25 anos de experiência no mercado de energia

Dono da megaloja Havan não ergueu loja nenhuma com esse dinheiro, virou sócio de quatro usinas hidrelétricas de cerca de R$ 400 milhões no interior do Rio Grande do Sul que abastecem parte da energia das megalojas, e uma delas roda sobre três turbinas

Dono da megaloja Havan não ergueu loja nenhuma com esse dinheiro, virou sócio de quatro usinas hidrelétricas de cerca de R$ 400 milhões no interior do Rio Grande do Sul que abastecem parte da energia das megalojas, e uma delas roda sobre três turbinas

Dono da megaloja Havan não ergueu loja nenhuma com esse dinheiro, virou sócio de quatro usinas hidrelétricas de cerca de R$ 400 milhões no interior do Rio Grande do Sul que abastecem parte da energia das megalojas, e uma delas roda sobre três turbinas

Dono da megaloja Havan não ergueu loja nenhuma com esse dinheiro, virou sócio de quatro usinas hidrelétricas de cerca de R$ 400 milhões no interior do Rio Grande do Sul que abastecem parte da energia das megalojas, e uma delas roda sobre três turbinas

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Dono da megaloja Havan não ergueu loja nenhuma com esse dinheiro, virou sócio de quatro usinas hidrelétricas de cerca de R$ 400 milhões no interior do Rio Grande do Sul que abastecem parte da energia das megalojas, e uma delas roda sobre três turbinas

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Dono da megaloja Havan não ergueu loja nenhuma com esse dinheiro, virou sócio de quatro usinas hidrelétricas de cerca de R$ 400 milhões no interior do Rio Grande do Sul que abastecem parte da energia das megalojas, e uma delas roda sobre três turbinas

Dono da megaloja Havan não ergueu loja nenhuma com esse dinheiro, virou sócio de quatro usinas hidrelétricas de cerca de R$ 400 milhões no interior do Rio Grande do Sul que abastecem parte da energia das megalojas, e uma delas roda sobre três turbinas

Dono da megaloja Havan não ergueu loja nenhuma com esse dinheiro, virou sócio de quatro usinas hidrelétricas de cerca de R$ 400 milhões no interior do Rio Grande do Sul que abastecem parte da energia das megalojas, e uma delas roda sobre três turbinas

O conjunto se chama Complexo Toropi Guassupi e fica entre Quevedos, Júlio de Castilhos e São Martinho da Serra, na região central gaúcha. A primeira usina entrou em operação em agosto de 2020 e a última recebeu licença em março de 2024. Luciano Hang é um dos acionistas, ao lado de investidores de Santa Catarina e São Paulo.

Nenhum desses empreendimentos tem vitrine, estacionamento ou Estátua da Liberdade na frente. O dono da megaloja Havan, Luciano Hang, é sócio de quatro pequenas centrais hidrelétricas erguidas no interior do Rio Grande do Sul, em um conjunto batizado de Complexo Toropi Guassupi, distribuído entre os municípios de Quevedos, Júlio de Castilhos e São Martinho da Serra, na região central do estado.

O investimento anunciado por ele em 2018 foi de cerca de R$ 400 milhões para as quatro usinas, conforme registrado por veículos gaúchos e catarinenses à época. A potência somada do complexo é de aproximadamente 60 megawatts, o equivalente a cerca de 1,5% da demanda média de energia do Rio Grande do Sul. Uma delas, a Salto do Guassupi, opera com três turbinas.

Como o empresário chegou ao setor elétrico

A entrada em geração de energia não começou no Rio Grande do Sul. Ainda em 2009, o grupo colocou em operação a primeira das cinco pequenas centrais que pretendia instalar no leito do rio Braço do Norte, no sul de Santa Catarina.

A primeira foi a São Maurício, em Rio Fortuna, com capacidade de 2,5 megawatts. Ao lado dela avançava a construção da PCH Rio Fortuna, de 7,5 megawatts, e as duas somavam R$ 45 milhões em investimento. Havia outros três projetos aprovados, previstos para Santa Rosa de Lima, Braço do Norte e São Ludgero, com mais R$ 45 milhões e 10 megawatts de capacidade conjunta. À época, Hang justificou o movimento afirmando que investia em um setor fundamental para o desenvolvimento do país e de forma limpa, porque essas usinas representariam o mínimo de impacto ambiental.

Os 50% de energia própria e o ano em que isso foi dito

Existe um número que circula muito associado ao assunto e que precisa de contexto. Em julho de 2016, em entrevista ao jornal O Município, de Brusque, o empresário afirmou que as centrais hidrelétricas geravam 50% da energia da rede.

