“A energia hidrelétrica nunca deve ser subestimada”

A International Hydropower Association (IHA) tem o prazer de anunciar que a ContourGlobal Hydro Cascade CJSC (CGHC) tornou-se seu mais novo membro. A empresa armênia de geração de energia CGHC, uma subsidiária da ContourGlobal, está focada no desenvolvimento, aquisição e operação de empresas de geração de eletricidade em todo o mundo para melhorar vidas, fornecendo eletricidade confiável e acessível, promovendo o crescimento econômico e o bem-estar social Em 2015, a CG comprou o Vorotan Cascade, de 404,2 MW, um dos principais complexos de geração de energia da Armênia. A cascata hidrelétrica, que compreende três usinas hidrelétricas e quatro reservatórios no rio Vorotan, fornece cerca de 13 a 15% da geração total de eletricidade da Armênia. Desde a sua aquisição, a CGHC tem demonstrado o seu compromisso em melhorar este importante ativo hidrelétrico, realizando grandes reformas eletromecânicas para modernizar a usina, melhorar seu desempenho operacional e eficiência, bem como sua segurança e confiabilidade. Alvina Abajyan, gerente geral da ContourGlobal Hydro Cascade, diz: “Com todas as mudanças que estão acontecendo no setor de energia e o grande crescimento da energia verde que testemunhamos na Armênia com a energia solar, acreditamos que o papel da energia hidrelétrica nunca deve ser subestimado como confiável, fonte segura e limpa de energia. “A ContourGlobal Hydro Cascade mantém seu compromisso contínuo de apoiar o desenvolvimento da energia hidrelétrica na Armênia por meio do desenvolvimento de programas focados no uso eficiente dos recursos hídricos disponíveis.” Falando sobre a adesão do CGHC como membros, o vice-CEO da IHA, Pablo Valverde, disse: “Estamos entusiasmados com o fato de um dos principais operadores hidrelétricos da Armênia ter se juntado à IHA. “O potencial hidrelétrico da Armênia é significativo, e a missão da CGHC, com foco nos benefícios humanos da hidreletricidade – como ela pode fornecer eletricidade acessível e confiável e promover o crescimento econômico e o bem-estar social, está bem alinhada com o que estamos tentando alcançar na IHA.”
Cresce o número de reclamações sobre instalação de painel solar

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) registrou nova alta no número de reclamações relacionadas aos pedidos de ligação de painéis solares não atendidos pelas distribuidoras. O problema com as fontes de energia da microgeração foi o segundo motivo com o maior número de queixas, atrás apenas da falta de energia. O indicador subiu 34% nos últimos 12 meses na comparação com o período anterior, aponta o novo relatório da ouvidoria da agência. Foram mais de 18 mil reclamações entre abril de 2022 a março deste ano.
Região Nordeste cresce 0,1 p.p e conta com 91,1% da capacidade

Os reservatórios do Nordeste apresentaram crescimento de 0,1 ponto percentual e estão operando com 91,1% de sua capacidade de armazenamento, na última quarta-feira, 05 de abril, se comparado ao dia anterior, segundo o boletim do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). A energia armazenada marca 47.098 MW mês e ENA de 3.939 MW med, equivalente a 41% da MLT. A hidrelétrica de Sobradinho marca 94,55%. A região Norte teve queda de 0,1 p.p e os reservatórios trabalham com 97,9% da capacidade. A energia retida é de 14.981 MW mês e ENA de 29.131 MW med, valor que corresponde a 72% da MLT. A UHE Tucuruí segue com 98,47%. O submercado do Sudeste/Centro-Oeste cresceu 0,2 p.p e a capacidade está em 85,4%. A energia armazenada mostra 174.723 MW mês e a ENA é de 57.356 MW med, valor que corresponde a 80% da MLT. Furnas admite 99,59% e a usina de Itumbiara marca 99,02%. Os reservatórios da Região Sul diminuíram 0,1 p.p e operam com 84,1%. A energia armazenada é de 17.213 MW mês e a energia natural afluente marca 4.702 MW med, correspondendo a 72% da MLT. As UHEs G.B Munhoz e Passo Fundo funcionam com 99,46% e 80,42% respectivamente.
Brasil teve maior queda do mundo nas emissões do setor em 2022, diz estudo

