WORKSHOP ENALTECE A CIÊNCIA E A PESQUISA COMO PROPULSORES DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

A promoção da sinergia entre a comunidade acadêmica e equipes técnicas da Itaipu e do Parque Tecnológico Itaipu (PTI) é o foco da 4ª edição do Workshop do Núcleo de Inteligência Territorial (NIT), realizada de forma híbrida, nesta quinta (27) e sexta-feira (28), das 8h30 às 17h30. Foto: Suelen Bicicgo/PTI O evento conta com a apresentação dos principais resultados das iniciativas multidisciplinares desenvolvidas pelos integrantes do NIT nos últimos cinco anos. Entre as temáticas abordadas estão água, clima, território, biodiversidade, saneamento ambiental, águas subterrâneas, sensoriamento remoto, ecossistema, aquicultura, biodegradação, variabilidade climática, saúde pública e educação ambiental. Ainda é possível prestigiar as palestras e ações de forma presencial e on-line. As inscrições podem ser feitas através do link: www.even3.com.br/ivworkshopnit/?utm. O NIT é um espaço técnico-científico formado por colaboradores da Itaipu e do PTI, alunos e pesquisadores, organizado para fornecer suporte para o planejamento da binacional em diferentes instâncias, de forma a atribuir caráter prático às atividades de pesquisa desenvolvidas na região. Para o diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Enio Verri, que participou da abertura do evento, o Núcleo tem um papel estratégico para a missão da usina, especialmente no subsídio à tomada de decisão estratégica em relação aos investimentos ambientais em sua região de abrangência. “Além disso, temos os impactos sobre a vida das pessoas. Neste aspecto, o NIT é mais estratégico ainda, na medida em que, além de medir os impactos, contribui para as políticas de inclusão social, defesa ambiental e, principalmente, de garantia ao desenvolvimento regional”, complementou. Ancorado no Centro de Competência em Inteligência e Gestão Territorial do PTI-BR, o NIT atua fortemente no levantamento e análise de dados que, de acordo com o diretor-superintendente do Parque Tecnológico, professor Irineu Colombo, são fundamentais para o entendimento do território. “Esses indicadores, que são captados com diferentes tecnologias e concatenados com outros eventos do território, tornam-se informações extremamente úteis”, explicou Colombo, que, na ocasião, enalteceu ainda a participação dos pesquisadores e profissionais que atuam no Núcleo. Representando as universidades e instituições de ensino que compõem o NIT, a docente Marcia Calegari, da Unioeste, destacou que o Núcleo teve um papel fundamental no suporte à pesquisa e à ciência mesmo em períodos de pouco incentivo às atividades científicas. “Os importantes resultados apresentados aqui hoje são frutos do apoio aos projetos de pesquisa com temáticas bem delineadas. E também da disponibilização de mais de R$ 5 milhões para infraestrutura e recursos humanos para o desenvolvimento de pesquisas de alto nível”, explicou Marcia. Os resultados dos diversos eixos de atuação do NIT abrangem ferramentas que possibilitam delimitar e apontar áreas de importância para conservação ambiental, auxiliar e contribuir para a implementação da reciclagem nos municípios de abrangência da Itaipu Binacional no Brasil, pesquisas e resultados que possibilitam uma educação estratégica para a conservação da biodiversidade no Refúgio Biológico Bela Vista, entre diversos outros. Um dos eixos com maiores resultados dentro do NIT é o de Saneamento, que tem trazido benefícios concretos à sociedade por meio de uma ferramenta que auxilia os gestores da saúde pública em Foz do Iguaçu. O trabalho de maior destaque envolve a mensuração de áreas e regiões com risco elevado de incidência de transmissão do vírus da covid-19 e dengue, que auxilia gestores na tomada de decisão mais rápida e eficaz no combate às doenças.
Marcelo Moraes é escolhido para o novo “Conselhão” do governo Lula

Presidente do Fmase vai representar o setor elétrico no Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável O presidente do Fórum de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Setor Elétrico (Fmase), Marcelo Moraes, vai integrar o Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), um nova versão do antigo “Conselhão” do primeiro governo Lula. O grupo composto por representantes de diferentes segmentos da sociedade e empresários continuará sendo um órgão de assessoramento do presidente da República na formulação de políticas e diretrizes, agora incluindo a parte de sustentabilidade. A participação no CDESS é vista pelo executivo como um oportunidade de estabelecer uma conexão entre o setor elétrico e o governo. Moraes destaca a proximidade com a Presidência da República, em um grupo no qual ele vai poder contribuir com sugestões para um setor que é importante para o desenvolvimento do país. O decreto de recriação do antigo Conselho de Desenvolvimento Economico e Social, que tinha sido desativado no governo Bolsonaro, prevê a instalação de comissões temáticas e grupos de trabalho destinados ao estudo e à elaboração de propostas sobre temas específicos. Seus integrantes poderão também apreciar propostas de políticas públicas, de reformas estruturais e de desenvolvimento econômico social sustentável apresentadas pelo presidente.
Região Nordeste cresce 0,1 p.p e conta com 90,7% da capacidade