Aquela declaração se referia a um cenário específico. Naquele momento, a Havan tinha três usinas instaladas: uma no Rio Grande do Sul e duas em Santa Catarina. As quatro do Complexo Toropi Guassupi ainda eram projeto. No mesmo depoimento, ele informou que a empresa gastava R$ 7,5 milhões por mês com energia e que a conta havia dobrado em um ano, já que doze meses antes o valor era de R$ 3 milhões.

Como a energia chega às lojas

O funcionamento não é o que a intuição sugere. Não existe um cabo saindo da usina e chegando na loja. Toda a energia gerada é injetada no Sistema Interligado Nacional, que reúne produção e transmissão em praticamente todo o país.

O próprio empresário explicou a lógica: as usinas estão ligadas à rede, e todas as lojas, de todas as regiões, recebem energia desse sistema único, que é alimentado em parte pelas usinas do grupo. Na prática, a operação funciona como uma compensação contábil. Para economizar, a rede comercializa energia no mercado livre, em que grandes consumidores negociam diretamente com quem produz, e também no mercado cativo, atendido por distribuidoras locais.

O terreno comprado dez anos antes

O projeto gaúcho tem uma história longa de gestação. A ideia de construir o complexo no Rio Grande do Sul surgiu por volta de 2008, quando foi comprado um terreno na região entre Quevedos, Júlio de Castilhos e São Martinho da Serra.

Uma década depois, em fevereiro de 2018, o empresário anunciou o pacote em coletiva após reunião no Palácio Piratini com o então governador José Ivo Sartori. O anúncio total foi de R$ 1,9 bilhão no estado: R$ 1,5 bilhão para até 50 megalojas e R$ 400 milhões para as quatro usinas. Até aquele momento, segundo ele, já haviam sido investidos R$ 100 milhões entre terreno e projetos, sem que a licença de instalação tivesse saído.

A reclamação pública que abriu portas

O caminho até aquela reunião passou por uma estratégia de exposição. Hang gravou um vídeo reclamando da burocracia para fazer negócios no Rio Grande do Sul, e as imagens se espalharam no meio empresarial.

A repercussão levou o governador a chamá lo para conversar. Em outra declaração, feita em 2016, ele já havia estimado que a demora para conseguir licenciamento de uma usina hidrelétrica no Brasil chegava a dez anos, e classificou isso como o tempo que o empreendedor leva para obter liberação de uma energia de que o país precisa.

As quatro usinas, uma a uma

A primeira a receber licença de instalação foi a Salto do Guassupi, em 1º de março de 2018, no rio Guassupi, entre Júlio de Castilhos e São Martinho da Serra, na localidade de Rincão dos Albinos. A barragem tem 22 metros de altura e a área alagada é de 79,3 hectares.

A segunda foi a Quebra Dentes, no rio Toropi, entre Quevedos e Júlio de Castilhos, com capacidade de 22,36 megawatts, barragem de 19,75 metros, área alagada de 54,6 hectares e um túnel de 2,7 quilômetros para levar água até a casa de força. Sozinha, ela tem capacidade para abastecer cerca de 54 mil residências. Completam o conjunto a Cachoeira Cinco Veados, de 16,2 megawatts, e a Rincão São Miguel, de 9,75 megawatts, entre Quevedos e São Martinho da Serra.

O detalhe técnico que aparece no título vem de uma decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica. Em 9 de dezembro de 2020, o órgão liberou a operação em teste da usina, e a deliberação envolveu três turbinas totalizando 12,7 megawatts de potência instalada.

A obra foi executada em um ano pela FBF Construtora, empresa de Xanxerê, em Santa Catarina. A licença de operação definitiva veio da Fundação Estadual de Proteção Ambiental do Rio Grande do Sul em 23 de dezembro de 2020, com a licença das linhas de transmissão emitida seis dias antes. Nos documentos oficiais e nas reportagens, a potência da usina aparece com pequenas variações: 12,7 megawatts na deliberação da agência, 12,2 megawatts nos comunicados da fundação ambiental e 12,19 megawatts em reportagem do Jornal do Comércio.

Os valores que não fecham entre as fontes

O investimento total do complexo aparece com números bem diferentes conforme a publicação. O anúncio feito por Hang em 2018, reproduzido pelo NSC Total, pela Gazeta do Povo e pelo Jornal do Comércio, fala em R$ 400 milhões para as quatro usinas.