Relatório lançado pelo think tank britânico Ember na última quarta-feira, 12 de abril, revelou que o Brasil viveu a maior queda absoluta do mundo nas emissões do setor elétrico em 2022. De acordo com a análise, o mix elétrico brasileiro emitiu 69 milhões de toneladas de CO2 no ano passado, queda de 34% ou de 36 MtCO2 em relação a 2021, quando a emissão ficou em 105 milhões de toneladas. Apenas a Ucrânia, que está sob ataque russo, viu declínio percentual comparável, de 38%, com a segunda maior redução nas emissões, de 14 MtCO2. De acordo com a análise, a queda no Brasil veio em decorrência da diminuição do uso de UTEs, em função do aumento, de um ano para o outro, da geração hidrelétrica em 18%, indo a 65 TWh. A hidroeletricidade, com 363 TWh, estava em seu nível mais baixo desde 2015, e com a volta das chuvas em 2022, foi ao nível mais alto desde 2011, registrando 428 TWh. Outro fator que contribuiu para a queda de emissões no ano passado foi o crescimento de 12% da geração eólica e 30% da solar. As duas fontes permitiram uma substituição da energia fóssil, principalmente do gás, com recuou de 46%. De acordo com o pesquisador do Instituto ClimaInfo, Shigueo Watanabe Jr, há um efeito sanfona das emissões do setor elétrico brasileiro: a maior queda do mundo em 2022 precedida por uma das maiores altas em 2021. O pesquisador do Instituto de Energia e Meio Ambiente e do Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa, Felipe Barcellos e Silva, avalia que para superar essa gangorra, que pode acontecer novamente no futuro, é preciso priorizar de maneira assertiva quais fontes complementarão a hidreletricidade. Globalmente, a energia somada de eólica e solar atingiu um recorde de 12% da eletricidade em 2022, contra 10% em 2021. Em toda a América do Sul, Uruguai, com 36% e Chile, com 28%, têm as maiores cotas de energia eólica e solar. Mais de 60 países geram atualmente mais de 10% de sua eletricidade a partir do vento e do sol, incluindo o Brasil (15%) e a Argentina (12%). A solar foi a fonte que mais cresceu no mundo pelo 18° ano seguido, aumentando 24% de um ano para outro e adicionando eletricidade suficiente para abastecer toda a África do Sul. A geração eólica aumentou 17% em 2022, o suficiente para energizar quase todo o Reino Unido. A Ember estima que o ano passado pode ter sido o “pico” das emissões de eletricidade e o último ano de crescimento da energia fóssil, com a eletricidade renovável atendendo a todo o crescimento da demanda em 2023. Haveria uma pequena queda de 0,3% na geração de eletricidade fóssil este ano, com quedas maiores nos anos seguintes, à medida que a implantação de renováveis for acelerada.
Entrevista Ênio Verri, diretor geral de Itaipu

O esperado ano de 2023 chegou para a maior usina em operação no país, a UHE Itaipu (Brasil/Paraguai, 14.000 MW). Com esse marco que representa o vencimento do Anexo C e as bases comerciais podendo ser renegociadas ambos os lados apresentaram alterações significativas em sua composição, por aqui o terceiro mandato do presidente Lula e do lado de lá uma corrida eleitoral com dois candidatos com perfil liberal, cujo eleito será conhecido em cerca de 15 dias e que assume em agosto, justamente no mês em que o destino da energia excedente da hidrelétrica poderá tomar outros caminhos que não o Brasil. Por essa razão, as negociações no que se refere à tarifa e a revisão do Anexo C ganham não apenas contornos econômico-financeiros, mas políticos também. Assim definiu o diretor geral brasileiro da Itaipu Binacional, Ênio Verri, em entrevista exclusiva ao CanalEnergia. Nessa oportunidade o executivo detalhou como deverá ser sua gestão pela frente brasileira. Entre os diversos pontos, ele destacou que a busca pela retomada do papel que a usina apresentava durante os 14 anos que o PT esteve no Executivo. “A produção de energia e a competitividade continuam como nosso foco. Mas há mudança de roteiro com a retomada da política social, a chamada dívida social de Itaipu. Estamos retomando ações do passado com preocupações com a agricultura familiar, municípios lindeiros e outras ações retomando as políticas do governo federal com o papel social da usina”, afirmou ele. “Bolsonaro tinha um política social muito ausente em termos sociais e agora foi retomado o trabalho feito, voltar ao compromisso social do passado”, reforçou. Ênio Verri: geradora retomará projetos e políticas sociais ao invés de investir em infraestrutura como no governo anterior. Foto: Rafa Kondlatsch | Itaipu Binacional Apesar da crítica ao governo passado, Verri destacou o processo de transição formado com o ex-diretor geral de Itiapu, almirante Risden Júnior, que ocorreu de forma exemplar. Mesmo assim, os convênios fechados depois de 30 de outubro estão suspensos mais no sentido de serem revisados os valores e a capacidade de pagamento, uma vez que a usina está com valores empenhados bem elevados e sobra pouco para investimentos até 2025. Inclusive, outra mudança de rota de Itaipu é a questão das obras de infraestrutura que foram feitas ao longo do governo anterior. Esse item está em último nas prioridades da geradora que agora se volta para um papel mais social do que de grandes obras, classificadas como caras pelo novo executivo. Até porque a usina, quando da entrevista ainda não tinha ideia de qual seria a disponibilidade financeira para os aportes a serem feitos nessa nova gestão. Isso se deve à indefinição sobre a tarifa da geradora. Os sócios estão nesse momento negociando o valor para o ano de 2023. Atualmente está em US$ 20 por kW/mês. Para este ano, apesar do valor aprovado pela Aneel que está em US$ 16,19 os cálculos da parte brasileira de Itaipu Binacional indicam para algo na faixa de US$ 12 por conta do final da dívida. Contudo, o Paraguai quer mais, pelo menos a manutenção dos US$ 20 do ano passado, quando ainda havia financiamento a amortizar. O diretor geral Ênio Verri é nosso entrevistado e a íntegra da conversa está em nosso canal do You Tube, TV CanalEnergia onde ele explica com mais detalhes sobre a retomada do PTI, o avanço rumo à transição energética – uma pauta do governo federal – e ainda sobre a modernização da UHE que é a maior intervenção já feita na geradora desde o início de sua operação, em 1982.