7% no mesmo período. Após os brasileiros amargarem os impactos da grave crise hídrica nas contas de luz em 2021, uma série de fatores contribuiu para atenuar as tarifas no ano passado, entre os quais a Abraceel destaca a redução da carga tributária e a melhora no cenário hidrológico. Com os reservatórios cheios, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mantém a bandeira verde, ou seja, sem cobrança adicional nas contas, desde abril do ano passado. Antes, por causa da dificuldade para gerar energia, estava vigente a chamada bandeira escassez hídrica, que representava custo de R$ 14,20 a cada 100 quilowatts-hora (kWh). TributaçãoMedidas discutidas no Congresso também trouxeram alívio. A pressão dos parlamentares para conter os altos reajustes das tarifas em ano eleitoral resultou na aprovação de uma lei que previa a devolução integral dos créditos de PIS/Cofins aos consumidores, o que já vinha sendo feito pela agência reguladora. Também foi aprovada pelo Congresso uma lei que reduz a alíquota de ICMS, imposto estadual, aplicado sobre o serviço de energia. No entanto, de acordo com o estudo, sem a desoneração tributária e a manutenção da bandeira verde, a tarifa residencial teria não uma redução, mas uma elevação de 9% em 2022 e aumento de 131% entre 2015 e 2022, mais que o dobro da inflação do período, de 58%.
ONS: reservatórios cheios em todas as regiões do Brasil no fim de março

Norte melhora previsão e volume deve ir 100%. Carga no SIN deve recuar 0,3% no mês Se as recentes projeções indicavam quase todos os subsistemas com volume acima de 80% no fim do mês, a última estimativa do Informe Preliminar Mensal da Operação para a semana de 11 a 17 de março aumentou o cenário positivo. A região Norte é a surpresa, porque vinha com expectativa de armazenamento na casa dos 60%, elevada agora para 100%. O Sudeste/Centro-Oeste deve encerrar o mês com níveis de 84,5%. No Nordeste, a previsão de reservatórios é de 88,6% ao fim do mês, enquanto no Sul o armazenamento previsto é de 85,5%. A carga no Sistema Interligado Nacional deve apresentar recuo de 0,5% no mês, ao contrário da semana passada, que previa aumento de 0,3%. No Sudeste/ Centro-Oeste, a expectativa é que a carga tenha queda de 3,2% em março. No Sul, o viés também é negativo em 0,6%. As regiões Norte e Nordeste, terão aumento na carga em março, de 15,5% e 1,9%, respectivamente. A previsão mensal de Energia Natural Afluente para o Sudeste/ Centro-Oeste é de 72.318 MW med, o equivalente a 105% da média de longo termo. No Nordeste, a previsão mensal de ENA é de 7.184 MW med, o mesmo que 51% da MLT. No Sul, a ENA deverá ficar em 8.283 MW med, que corresponde a 117% da MLT. A estimativa de março para a região Norte é de 30.992 MW med, valor igual a 116% da MLT. A média semana do Custo Marginal da Operação deve ficar zerada em todos os submercados para todos os patamares de carga.