O portal CanalEnergia, em dezembro de 2020, informa custo total estimado de R$ 159,8 milhões para o conjunto. A Fepam, ao anunciar a última licença em 2024, registrou que os investimentos teriam passado de R$ 400 milhões. Nas usinas individuais a variação também existe: a Salto do Guassupi aparece com R$ 55 milhões no Diário de Santa Maria, R$ 55,8 milhões no portal do governo gaúcho e R$ 70,1 milhões no Jornal do Comércio. A Quebra Dentes consta com R$ 63,4 milhões no Diário de Santa Maria e R$ 115,7 milhões no Jornal do Comércio.

Quem mais está no negócio

Um ponto costuma se perder quando o assunto vira manchete. O empresário não é dono único do complexo, e sim um dos acionistas.

Os empreendimentos são conduzidos em conjunto com outros investidores de Santa Catarina e de São Paulo. No caso específico da última usina liberada, a titular é a Rincão São Miguel Energética S.A., empresa em que ele figura como um dos acionistas. A estrutura societária compartilhada é comum nesse tipo de projeto, porque distribui risco e capital em obras de longo prazo e licenciamento demorado.

O calendário de entrada em operação

A primeira usina do complexo a começar a funcionar foi a Quebra Dentes, em agosto de 2020. A Salto do Guassupi entrou em teste em dezembro do mesmo ano e recebeu licença de operação ainda naquele mês.

A última do conjunto a ser liberada foi a Rincão São Miguel, que recebeu licença de operação da fundação ambiental gaúcha em 19 de março de 2024. Ou seja, entre a compra do terreno, por volta de 2008, e a liberação da quarta usina passaram cerca de dezesseis anos. A licença mais recente veio acompanhada de contrapartidas ambientais, entre elas a distribuição de exemplares impressos de um guia da fauna e da flora dos rios Toropi e Guassupi e regras para um plano de conservação do entorno dos reservatórios.

O que essas usinas produzem além de energia

Para os municípios do entorno, o efeito mais imediato aparece em duas frentes. A primeira é emprego: levantamento publicado pelo Diário de Santa Maria em 2020 apontou mais de 930 postos de trabalho gerados pelas obras na região. Só no canteiro da Quebra Dentes, a construtora chegou a alugar casas em Quevedos para alojar cerca de 215 operários e técnicos no auge da obra.

A segunda é arrecadação. Geração de energia recolhe ICMS, e para cidades pequenas do interior gaúcho isso representa aumento relevante de receita municipal. O presidente da fundação ambiental do estado, ao liberar a última usina, descreveu o conjunto como complexo que gera energia limpa, renda e riqueza às cidades menores do entorno.

O que ainda não é público

Alguns pontos seguem sem informação divulgada. Não há dado atualizado sobre qual percentual do consumo da rede varejista é hoje coberto pela geração própria, já que a cifra de 50% corresponde a 2016 e ao parque de usinas daquele momento.

Também não foi divulgado o valor final efetivamente aplicado no complexo gaúcho, nem a participação societária exata do empresário em cada uma das quatro sociedades. O que está documentado é o percurso: terreno comprado por volta de 2008, anúncio em 2018, primeira usina em operação em 2020 e a última liberada em 2024.

E você, sabia que grandes redes de varejo geram a própria energia? Conta aqui nos comentários se você acha que empresa consumidora deveria mesmo investir em geração, e o que pesa mais na sua opinião sobre pequenas hidrelétricas, o fato de serem energia renovável ou o impacto sobre os rios onde são instaladas.

Pergunta do engenheiro eletricista Ivo Pugnaloni da ENERCONS: se faltam reservatorios para gerar energia firme e não pisca-pisca porque existem pessoas no governo que são contra a construção de novas hidrelétricas? Quem paga a essas pessoas para bloquear novas hidrelétricas? De onde vem esse dinheiro que elas recebem? Com qual finalidade tecnica ou ambiental fazem isso? Para evitar o quê? Por que armazenar agua doce pode fazer mal à humanidade e ao Brasil?

Para sermos obrigados a ligar termoelétricas fosseis poluentes que cobram de 6 a 10 vezes mais caro pela energia eletrica que produzem?

Para que a bandeira verde não exista mais nas tarifas, so a amarela e a vermelha ?

Essa é a jogada dessas pessoas? Desvio de finalidade dos cargos que exercem?

De quem são essas termoelétricas? Eles são amigos de quem ? Nomearam quem?

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