Região Norte e Sul diminuiram 0,2 p.p e SE/CO cresceu 0,2 p.p Os reservatórios do Nordeste apresentaram crescimento de 0,1 ponto percentual e estão operando com 90,7% de sua capacidade de armazenamento, na última quarta-feira, 26 de abril, se comparado ao dia anterior, segundo o boletim do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). A energia armazenada marca 46.860 MW mês e ENA de 4.162 MW med, equivalente a 37% da MLT. A hidrelétrica de Sobradinho marca 93,43%. A região Norte diminuiu 0,2 p.p e os reservatórios trabalham com 97,9% da capacidade. A energia retida é de 14.983 MW mês e ENA de 25.504 MW med, valor que corresponde a 68% da MLT. A UHE Tucuruí segue com 98,24%. O submercado do Sudeste/Centro-Oeste teve aumento de 0,2 p.p e a capacidade está em 86,3%. A energia armazenada mostra 176.494 MW mês e a ENA é de 52.072 MW med, valor que corresponde a 74% da MLT. Furnas admite 99,43% e a usina de Itumbiara marca 98,60%. Os reservatórios da Região Sul tiveram queda de 0,2 p.p e operam com 84,5%. A energia armazenada é de 17.293 MW mês e a energia natural afluente marca 7.036 MW med, correspondendo a 75% da MLT. As UHEs G.B Munhoz e Passo Fundo funcionam com 99,39% e 80,90% respectivamente.
ONS: carga no SIN deve subir 4,4% em maio

A carga no Sistema Interligado Nacional deve ter um aumento de 4,4% em maio, de acordo com dados apresentados durante a Reunião do Programa Mensal da Operação realizada nesta quinta-feira, 27 de abril. A expectativa para junho é de uma subida de 4,1%. Para o ano de 2023, a estimativa é que a carga no SIN cresça 3,2%. Segundo o ONS, a partir deste PMO, a micro e a mini geração distribuída serão representadas de forma explicita. No Subsistema Sudeste/ Centro-Oeste, o desempenho da carga no mês de maio deve sinalizar para uma elevação de 3,4%. O valor está em linha com as previsões anteriores do PMO e do Planejamento 2023-2027. Em junho, a carga deve se elevar em 3,5%. A expectativa anual é de variação de 2,1% na carga do subsistema, pouco abaixo do esperado na primeira revisão quadrimestral do planejamento 2023-2027, de 2,5%. A politica de operação na região abordará a exploração das disponibilidades energéticas e a expectativa do fim das ocorrências de vertimento turbinável. Fonte: ONS Na região Sul, a carga deve ter uma variação positiva de 2,5% em maio, abaixo dos 7,5% previstos anteriormente. No mês seguinte, a previsão é de um crescimento de 0,7%, a mesma do planejamento 2023-2027. Em 2023, o ONS trabalha com o aumento na carga de 2,5%, percentual inferior aos 3,9% da primeira revisão do planejamento. A política de operação do subsistema em maio também vai explorar as disponibilidades energéticas, com esperança de queda do vertimento turbinável, O Nordeste tem previsto uma variação positiva de 4,6% na carga em maio. Em junho, a carga deve flutuar para 4,9%. Nos dois meses os valores estão de acordo com o esperado. Este ano, a região observará uma ascensão de 3,2%, próximo dos 3,3% da estimativa da revisão. O foco da operação em maio estará na UHE Sobradinho, em prol de recuperar o reservatório de Itaparica e depois a volta da política de minimização. A região Norte não teve a previsão de carga para maio e junho apresentadas, mas, segundo o ONS, não haverá grandes variações ao que vem sendo registrado na primeira revisão quadrimestral do plano. Mas desde o começo de 2023 há uma movimentação de aumento na carga, em função da retomada de um consumidor livre do setor de alumínio. Em 2023, a carga no Norte deve subir 11,2%, similar aos 11,1% da primeira revisão quadrimestral do planejamento 2023-2027. A operação em maio vai explorar as disponibilidades energéticas considerando o rateio do vertimento turbinável do sistema.
PCH de 5 MW obtém liberação comercial em Rondônia

A Aneel aprovou a operação comercial da pequena central hidrelétrica Alta Floresta somando 5 MW de capacidade instalada entre duas turbinas no município de Alta Floresta d’Oeste (RO) e de posse da Eletron Eletricidade de Rondônia S/A. A empresa Venosan Brasil Ltda. também obteve o mesmo parecer, mas para um sistema solar de 516 kW em Abreu e Lima (PE). Já para testes, a agência deu provimento para três aerogeradores da Casa dos Ventos no município de Lajes (RN), dois referente à EOL Ventos de Santa Leia 03 e outro do parque 13 do mesmo complexo. Outras decisões foram para uma unidade de 5,7 MW da AES Brasil da usina Cajuína A5, entre os municípios potiguares de Angicos e Fernando Pedroza, além de um aerogerador de 5,5 MW da EDF Brasil em Junco do Seridó (PB), do projeto Serra do Seridó III.