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Deputados pedem urgência para barrar LRCAP que contratou 19 GW fósseis

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Deputados pedem urgência para barrar LRCAP que contratou 19 GW fósseis

Deputados pedem urgência para barrar LRCAP que contratou 19 GW fósseis

Deputados pedem urgência para barrar LRCAP que contratou 19 GW fósseis

Deputados pedem urgência para barrar LRCAP que contratou 19 GW fósseis

Deputados pedem urgência para barrar LRCAP que contratou 19 GW fósseis

Deputados federais de diferentes partidos se uniram para questionar, no Congresso Nacional, a legalidade do LRCAP (Leilão de Reserva de Capacidade) 2026, realizado em 28 de março, que contratou cerca de 19 GW de potência com predominância de fontes termelétricas fósseis, usinas a gás natural e carvão mineral, com contratos de até 15 anos e custo variável que pode chegar a R$ 1.40,00 por MWh. 

O PDL 264/2026 (Projeto de Decreto Legislativo nº 264/2026, de autoria do deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), pede a sustação das Portarias nº 118/2025 e nº 125/2026 do MME (Ministério de Minas e Energia), que definiram as regras do certame. 

O projeto aponta vícios de legalidade e inconstitucionalidade nos atos do governo, incluindo ausência de AIR (Análise de Impacto Regulatório), extrapolação do poder regulamentar e potencial violação ao Art. 225 da Constituição Federal, que trata da proteção ao meio ambiente.

Apresentado em 24 de abril, o PDL ganhou força rapidamente. Em 29 de abril, o deputado Lafayette de Andrada (PL-MG), presidente da FREPEL (Frente Parlamentar Mista da Energia Limpa), assinou requerimento pedindo que o projeto seja votado em regime de urgência no plenário da Câmara dos Deputados.

“Não faz sentido o governo contratar energia suja, de termelétricas a gás e carvão, pagando um preço tão caro, sendo que o Brasil é um dos países mais ricos do mundo em energia limpa, como solar, eólica e hidráulica. Essa conta vai sobrar para o bolso do brasileiro”, afirmou o deputado Lafayette de Andrada. 

Segundo os autores do PDL, o modelo adotado no LRCAP compromete diretamente o bolso do consumidor. Os contratos preveem pagamento de receita fixa anual mesmo quando as usinas não despacharem energia, além de custos variáveis entre R$ 800/MWh e R$ 1.400/MWh.

O resultado do certame também teria sido marcado por baixa competição e concentração em poucos grupos econômicos.

Questionamentos jurídicos
O PDL 264/2026 sustenta que as portarias:

Direcionaram o leilão para fontes fósseis, contrariando a Política Energética Nacional (Lei 9.478/1997) e a Política Nacional sobre Mudança do Clima (Lei 12.187/2009);
Foram editadas sem a realização de AIR, obrigatória pela Lei da Liberdade Econômica (Lei 13.874/2019);
Criaram um regime jurídico-econômico complexo com receita fixa, remuneração por disponibilidade e exigência de contratação de 70% de capacidade de transporte de gás — sem base legal suficiente;
Restringiram a concorrência ao impor requisitos que favorecem agentes já estabelecidos no setor.
Com o requerimento de urgência protocolado, o PDL 264/2026 pode ir diretamente ao plenário da Câmara, sem passar pelas comissões temáticas. A aprovação dependerá do apoio da maioria dos deputados presentes na sessão.

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Fonte: https://canalsolar.com.br/deputados-urgencia-barrar-lrcap-termico/

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